Santa Casa quer Prelada à imagem de Serralves
Porto Misericórdia projecta um parque público ligado àcultura para quinta. Barreira da VCI ultrapassada por túnel
00h30m
CARLA SOFIA LUZ
A Santa Casa da Misericórdia do Porto está a projectar um parque público para a quinta da Prelada, onde funcionou o parque de campismo durante 45 anos. À imagem de Serralves, será um espaço de lazer com ligação à cultura.
O lema para o novo equipamento já está determinado: Solidariedade com a Natureza. E a Misericórdia propõe-se a devolver à cidade um espaço com herança de Nicolau Nasoni, encerrado há quase dois anos - desde que o parque de campismo fechou no último dia do ano de 2006. A ferida da Via de Cintura Interna (VCI) que dividiu a quinta ao meio não será resolvida, mas o efeito barreira deverá atenuar-se com o aproveitamento do túnel pedonal que faz a ligação entre as duas margens da quinta portuense.
"O maior crime foi construir a VCI naquele local, a atravessar uma quinta classificada. Nessa altura, ninguém se pronunciou. O parque terá a dupla componente cultural e de lazer. Será uma mistura de Parque de Serralves e de Parque da Cidade", explica, ao JN, António Tavares, da Santa Casa da Misericórdia do Porto. Encontrado o conceito, ultima-se o projecto a concluir até ao final de Março do próximo ano, com a calendarização das intervenções e os meios financeiros definidos.
Neste momento, a Misericórdia mantém conversas com várias entidades para avaliar possíveis parcerias no desenvolvimento de actividades na quinta. A Santa Casa gostaria que, além de espaço de passeio, pudesse ser um local para a prática de desportos informais, como a corrida, e com animação cultural. Certo é que os jardins serão preservados e que a Casa da Prelada acolherá o arquivo da Misericórdia, exposições, conferências e um núcleo do museu da Misericórdia (o museu principal ficará instalado na sede da Santa Casa, na Rua das Flores).
"Queremos devolver um pulmão verde à cidade. É um projecto de uma instituição privada e será colocado à utilização dos cidadãos em condições ainda a definir", sublinha António Tavares, apontando para a eventual criação de bilhetes de acesso anual e/ou de assinaturas "numa lógica de amigos da Prelada", tal como sucede em Serralves. O acesso ao parque deverá ser pago.
O futuro parque público ganhará maior dimensão com a integração do terreno municipal com 63 mil metros quadrados, contíguo à Cidade Cooperativa da Prelada, no património da Santa Casa. Tal como noticiou o JN, a Misericórdia já aceitou trocar cinco propriedades - duas ocupadas pelas instalações desportivas dos clubes Académico, em Costa Cabral, e do Estrela e Vigorosa Sport, nas Antas - pelo terreno camarário, avaliado em 4,3 milhões de euros. Será apenas uma troca de parcelas de igual valor, sem implicar a entrega de dinheiro.
A permuta, negociada com a Câmara que pretende libertar os clubes do pagamento de rendas e ajudá-los no acesso a fundos nacionais e comunitários para renovar as instalações, será discutida na próxima reunião do Executivo, agendada para terça-feira.
Jornal de Notícias
31-10-2008
DIVULGAÇÃO DAS INFORMAÇÕES PUBLICADAS SOBRE AS ACTIVIDADES DAS SANTAS CASAS DA MISERICÓRDIA
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Misericórdia de Santarém
Arquivada queixa da Misericórdia de Santarém contra ex-funcionárias
O provedor da Santa Casa refere que a instituição está a estudar com o seu advogado a possibilidade de requerer a abertura da instrução do processo.
O pedido de indemnização cível apresentado pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém contra seis ex-funcionárias da cozinha central, despedidas com justa causa pela instituição, foi arquivado pelo Ministério Público.
Oito funcionárias da cozinha da Misericórdia foram despedidas após a realização de um inquérito interno que apurou que todas praticavam furto continuado de alimentos. A 13 de Novembro de 2005, deu-se pela falta de 25 quilos de frango e alguns croquetes, que se previa confeccionar para as refeições das diversas valências da instituição (ver edições 6 Setembro 2007, 5 Maio 2006 e 11 Janeiro 2005).
Duas funcionárias aceitaram a rescisão do contrato e a Misericórdia não fez impender sobre elas qualquer queixa. Das seis restantes, que interpuseram processos no Tribunal de Trabalho de Santarém, três obtiveram sentença condenatória da Misericórdia com o pagamento de indemnizações (ver edição de 17 de Julho).
Em notificação de 8 de Outubro, o procurador-adjunto do Ministério Público de Santarém decidiu-se pelo despacho de arquivamento do processo em que a Misericórdia pretende ser ressarcida. O magistrado argumenta que o crime de furto simples, imputado pela ex-entidade patronal às ex-funcionárias, necessita de apresentação de queixa para abrir procedimento criminal. O que não aconteceu. E mesmo que o tivesse sido, estaria fora de prazo, dado que a queixa deveria ter sido apresentada até seis meses (até Maio de 2006) a contar da data em que a Misericórdia teve conhecimento dos factos e dos seus autores.
A situação reporta a Novembro de 2005 e o processo entrou no Ministério Público em Maio de 2008. O procurador conclui ainda que as testemunhas arroladas pela Misericórdia não definiram no tempo o desaparecimento dos ditos produtos.
Em editorial publicado no boletim trimestral da Misericórdia, António Garcia Correia lamenta e questiona a justiça das condenações do Tribunal de Trabalho pelo facto de nos três processos já decididos terem exigido que a Misericórdia ou o provedor indicassem os dias, as horas, os momentos, as quantidades, os géneros, os locais dos objectos subtraídos, etc...
A O MIRANTE, o provedor da Misericórdia de Santarém refere que a instituição está a estudar com o seu advogado a possibilidade de requerer a instrução do processo, dispondo de 20 dias a contar da data de notificação do arquivamento pelo Ministério Público. “Havia uma confiança quase ilimitada naquelas pessoas que subtraíram em seu proveito géneros pertencentes a uma instituição de solidariedade. E ainda temos de pagar indemnizações”, lamenta o provedor.
Quanto aos restantes processos, continuam a correr no Tribunal do Trabalho, sem que a Misericórdia de Santarém se faça representar por advogado.
Juiz desiste de queixa
contra antiga mandatária
da Misericórdia
O juiz do Tribunal do Trabalho de Santarém desistiu da queixa de difamação contra a primeira advogada da Misericórdia de Santarém nos processos interpostos por seis das oito ex-funcionárias da instituição naquele tribunal. Luís Ramos Lopes tinha apresentado queixa de Cristina Saldanha no Tribunal de Santarém, considerando difamatórios alguns dos argumentos da causídica no recurso do primeiro processo perdido no Tribunal do Trabalho e enviado para a Relação de Évora.
Nesse recurso, a advogada escreveu que o juiz teria tido um comportamento de condução e condicionamento das testemunhas e de agressividade com as mesmas durante as audiências. O processo tinha sessão marcada para 15 de Setembro no Tribunal de Santarém mas a marcação foi anulada.
O Mirante
30-10-2008
O provedor da Santa Casa refere que a instituição está a estudar com o seu advogado a possibilidade de requerer a abertura da instrução do processo.
O pedido de indemnização cível apresentado pela Santa Casa da Misericórdia de Santarém contra seis ex-funcionárias da cozinha central, despedidas com justa causa pela instituição, foi arquivado pelo Ministério Público.
Oito funcionárias da cozinha da Misericórdia foram despedidas após a realização de um inquérito interno que apurou que todas praticavam furto continuado de alimentos. A 13 de Novembro de 2005, deu-se pela falta de 25 quilos de frango e alguns croquetes, que se previa confeccionar para as refeições das diversas valências da instituição (ver edições 6 Setembro 2007, 5 Maio 2006 e 11 Janeiro 2005).
Duas funcionárias aceitaram a rescisão do contrato e a Misericórdia não fez impender sobre elas qualquer queixa. Das seis restantes, que interpuseram processos no Tribunal de Trabalho de Santarém, três obtiveram sentença condenatória da Misericórdia com o pagamento de indemnizações (ver edição de 17 de Julho).
Em notificação de 8 de Outubro, o procurador-adjunto do Ministério Público de Santarém decidiu-se pelo despacho de arquivamento do processo em que a Misericórdia pretende ser ressarcida. O magistrado argumenta que o crime de furto simples, imputado pela ex-entidade patronal às ex-funcionárias, necessita de apresentação de queixa para abrir procedimento criminal. O que não aconteceu. E mesmo que o tivesse sido, estaria fora de prazo, dado que a queixa deveria ter sido apresentada até seis meses (até Maio de 2006) a contar da data em que a Misericórdia teve conhecimento dos factos e dos seus autores.
A situação reporta a Novembro de 2005 e o processo entrou no Ministério Público em Maio de 2008. O procurador conclui ainda que as testemunhas arroladas pela Misericórdia não definiram no tempo o desaparecimento dos ditos produtos.
Em editorial publicado no boletim trimestral da Misericórdia, António Garcia Correia lamenta e questiona a justiça das condenações do Tribunal de Trabalho pelo facto de nos três processos já decididos terem exigido que a Misericórdia ou o provedor indicassem os dias, as horas, os momentos, as quantidades, os géneros, os locais dos objectos subtraídos, etc...
A O MIRANTE, o provedor da Misericórdia de Santarém refere que a instituição está a estudar com o seu advogado a possibilidade de requerer a instrução do processo, dispondo de 20 dias a contar da data de notificação do arquivamento pelo Ministério Público. “Havia uma confiança quase ilimitada naquelas pessoas que subtraíram em seu proveito géneros pertencentes a uma instituição de solidariedade. E ainda temos de pagar indemnizações”, lamenta o provedor.
Quanto aos restantes processos, continuam a correr no Tribunal do Trabalho, sem que a Misericórdia de Santarém se faça representar por advogado.
Juiz desiste de queixa
contra antiga mandatária
da Misericórdia
O juiz do Tribunal do Trabalho de Santarém desistiu da queixa de difamação contra a primeira advogada da Misericórdia de Santarém nos processos interpostos por seis das oito ex-funcionárias da instituição naquele tribunal. Luís Ramos Lopes tinha apresentado queixa de Cristina Saldanha no Tribunal de Santarém, considerando difamatórios alguns dos argumentos da causídica no recurso do primeiro processo perdido no Tribunal do Trabalho e enviado para a Relação de Évora.
Nesse recurso, a advogada escreveu que o juiz teria tido um comportamento de condução e condicionamento das testemunhas e de agressividade com as mesmas durante as audiências. O processo tinha sessão marcada para 15 de Setembro no Tribunal de Santarém mas a marcação foi anulada.
O Mirante
30-10-2008
Santa Casa da Misericórdia de Guimarães
O percurso museológico do Convento de Santo António dos Capuchos, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, é inaugurado às 19h00 de hoje, numa cerimónia que inclui a comunicação de Miguel Loureiro, da União das Misericórdias Portuguesas, sobre o tema "As Misericórdias Portuguesas e o apoio do gabinete do património". Às 22h00, há um concerto inaugural do órgão ibérico, a cargo de Giampaolo di Rosa.
Foto,
Publicado a 31-10-2008
Diário do Minho
Foto,
Publicado a 31-10-2008
Diário do Minho
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Santa Casa da Misericórdia de Ponte da Barca
Filho do provedor ganha concurso da misericórdia
00h30m
LUÍS HENRIQUE OLIVEIRA
Um concurso aberto pela Santa Casa da Misericórdia de Ponte da Barca para a criação de um "site" da instituição na internet viria a ser ganho por candidato que é, por sinal, filho do provedor daquela entidade, situação que motivou a contestação de um dos candidatos derrotados, que afiança que a Santa Casa "não deveria envolver-se neste tipo de situações".
Em resposta, o provedor da misericórdia barquense, António Bouças, garante que não teve "nenhuma interferência" na decisão do júri, "que foi constituído para o efeito", considerando que a contestação movida pelo candidato derrotado "assemelha-se a atitude de mau perdedor".
Para o candidato derrotado, Sérgio Lopes, na origem da contestação está "o facto de haver pessoas a concorrer e a ganhar concursos, pessoas essas que são próximas, senão mesmo da família dos elementos da Direcção".
Sérgio Lopes refere ainda que, ao tomar conhecimento das propostas pré-seleccionadas, contestou a decisão, "uma vez que uma delas (um trabalho diferente do formulado pelo filho do provedor) é da autoria de sócio de um dos elementos do júri". Em resposta, dada perto de mês e meio depois, a presidente do júri, Carla Barbosa, assevera que o argumento "não constitui fundamento suficiente para que o referido cidadão fosse impedido de se apresentar a concurso, a título individual".
Sobre a contestação movida por Sérgio Lopes, o provedor da SCMPB acrescenta que o trabalho vencedor "também não poderia ser penalizado pelo facto de se tratar de um familiar", garantindo que o processo "não foi arbitrário". A propósito, assegura que nunca integrou o júri e que a decisão desse órgão "é soberana".
Jornal de Notícias
00h30m
LUÍS HENRIQUE OLIVEIRA
Um concurso aberto pela Santa Casa da Misericórdia de Ponte da Barca para a criação de um "site" da instituição na internet viria a ser ganho por candidato que é, por sinal, filho do provedor daquela entidade, situação que motivou a contestação de um dos candidatos derrotados, que afiança que a Santa Casa "não deveria envolver-se neste tipo de situações".
Em resposta, o provedor da misericórdia barquense, António Bouças, garante que não teve "nenhuma interferência" na decisão do júri, "que foi constituído para o efeito", considerando que a contestação movida pelo candidato derrotado "assemelha-se a atitude de mau perdedor".
Para o candidato derrotado, Sérgio Lopes, na origem da contestação está "o facto de haver pessoas a concorrer e a ganhar concursos, pessoas essas que são próximas, senão mesmo da família dos elementos da Direcção".
Sérgio Lopes refere ainda que, ao tomar conhecimento das propostas pré-seleccionadas, contestou a decisão, "uma vez que uma delas (um trabalho diferente do formulado pelo filho do provedor) é da autoria de sócio de um dos elementos do júri". Em resposta, dada perto de mês e meio depois, a presidente do júri, Carla Barbosa, assevera que o argumento "não constitui fundamento suficiente para que o referido cidadão fosse impedido de se apresentar a concurso, a título individual".
Sobre a contestação movida por Sérgio Lopes, o provedor da SCMPB acrescenta que o trabalho vencedor "também não poderia ser penalizado pelo facto de se tratar de um familiar", garantindo que o processo "não foi arbitrário". A propósito, assegura que nunca integrou o júri e que a decisão desse órgão "é soberana".
Jornal de Notícias
Santa Casa da Misericórdia do Porto
Câmara faz troca de propriedades com a Misericórdia
Instalações desportivas do Académico e Vigorosaestão nos terrenos que Santa Casa vai ceder à Autarquia
00h30m
CARLA SOFIA LUZ
A Santa Casa da Misericórdia do Porto e a Câmara portuense acordaram uma permuta de terrenos. A troca visa libertar o Académico e o Vigorosa, que têm instalações em propriedades da Santa Casa, do pagamento de rendas.
O objectivo municipal é ajudar dois clubes históricos da cidade, que se dedicam à formação em actividades desportivas amadoras. A Misericórdia receberá um terreno contíguo à Cidade Cooperativa da Prelada e ao antigo parque de campismo. Tem 63 mil metros quadrados e foi avaliado em 4,3 milhões de euros por uma comissão composta pelas duas entidades. Em troca, entregará cinco terrenos à Autarquia, em particular as propriedades ocupadas pelas instalações do Estrela e Vigorosa Sport (11 mil metros quadrados nas Antas, no valor em 2,4 milhões) e do Académico (5114 metros quadrados em Costa Cabral, no valor de 1,4 milhões).
O acordo encerra condições. A Misericórdia exige que os terrenos, hoje ocupados pelos clubes, não percam vocação desportiva. Já a Autarquia não permite que à propriedade municipal, classificada como zona verde de utilidade pública no Plano Director Municipal, seja dada outra utilização. A permuta será votada, na terça-feira, em reunião do Executivo. A Santa Casa já decidiu aceitar, em assembleia-geral, a troca com o Município. Depois do aval da vereação, faltará a autorização da Assembleia Municipal.
"A Santa Casa da Misericórdia do Porto quer dar uma utilização pública ao terreno [a ceder pela Câmara]. Poderá ter apenas pequenas construções de apoio a algum equipamento enquadrável naquele espaço. As conversas começaram devido à necessidade de resolver o problema dos dois clubes. Mas esta permuta potencia o projecto da Santa Casa para aquele local", esclareceu o vereador Gonçalo Gonçalves.
Concretizada a permuta, o Município portuense cederá, em direito de superfície, os terrenos aos dois clubes que deixarão de pagar renda. No caso do Vigorosa, que enfrenta dificuldades financeiras, aliviará o orçamento mensal. No caso do Académico, essa cedência é indispensável para a concretização da velha aspiração de construção de um novo pavilhão. Para beneficiar dos apoios financeiros nacional e/ou comunitário, o clube tem de ser proprietário, pelo menos em direito de superfície, do terreno onde vai erguer o novo equipamento.
Jornal de Notícias
Instalações desportivas do Académico e Vigorosaestão nos terrenos que Santa Casa vai ceder à Autarquia
00h30m
CARLA SOFIA LUZ
A Santa Casa da Misericórdia do Porto e a Câmara portuense acordaram uma permuta de terrenos. A troca visa libertar o Académico e o Vigorosa, que têm instalações em propriedades da Santa Casa, do pagamento de rendas.
O objectivo municipal é ajudar dois clubes históricos da cidade, que se dedicam à formação em actividades desportivas amadoras. A Misericórdia receberá um terreno contíguo à Cidade Cooperativa da Prelada e ao antigo parque de campismo. Tem 63 mil metros quadrados e foi avaliado em 4,3 milhões de euros por uma comissão composta pelas duas entidades. Em troca, entregará cinco terrenos à Autarquia, em particular as propriedades ocupadas pelas instalações do Estrela e Vigorosa Sport (11 mil metros quadrados nas Antas, no valor em 2,4 milhões) e do Académico (5114 metros quadrados em Costa Cabral, no valor de 1,4 milhões).
O acordo encerra condições. A Misericórdia exige que os terrenos, hoje ocupados pelos clubes, não percam vocação desportiva. Já a Autarquia não permite que à propriedade municipal, classificada como zona verde de utilidade pública no Plano Director Municipal, seja dada outra utilização. A permuta será votada, na terça-feira, em reunião do Executivo. A Santa Casa já decidiu aceitar, em assembleia-geral, a troca com o Município. Depois do aval da vereação, faltará a autorização da Assembleia Municipal.
"A Santa Casa da Misericórdia do Porto quer dar uma utilização pública ao terreno [a ceder pela Câmara]. Poderá ter apenas pequenas construções de apoio a algum equipamento enquadrável naquele espaço. As conversas começaram devido à necessidade de resolver o problema dos dois clubes. Mas esta permuta potencia o projecto da Santa Casa para aquele local", esclareceu o vereador Gonçalo Gonçalves.
Concretizada a permuta, o Município portuense cederá, em direito de superfície, os terrenos aos dois clubes que deixarão de pagar renda. No caso do Vigorosa, que enfrenta dificuldades financeiras, aliviará o orçamento mensal. No caso do Académico, essa cedência é indispensável para a concretização da velha aspiração de construção de um novo pavilhão. Para beneficiar dos apoios financeiros nacional e/ou comunitário, o clube tem de ser proprietário, pelo menos em direito de superfície, do terreno onde vai erguer o novo equipamento.
Jornal de Notícias
Santa Casa da Misericórdia do Fundão
MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA SANTA CASA
Passivo da Misericórdia atinge os sete milhões
De entre os casos denunciados está a falta de rigor na admissão de utentes ou o movimento de contas não justificado
As situações que levaram à condição em que a Santa Casa da Misericórdia do Fundão se encontra e que conduziram a que esteja a ser gerida por uma Comissão Administrativa, estão a ser investigadas. Foi feita uma queixa ao Ministério Público, estando actualmente a decorrer o inquérito, que está em segredo de Justiça.
O dado foi avançado segunda-feira, pela Comissão Administrativa, num encontro em que foi dada conhecer a situação encontrada depois de ter tomado posse há 10 meses.
O presidente da Comissão, padre Américo Encarnação Vaz, lembrou que "nos deparamos com uma situação económica e financeira extremamente com-plicada", uma vez que "as finanças e a tesouraria encontravam-se profundamente debilitadas e desequilibradas e o orçamento para o exercício de 2008 baseado em pressupostos de receita absolutamente irreais".
Américo Encarnação Vaz recorda também que "verificámos ter sido nos últimos exercícios que esta situação deficitária sofreu sucessivos e progressivos agravamentos, até chegar ao ponto do exercício de 2007 apresentar um prejuízo de cerca de 500 mil euros", sendo que "com este elevadíssimo deficit do último ano, o passivo da Santa Casa ultrapassa, nesta hora, os sete milhões de euros".
O encontro de segunda-feira teve como objectivo dar a conhecer "um conjunto de situações que, no mínimo, qualificamos de incorrectas".
Entre estas está "a existência de uma conta aberta em nome da Santa Casa, em 1993, e fechada em 2005, que foi movimentada por alguns membros da Mesa Administrativa, então vigente, até 2001". Conta esta "paralela, que de facto não reflectia nas contas anualmente apresentadas aos irmãos, foram movimentados, a crédito e débito, dinheiros da instituição de montantes superiores a 500 mil euros, beneficiando de grande parte deste valor pessoas sem qualquer vínculo à instituição e que, segundo informações recebidas, não lhe prestaram qualquer serviço, em contrapartida, que justificasse tais pagamentos".
Donativos e imobiliário por registar
Outro ponto focado tem a ver com os custos do Lar Nossa Senhora de Fátima. Neste caso é adiantado, entre outras questões, que os custos de construção e fiscalização da obra "apresentam-se manifestamente desajustados, por excesso, se atendermos ao volume e à qualidade da obra".
Jorge Gaspar, da Comissão, a adianta que "representam 25 por cento da obra". Construção que como é destacado não foi a melhor, porque o Lar abriu em 2006, mas "a capela ameaça ruir, pelo que já foi vedada, e há infiltrações".
(…) A notícia continua na íntegra na edição impressa do Jornal.
29-10-2008
Gazeta do Interior
Passivo da Misericórdia atinge os sete milhões
De entre os casos denunciados está a falta de rigor na admissão de utentes ou o movimento de contas não justificado
As situações que levaram à condição em que a Santa Casa da Misericórdia do Fundão se encontra e que conduziram a que esteja a ser gerida por uma Comissão Administrativa, estão a ser investigadas. Foi feita uma queixa ao Ministério Público, estando actualmente a decorrer o inquérito, que está em segredo de Justiça.
O dado foi avançado segunda-feira, pela Comissão Administrativa, num encontro em que foi dada conhecer a situação encontrada depois de ter tomado posse há 10 meses.
O presidente da Comissão, padre Américo Encarnação Vaz, lembrou que "nos deparamos com uma situação económica e financeira extremamente com-plicada", uma vez que "as finanças e a tesouraria encontravam-se profundamente debilitadas e desequilibradas e o orçamento para o exercício de 2008 baseado em pressupostos de receita absolutamente irreais".
Américo Encarnação Vaz recorda também que "verificámos ter sido nos últimos exercícios que esta situação deficitária sofreu sucessivos e progressivos agravamentos, até chegar ao ponto do exercício de 2007 apresentar um prejuízo de cerca de 500 mil euros", sendo que "com este elevadíssimo deficit do último ano, o passivo da Santa Casa ultrapassa, nesta hora, os sete milhões de euros".
O encontro de segunda-feira teve como objectivo dar a conhecer "um conjunto de situações que, no mínimo, qualificamos de incorrectas".
Entre estas está "a existência de uma conta aberta em nome da Santa Casa, em 1993, e fechada em 2005, que foi movimentada por alguns membros da Mesa Administrativa, então vigente, até 2001". Conta esta "paralela, que de facto não reflectia nas contas anualmente apresentadas aos irmãos, foram movimentados, a crédito e débito, dinheiros da instituição de montantes superiores a 500 mil euros, beneficiando de grande parte deste valor pessoas sem qualquer vínculo à instituição e que, segundo informações recebidas, não lhe prestaram qualquer serviço, em contrapartida, que justificasse tais pagamentos".
Donativos e imobiliário por registar
Outro ponto focado tem a ver com os custos do Lar Nossa Senhora de Fátima. Neste caso é adiantado, entre outras questões, que os custos de construção e fiscalização da obra "apresentam-se manifestamente desajustados, por excesso, se atendermos ao volume e à qualidade da obra".
Jorge Gaspar, da Comissão, a adianta que "representam 25 por cento da obra". Construção que como é destacado não foi a melhor, porque o Lar abriu em 2006, mas "a capela ameaça ruir, pelo que já foi vedada, e há infiltrações".
(…) A notícia continua na íntegra na edição impressa do Jornal.
29-10-2008
Gazeta do Interior
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Santa Casa da Misericórdia de Águeda
Amorim de Figueiredo é candidato a Provedor
por SP em Outubro 27,2008
O médico Amorim de Figueiredo vai candidatar-se a provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda. A assembleia eleitoral vai decorrer a 14 de Novembro.
“Não duvidamos que nos anos passados, todos os corpos sociais têm dado o seu melhor, mas os últimos que tiveram como provedor o engº. Adolfo Roque ultrapassaram as expectativas. Mas há, contudo, tarefas que estão em desenvolvimento e que devem ser continuadas sob a mesma mística, o mesmo fio condutor.
Os trabalhos efectuados na Casa de Repouso Dr. Breda e Lea Breda, são um exemplo nas misericórdias do Portugal de hoje”, comentou o candidato, sublinhando que “os trabalhos no Lar Conde de Sucena já efectuados e que continuam em efectivação necessitam de continuidade, com a mesma filosofia de servir”.
A assembleia eleitoral vai decorrer a partir das 20 horas de 14 de Novembro, na sede da Misericórdia.
Soberania do Povo
28-10-2008
por SP em Outubro 27,2008
O médico Amorim de Figueiredo vai candidatar-se a provedor da Santa Casa da Misericórdia de Águeda. A assembleia eleitoral vai decorrer a 14 de Novembro.
“Não duvidamos que nos anos passados, todos os corpos sociais têm dado o seu melhor, mas os últimos que tiveram como provedor o engº. Adolfo Roque ultrapassaram as expectativas. Mas há, contudo, tarefas que estão em desenvolvimento e que devem ser continuadas sob a mesma mística, o mesmo fio condutor.
Os trabalhos efectuados na Casa de Repouso Dr. Breda e Lea Breda, são um exemplo nas misericórdias do Portugal de hoje”, comentou o candidato, sublinhando que “os trabalhos no Lar Conde de Sucena já efectuados e que continuam em efectivação necessitam de continuidade, com a mesma filosofia de servir”.
A assembleia eleitoral vai decorrer a partir das 20 horas de 14 de Novembro, na sede da Misericórdia.
Soberania do Povo
28-10-2008
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