Misericórdia de Vila do Conde Recebeu Os Amigos
A Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde recebeu, sábado à noite, no Salão do Lar da Terceira Idade, duas centenas de amigos da instituição para a Ceia de Natal com o tradicional Bacalhau e a actuação de Nuno Oliveira a cantar fado de Coimbra.
Arlindo Maia, Provedor, era um homem feliz ao ver reunido tantos amigos e voluntários numa união em prol da solidariedade e do apoio à Santa Casa.
Felicidade acrescida com os resultados obtidos durante o ano que está a terminar. “ Correu tudo muitíssimo bem no campo social, na saúde, e no apoio dado a muita gente necessitada. Temos vindo a enriquecer o nosso trabalho em quantidade e qualidade”, disse Arlindo Maia.
A Voz da Póvoa
DIVULGAÇÃO DAS INFORMAÇÕES PUBLICADAS SOBRE AS ACTIVIDADES DAS SANTAS CASAS DA MISERICÓRDIA
sábado, 20 de dezembro de 2008
Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão
Misericórdia de Alfeizerão vai construir obra para responder a carências sociais da freguesia
Francisco Gomes
A Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão está a desenvolver um projecto para albergar no mesmo edifício um Centro de Dia, Centro de Noite, Lar Residencial para a 3ª idade e Alojamento Temporário de pessoas convalescentes.
Trata-se de uma obra estimada em 1,5 milhões de euros, que já teve “luz verde” da Segurança Social, aguardando-se a aprovação da Câmara Municipal de Alcobaça.
Segundo o provedor José Luís Monteiro de Castro, é um “equipamento social de largo alcance futuro, de que todos os habitantes da freguesia de Alfeizerão se devem orgulhar e que irá responder com padrões de qualidade e dignidade ao elevado défice existente neste domínio”.
Actualmente a Misericórdia tem a funcionar num espaço arrendado o centro de dia e o serviço de apoio ao domicílio, mas já adquiriu um terreno com cerca de 16 mil metros quadrados, que corresponde a 50% da área da antiga Quinta do Pote, situada praticamente no centro da vila, para aí edificar a sua sede e todas as valências.
O centro de dia tem 20 utentes e passará para 40 nas novas instalações. O centro de noite é uma novidade. “Há muitas pessoas idosas que já perderam o seu parceiro e têm problemas em ficar sozinhas. Durante a noite ficam com assistência e acompanhamento médico. Durante o dia vão para as suas residências”, revelou o provedor, adiantando que esta valência terá capacidade para 10 utentes.
O alojamento temporário poderá também dar resposta a 10 utentes, enquanto que o lar terá 60. Já o serviço de apoio domiciliário tem contratualizado com a Segurança Social ocupar-se de 42 utentes, apesar de ter 55, número que não será excedido nas novas instalações. “Já estamos superlotados, mas há situações que não podemos recusar porque há pessoas em situações degradantes que temos de atender”, manifestou o provedor.
As preocupações sociais em Alfeizerão são muitas. “A população é muito envelhecida e com magros proventos da agricultura. Devíamos até ter mais capacidade de resposta”, reconheceu.
Para a concretização da obra está a ser feito um apelo ao contributo de empresas, particulares e emigrantes.
O seu contributo, seja ele qual for, para além da entrega do correspondente recibo, será alvo de agradecimento público e ficará registado no livro de honra dos beneméritos que ajudaram a pôr de pé esta grandiosa obra.
Para tal foi aberta na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alfeizerão uma conta com o número 1361725, para onde poderão ser canalizados os donativos.
Os não residentes no território nacional ou aqueles que não vivam perto de um balcão deste banco, poderão optar por efectuar uma transferência bancária para o NIB 0045 5022 40171442785 53, a que se refere a mesma conta, ou remeter um cheque ou vale de correio para a secretaria da Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão, na Rua de Angola n.º 7, 1º Dto. 2460-107 Alfei-zerão.
“O vosso esforço não será em vão”, sublinhou o provedor.
in Jornal das Caldas
Francisco Gomes
A Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão está a desenvolver um projecto para albergar no mesmo edifício um Centro de Dia, Centro de Noite, Lar Residencial para a 3ª idade e Alojamento Temporário de pessoas convalescentes.
Trata-se de uma obra estimada em 1,5 milhões de euros, que já teve “luz verde” da Segurança Social, aguardando-se a aprovação da Câmara Municipal de Alcobaça.
Segundo o provedor José Luís Monteiro de Castro, é um “equipamento social de largo alcance futuro, de que todos os habitantes da freguesia de Alfeizerão se devem orgulhar e que irá responder com padrões de qualidade e dignidade ao elevado défice existente neste domínio”.
Actualmente a Misericórdia tem a funcionar num espaço arrendado o centro de dia e o serviço de apoio ao domicílio, mas já adquiriu um terreno com cerca de 16 mil metros quadrados, que corresponde a 50% da área da antiga Quinta do Pote, situada praticamente no centro da vila, para aí edificar a sua sede e todas as valências.
O centro de dia tem 20 utentes e passará para 40 nas novas instalações. O centro de noite é uma novidade. “Há muitas pessoas idosas que já perderam o seu parceiro e têm problemas em ficar sozinhas. Durante a noite ficam com assistência e acompanhamento médico. Durante o dia vão para as suas residências”, revelou o provedor, adiantando que esta valência terá capacidade para 10 utentes.
O alojamento temporário poderá também dar resposta a 10 utentes, enquanto que o lar terá 60. Já o serviço de apoio domiciliário tem contratualizado com a Segurança Social ocupar-se de 42 utentes, apesar de ter 55, número que não será excedido nas novas instalações. “Já estamos superlotados, mas há situações que não podemos recusar porque há pessoas em situações degradantes que temos de atender”, manifestou o provedor.
As preocupações sociais em Alfeizerão são muitas. “A população é muito envelhecida e com magros proventos da agricultura. Devíamos até ter mais capacidade de resposta”, reconheceu.
Para a concretização da obra está a ser feito um apelo ao contributo de empresas, particulares e emigrantes.
O seu contributo, seja ele qual for, para além da entrega do correspondente recibo, será alvo de agradecimento público e ficará registado no livro de honra dos beneméritos que ajudaram a pôr de pé esta grandiosa obra.
Para tal foi aberta na Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alfeizerão uma conta com o número 1361725, para onde poderão ser canalizados os donativos.
Os não residentes no território nacional ou aqueles que não vivam perto de um balcão deste banco, poderão optar por efectuar uma transferência bancária para o NIB 0045 5022 40171442785 53, a que se refere a mesma conta, ou remeter um cheque ou vale de correio para a secretaria da Santa Casa da Misericórdia de Alfeizerão, na Rua de Angola n.º 7, 1º Dto. 2460-107 Alfei-zerão.
“O vosso esforço não será em vão”, sublinhou o provedor.
in Jornal das Caldas
Santa Casa da Misericórdia de Mirandela
17-12-2008 - 15:45
Santa Casa da Misericórdia tem casa nova com várias valências
A inauguração das novas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela foi o culminar de uma luta constante que vinha a perdurar há alguns anos. “Foi uma obra muito cara, muito complexa porque era um edifício muito degradado, praticamente em ruínas e hoje podemos constatar que é uma obra de grande qualidade. Procurámos introduzir obras de arte que vêm valorizar imenso o edifício. Tínhamos que preservar os valores patrimoniais para sermos dignos dos nossos antepassados. Só assim é que podemos sentir-nos hoje orgulhosos de termos construído o edifício, de termos criado um museu de arte sacra, criado salas de exposições temporárias de valor artístico”, salienta Manuel Araújo, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela.
Esta foi uma obra que custou cerca de um milhão de euros, à qual a Câmara de Mirandela comparticipou com 300 mil para além do apoio técnico que deu a nível de arqueologia, da segurança e o apoio técnico da própria construção civil.
O Antigo edifício já se encontra em obras, e dentro de mês e meio será inaugurado, para ficar instalado um o centro de dia, integrado numa empresa de inserção social com panificação, ligada à padaria e pastelaria.
“O nosso objectivo era construir uma pastelaria. Mas a pastelaria e padaria são afins, e portanto não fazia sentido visto que somos maior consumidor de pão não aproveitarmos uma infra-estrutura que nós íamos construir. Vamos, acima de tudo, criar postos de trabalho, na ordem dos dez postos de trabalho, para nós isso é fundamental. Se criarmos estabilidade numa família podemos ultrapassar as dificuldades quer de apoio a crianças quer de apoio a idosos e essa é a política que vamos continuar a praticar”, refere o Provedor.
O Banco Solidário é um protocolo entre a Câmara Municipal de Mirandela e a Santa Casa da Misericórdia. José Silvano, Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, explica que “nestes concelhos, muitas vezes há voluntários mas não estão organizados por um lado, ninguém os incentiva a que entidades precisam de voluntários, por outro lado não têm um projecto, nem uma sala nem um edifício comum para se juntarem”.
Este banco pode dinamizar o banco social que se pretende constituir na Santa Casa da Misericórdia, que já tem uma sala emprestada pelo ninho de empresas, para fazer um banco local e social.
“Esperamos que haja durante o ano inteiro um levantamento de famílias necessitadas que possam ter uma vez por mês, direito a alimentos, a roupa, e não estar à espera única e exclusivamente como este actual banco da segurança social, que no Natal se juntem três ou quatro ofertas que têm que gastar naqueles dias e que depois andam todo o ano a passar fome e a ter necessidades”, alerta José Silvano.
O objectivo é organizar um banco social para que todos os meses as famílias mais necessitadas se possam socorrer dele para ter alguns alimentos.
A partir da legalização deste banco de voluntariado é que cada um se candidata aos serviços de acção social da Câmara.
Terra Quente
Santa Casa da Misericórdia tem casa nova com várias valências
A inauguração das novas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela foi o culminar de uma luta constante que vinha a perdurar há alguns anos. “Foi uma obra muito cara, muito complexa porque era um edifício muito degradado, praticamente em ruínas e hoje podemos constatar que é uma obra de grande qualidade. Procurámos introduzir obras de arte que vêm valorizar imenso o edifício. Tínhamos que preservar os valores patrimoniais para sermos dignos dos nossos antepassados. Só assim é que podemos sentir-nos hoje orgulhosos de termos construído o edifício, de termos criado um museu de arte sacra, criado salas de exposições temporárias de valor artístico”, salienta Manuel Araújo, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Mirandela.
Esta foi uma obra que custou cerca de um milhão de euros, à qual a Câmara de Mirandela comparticipou com 300 mil para além do apoio técnico que deu a nível de arqueologia, da segurança e o apoio técnico da própria construção civil.
O Antigo edifício já se encontra em obras, e dentro de mês e meio será inaugurado, para ficar instalado um o centro de dia, integrado numa empresa de inserção social com panificação, ligada à padaria e pastelaria.
“O nosso objectivo era construir uma pastelaria. Mas a pastelaria e padaria são afins, e portanto não fazia sentido visto que somos maior consumidor de pão não aproveitarmos uma infra-estrutura que nós íamos construir. Vamos, acima de tudo, criar postos de trabalho, na ordem dos dez postos de trabalho, para nós isso é fundamental. Se criarmos estabilidade numa família podemos ultrapassar as dificuldades quer de apoio a crianças quer de apoio a idosos e essa é a política que vamos continuar a praticar”, refere o Provedor.
O Banco Solidário é um protocolo entre a Câmara Municipal de Mirandela e a Santa Casa da Misericórdia. José Silvano, Presidente da Câmara Municipal de Mirandela, explica que “nestes concelhos, muitas vezes há voluntários mas não estão organizados por um lado, ninguém os incentiva a que entidades precisam de voluntários, por outro lado não têm um projecto, nem uma sala nem um edifício comum para se juntarem”.
Este banco pode dinamizar o banco social que se pretende constituir na Santa Casa da Misericórdia, que já tem uma sala emprestada pelo ninho de empresas, para fazer um banco local e social.
“Esperamos que haja durante o ano inteiro um levantamento de famílias necessitadas que possam ter uma vez por mês, direito a alimentos, a roupa, e não estar à espera única e exclusivamente como este actual banco da segurança social, que no Natal se juntem três ou quatro ofertas que têm que gastar naqueles dias e que depois andam todo o ano a passar fome e a ter necessidades”, alerta José Silvano.
O objectivo é organizar um banco social para que todos os meses as famílias mais necessitadas se possam socorrer dele para ter alguns alimentos.
A partir da legalização deste banco de voluntariado é que cada um se candidata aos serviços de acção social da Câmara.
Terra Quente
Reclusas em família no postal de Natal
Reclusas em família no postal de Natal
Filhos de mulheres detidas foram premiados com computadores e vestuário após passarem para o papel o desejo de festejar a quadra com as mães
2008-12-12
CARLA SOARES
Uma casa, com mãe e filha a passarem o Natal sob o mesmo tecto. Alexandra passou o seu desejo para o papel e, com ele, foi uma das vencedoras do concurso para o melhor postal natalício, promovido entre os filhos das reclusas de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos.
Consigo levou prémios que chegam aos mil euros, mas o desejo ainda vai ter de esperar pelo menos um ano. E o de ser veterinária, muitos mais.
Dentro de uma semana, terão passado três anos desde que Maria de Lurdes Batista está detida. "Não passei nenhum Natal com a minha filha", contou, ao JN, esperançada que esta seja a última vez que passa a quadra no Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo. "Espero sair para o ano, já chega", desabafou, recordando que está presa por "roubo" e "por causa das más companhias". "Era a alegria maior que eu tinha", confessava, por sua vez, o pai da reclusa, que passa os natais com a neta.
Alexandra Marlene, explicava, por sua vez, a ideia para o postal: "queria passar o Natal com a minha mãe, por isso tinha de a pôr no desenho". Fê-lo num dia e, em troca, ganhou vestuário, calçado e um computador que totalizam os mil euros. "Ela não tinha computador. Vai receber o Magalhães mas não sei quando", contou Maria de Lurdes, enquanto a filha dizia preferir, de todas as prendas, o computador, não só para estudar mas também para os jogos.
O concurso de postais, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia do Porto e a empresa Ferrovial, teve mais dois vencedores empatados no primeiro lugar, sob o tema da aproximação da família.
Luís Filipe, de 12 anos, desenhou uma casa, uma lareira e um Pai Natal a colocar lá os presentes. Um cenário a que também queria acrescentar a mãe. "Ela não vai estar. Se estivesse eu ficava mais feliz", disse, ao JN, enquanto a mãe explicava que não vai passar a consoada mas estará com o filho no sábado. E prevê ir a casa a 20 de Janeiro porque faz anos. Detida "por causa da droga", vai esperar mais "cinco meses" para sair em liberdade e poderá passar as próximas festas com o filho, um dos nove que tem, além de 30 netos. Luís Filipe Robalo, que frequenta o quinto ano, garante que vai usar o computador "mais para estudar". Mas não esconde a preferência pelos outros prémios, sobretudo a nova roupa que vai ter.
O primeiro lugar é, também, de Purificación Afonso Soares. A mãe, Ana Oliveira, já não está no estabelecimento prisional, saiu há um mês, a tempo de passar o Natal em família. "A vida não está fácil lá fora, é bastante dura, mas vou com calma e tudo corre bem", conta a ex-reclusa. "Agora, vou aproveitar para estar com as minhas filhas e recuperar o tempo perdido", diz, após três anos e quatro meses de detenção por tráfico de estupefacientes".
Purificación, de 13 anos e no sétimo ano, está "muito mais contente" desde que a mãe saiu da prisão. Apesar de partilhar o espírito do concurso, "não queria participar", conta Ana recordando que a teve de convencer. No fim de contas, até venceu e foi a primeira a ser chamada. "Sempre dizia que não tinha jeito", justifica a concorrente, que se inspirou num desenho que o irmão tinha feito e pintou um anjo.
Na hora do balanço da iniciativa, saltou à vista o reduzido número de participações: onze desenhos somados pelos vários escalões etários, dos cinco aos 15 anos. E isto num universo de 254 reclusas.
A directora-geral dos Serviços Prisionais, Maria Clara Albino, garantiu, por sua vez, que a perspectiva é a de repetir o concurso no próximo ano, sobretudo porque "promove a aproximação entre mães e filhas e chama o valor da família de forma pedagógica". E espera ter mais concorrentes.
JN
Filhos de mulheres detidas foram premiados com computadores e vestuário após passarem para o papel o desejo de festejar a quadra com as mães
2008-12-12
CARLA SOARES
Uma casa, com mãe e filha a passarem o Natal sob o mesmo tecto. Alexandra passou o seu desejo para o papel e, com ele, foi uma das vencedoras do concurso para o melhor postal natalício, promovido entre os filhos das reclusas de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos.
Consigo levou prémios que chegam aos mil euros, mas o desejo ainda vai ter de esperar pelo menos um ano. E o de ser veterinária, muitos mais.
Dentro de uma semana, terão passado três anos desde que Maria de Lurdes Batista está detida. "Não passei nenhum Natal com a minha filha", contou, ao JN, esperançada que esta seja a última vez que passa a quadra no Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo. "Espero sair para o ano, já chega", desabafou, recordando que está presa por "roubo" e "por causa das más companhias". "Era a alegria maior que eu tinha", confessava, por sua vez, o pai da reclusa, que passa os natais com a neta.
Alexandra Marlene, explicava, por sua vez, a ideia para o postal: "queria passar o Natal com a minha mãe, por isso tinha de a pôr no desenho". Fê-lo num dia e, em troca, ganhou vestuário, calçado e um computador que totalizam os mil euros. "Ela não tinha computador. Vai receber o Magalhães mas não sei quando", contou Maria de Lurdes, enquanto a filha dizia preferir, de todas as prendas, o computador, não só para estudar mas também para os jogos.
O concurso de postais, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia do Porto e a empresa Ferrovial, teve mais dois vencedores empatados no primeiro lugar, sob o tema da aproximação da família.
Luís Filipe, de 12 anos, desenhou uma casa, uma lareira e um Pai Natal a colocar lá os presentes. Um cenário a que também queria acrescentar a mãe. "Ela não vai estar. Se estivesse eu ficava mais feliz", disse, ao JN, enquanto a mãe explicava que não vai passar a consoada mas estará com o filho no sábado. E prevê ir a casa a 20 de Janeiro porque faz anos. Detida "por causa da droga", vai esperar mais "cinco meses" para sair em liberdade e poderá passar as próximas festas com o filho, um dos nove que tem, além de 30 netos. Luís Filipe Robalo, que frequenta o quinto ano, garante que vai usar o computador "mais para estudar". Mas não esconde a preferência pelos outros prémios, sobretudo a nova roupa que vai ter.
O primeiro lugar é, também, de Purificación Afonso Soares. A mãe, Ana Oliveira, já não está no estabelecimento prisional, saiu há um mês, a tempo de passar o Natal em família. "A vida não está fácil lá fora, é bastante dura, mas vou com calma e tudo corre bem", conta a ex-reclusa. "Agora, vou aproveitar para estar com as minhas filhas e recuperar o tempo perdido", diz, após três anos e quatro meses de detenção por tráfico de estupefacientes".
Purificación, de 13 anos e no sétimo ano, está "muito mais contente" desde que a mãe saiu da prisão. Apesar de partilhar o espírito do concurso, "não queria participar", conta Ana recordando que a teve de convencer. No fim de contas, até venceu e foi a primeira a ser chamada. "Sempre dizia que não tinha jeito", justifica a concorrente, que se inspirou num desenho que o irmão tinha feito e pintou um anjo.
Na hora do balanço da iniciativa, saltou à vista o reduzido número de participações: onze desenhos somados pelos vários escalões etários, dos cinco aos 15 anos. E isto num universo de 254 reclusas.
A directora-geral dos Serviços Prisionais, Maria Clara Albino, garantiu, por sua vez, que a perspectiva é a de repetir o concurso no próximo ano, sobretudo porque "promove a aproximação entre mães e filhas e chama o valor da família de forma pedagógica". E espera ter mais concorrentes.
JN
Projecto “Sempre Consigo” arrecada 30 mil euros
Projecto “Sempre Consigo” arrecada 30 mil euros
A Santa Casa da Misericórdia do Cartaxo venceu o concurso promovido pela SIC “A Nossa Terra Quer” para o distrito de Santarém e vai dispor de 30 mil euros para criar o projecto “Sempre Consigo”. Consiste na criação de um serviço de apoio domiciliário nocturno para dar uma resposta de apoio em 24 horas a idosos e dependentes com apoio de 100 máquinas de teleassistência. O projecto do Cartaxo somou 48,9 % dos votos. Participaram no concurso os projectos “Uma Cozinha ao Serviço da Comunidade”, da Sociedade Recreativa da Pedreira de Tomar e “Entroncamento na senda de Quioto”, da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Ruy d’Andrade.
O Mirante
A Santa Casa da Misericórdia do Cartaxo venceu o concurso promovido pela SIC “A Nossa Terra Quer” para o distrito de Santarém e vai dispor de 30 mil euros para criar o projecto “Sempre Consigo”. Consiste na criação de um serviço de apoio domiciliário nocturno para dar uma resposta de apoio em 24 horas a idosos e dependentes com apoio de 100 máquinas de teleassistência. O projecto do Cartaxo somou 48,9 % dos votos. Participaram no concurso os projectos “Uma Cozinha ao Serviço da Comunidade”, da Sociedade Recreativa da Pedreira de Tomar e “Entroncamento na senda de Quioto”, da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Ruy d’Andrade.
O Mirante
Misericórdia da Mealhada
Hospital da Misericórdia está a receber donativos
O Hospital da Misericórdia da Mealhada está a receber donativos, tais como, roupa, alimentos, brinquedos, etc., até ao final deste ano. “Entregue-nos o que não lhe faz falta que nós fazemos chegar a quem precisa”, pode ler-se no comunicado dirigido à imprensa.
Ao mesmo tempo, os técnicos da instituição vão tentar analisar quais as famílias mais carenciadas do concelho. No Dia dos Reis, 6 de Janeiro de 2009, a instituição fará os donativos na Casa da Criança, na sua valência infantil, através do Apoio Domiciliário às famílias referenciadas.
MSL
Data Publicação: 2008-12-11
Autor: JM
Jornal da Mealhada
O Hospital da Misericórdia da Mealhada está a receber donativos, tais como, roupa, alimentos, brinquedos, etc., até ao final deste ano. “Entregue-nos o que não lhe faz falta que nós fazemos chegar a quem precisa”, pode ler-se no comunicado dirigido à imprensa.
Ao mesmo tempo, os técnicos da instituição vão tentar analisar quais as famílias mais carenciadas do concelho. No Dia dos Reis, 6 de Janeiro de 2009, a instituição fará os donativos na Casa da Criança, na sua valência infantil, através do Apoio Domiciliário às famílias referenciadas.
MSL
Data Publicação: 2008-12-11
Autor: JM
Jornal da Mealhada
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Santa Casa da Misericórdia de Vale de Cambra
Hospital transformado em unidade de cuidados continuados
Ontem
SALOMÃO RODRIGUES
O Hospital de Vale de Cambra vai ser transformado numa unidade de cuidados continuados de internamento de curto e médio prazo, com valências de convalescença e serviços paliativos. A gestão ficará a cargo de uma entidade privada, sendo a Santa Casa de Misericórdia apontada como a provável escolha.
Esta unidade hospitalar, cuja gestão estava a cargo do Hospital de S. João da Madeira, dispõe de um serviço de fisioterapia e unidade de convalescença. Serviços que serão encerrados definitivamente em Janeiro próximo, altura em que irá entrar em obras, que deverão prolongar-se por seis meses.
Foram efectuados contactos com a Misericórdia de Vale de Cambra com vista à entrega da gestão desta unidade. "Mas não é líquido que seja a Misericórdia a gerir a nova unidade", afirmou o director do Hospital de S. João da madeira, Luís Matias, lembrando que ainda é necessário apurar se a lei permite, ou não, a entrega directa da gestão.
A futura unidade de cuidados continuados irá disponibilizar 30 camas: oito em quatros individuais e 11 em quartos duplos.
"Agrada-me, sobretudo, que se tenha encontrado uma solução definitiva", afirmou o presidente da Câmara Municipal, José Bastos, numa referência indirecta às décadas de indefinição que marcaram o Hospital de Vale de Cambra.
José Bastos reivindica, agora, a instalação do futuro hospital do Entre o Douro e Vouga no seu concelho ou, em alternativa, numa freguesia vizinha de Oliveira de Azeméis.
JN
Ontem
SALOMÃO RODRIGUES
O Hospital de Vale de Cambra vai ser transformado numa unidade de cuidados continuados de internamento de curto e médio prazo, com valências de convalescença e serviços paliativos. A gestão ficará a cargo de uma entidade privada, sendo a Santa Casa de Misericórdia apontada como a provável escolha.
Esta unidade hospitalar, cuja gestão estava a cargo do Hospital de S. João da Madeira, dispõe de um serviço de fisioterapia e unidade de convalescença. Serviços que serão encerrados definitivamente em Janeiro próximo, altura em que irá entrar em obras, que deverão prolongar-se por seis meses.
Foram efectuados contactos com a Misericórdia de Vale de Cambra com vista à entrega da gestão desta unidade. "Mas não é líquido que seja a Misericórdia a gerir a nova unidade", afirmou o director do Hospital de S. João da madeira, Luís Matias, lembrando que ainda é necessário apurar se a lei permite, ou não, a entrega directa da gestão.
A futura unidade de cuidados continuados irá disponibilizar 30 camas: oito em quatros individuais e 11 em quartos duplos.
"Agrada-me, sobretudo, que se tenha encontrado uma solução definitiva", afirmou o presidente da Câmara Municipal, José Bastos, numa referência indirecta às décadas de indefinição que marcaram o Hospital de Vale de Cambra.
José Bastos reivindica, agora, a instalação do futuro hospital do Entre o Douro e Vouga no seu concelho ou, em alternativa, numa freguesia vizinha de Oliveira de Azeméis.
JN
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