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terça-feira, 26 de abril de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Seia

20-04-2011 12:54
Misericórdia de Seia organiza Procissão do Enterro do Senhor
Com a chegada da Semana Santa, época que tradicionalmente é preenchida com a realização de diversas cerimónias religiosas das quais se destacam as de Sexta-Feira Santa, vão ser, à semelhança dos últimos anos, organizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Seia.
Aprocissão do Enterro do Senhor, uma cerimónia sobretudo penitencial que habitualmente cativa a participação dos Irmãos da Misericórdia e de muitos outros católicos, vai ser abrilhantada, pelo segundo ano consecutivo, pela Banda de Gouveia e terá também a incorporação do Rancho Folclórico, Bombeiros Voluntários e Orfeão da cidade de Seia.
A procissão já está a ser anunciada através de um painel colocado na frontaria da Igreja da Misericórdia. Este painel, com o rosto de Cristo coroado de espinhos, olhando e suplicando a Deus através de nuvens carregadas, preanuncia o sofrimento próximo de que iria ser vítima. A cerimónia é anunciada pelo homem das matracas que, antecipadamente, percorre as ruas por onde a procissão irá passar. Antigamente estes homens eram chamados “Os farricocos”, pois descalços e com os seus hábitos de penitentes, percorriam as ruas com as matracas, chamando os irmãos da Misericórdia para a procissão da noite. A procissão inicia-se com o acto simbólico da descida de Cristo da Cruz à frente da Igreja da Misericórdia. Cristo morto é envolvido num lençol branco e colocado no esquife, que segue depois pelas ruas do centro histórico de Seia.

Portal da Estrela

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Santarém

Tribunal altera crime e evita que Misericórdia de Santarém seja condenada por fraude

A Santa Casa da Misericórdia de Santarém e o seu ex-provedor José Manuel Cordeiro beneficiaram de uma alteração na qualificação do crime de fraude na obtenção de subsídio para não serem condenados.

No processo relativo à instalação da Unidade de Apoio Integrado para a qual a instituição recebeu dinheiro mas não a colocou a funcionar, o colectivo de juízes do Tribunal de Santarém considerou que se estava na presença de crime mas por negligência, ao contrário do que estava na acusação que falava em dolo. Como o crime por negligência se extingue ao fim de cinco anos, o processo foi considerado prescrito.

Recorde-se que a Unidade de Apoio Integrado foi contemplada no PIDDAC (Plano de Investimentos e Despesas para o Desenvolvimento da Administração Central) de 1999, primeiro com uma comparticipação de 70.000 euros e depois com os 100.000 euros. Dificuldades em realizar a obra levaram a que a adaptação do espaço só se concretizasse no final de 2001, tendo, segundo a acusação, custado cerca de 40.000 euros.

A acusação dizia que a Misericórdia apresentou facturação não verdadeira, já que respeitava na sua maioria a obras realizadas em outras valências.

Por outro lado, a UAI, concluída em Novembro de 2001, nunca chegou a funcionar com a vertente para que foi construída, já que o provedor que sucedeu a José Manuel Cordeiro solicitou a sua alteração para Centro de Acolhimento Temporário de Emergência para Idosos e para Lar de Grandes Dependentes.

O Mirante

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Misericórdias da Arquidiocese de Braga

Misericórdias ajudam no combate à fome

Braga
2009-12-03 Miguel Viana

As Misericórdias da Arquidiocese de Braga estão empenhadas em combater a fome que existe na região.
A conclusão saiu do encontro das 16 misericórdias que compõem a Arquidiocese e que ontem reuniram com o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, para debater a situação socio económica da região.

No final do encontro, o responsável pela Igreja Católica referiu que “ o que importa é agir e responder às necessidades concretas das populações: comer, vestir, dar conselhos, a fome não espera. Falamos das cantinas sociais (que algumas misericórdias já estavam a pensar e outras vão repensar), para que em nenhum arciprestado haja pessoas com fome. Se alguém tiver fome pode bater à Misericórdia que há sempre algo para comer.”

D. Jorge Ortiga referiu ainda que vê com preocupação as situações de pobreza na zona da arquidiocese, e que têm tendência para aumentar.
Uma tarefa em que a Igreja espera contar com a colaboração do Estado. “A doutrina social da Igreja sublinha muito o princípio da subsidiariedade, onde a acção da igreja entra como um complemento”, disse D. Jorge Ortiga.

O arcebispo de Braga disse, ainda, que estes encontros vão decorrer de forma sistemática.
Outro dos assuntos abordados foi o da existência de um representante das misericórdias no Conselho Pastoral Diocesano e na Comissão Arquidiocesana para a Pastoral Sócio-caritativa.
Seria alguém que fosse um alerta, junto com outros, para articular tudo aquilo que, em termos de caridade a Igreja de Braga vai propondo”, defendeu D. Jorge Ortiga.

O apoio aos mais desfavorecidos vai voltar a ser abordado num encontro entre o arcebispo de Braga e os padres da arquidiocese, marcado para o próximo dia 22.
“É uma questão que iremos desenvolver nesse encontro. As paróquias têm uma característica de proximidade e há um conhecimento das realidades. As comunidades paroquiais devem consciencializar-se das novas formas de pobreza. Não podem passar ao lado. Não podem fechar os olhos”, defendeu o chefe da Igreja Católica em Braga.
Correio do Minho