sábado, 7 de agosto de 2010

Santa Casa da Misericórdia da Chamusca

Cavaleiro Andante

Avante Jesus Cristo Avante

A seguir ao 25 de Abril a Misericórdia da Chamusca foi ocupada mas os revolucionários não queriam que se repetisse o episódio da proibição da procissão dos fogaréus, na Sexta-feira Santa, aquando da implantação da República, que deu origem a confrontos em que morreu um popular. Como os elementos da Mesa da Misericórdia que habitualmente transportam os símbolos religiosos estavam afastados, tiveram que ser elementos de partidos de esquerda a alinhar e a vestir as opas negras. A fotografia está na exposição do centenário da República mas como não tem som ficam dúvidas sobre se os mesmos rezaram durante o percurso, ou se cantaram o Avante.

O Mirante

Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros

Macedo de Cavaleiros

Após cerca de dois anos em obra

Lar de Idosos está prestes a abrir
O Lar de Idosos do Lombo, pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros, vai entrar em funcionamento brevemente. Este novo equipamento, financiado pela fundação luxemburguesa Félix Chomé, vai acolher 95 pessoas nas valências de lar e de serviço de apoio domiciliário. Para garantir as necessárias condições de acolhimento e conforto, o lar dispõe de 31 quartos, 23 dos quais são duplos, sete individuais e um para casal. A estrutura está ainda apetrechada com uma sala de ocupação destinada a actividades lúdicas e recreativas, consultório médico, barbearia e salão de cabeleireiro, para além de duas unidades de banho acompanhado.

Dado tratar-se de uma instituição sem fins lucrativos, a entrada em funcionamento do aludido equipamento constitui mais resposta social de apoio à terceira idade, num concelho em que o número de idosos sem retaguarda familiar é cada vez mais expressivo. A obra, que custou cerca de dois milhões e 250 mil euros, foi financiada em perto de 90 por cento pela já referida fundação luxemburguesa. A única contrapartida a este donativo, apresentada por esta instituição de solidariedade social é a de que o lar do Lombo deverá dar prioridade à admissão de emigrantes portugueses no Luxemburgo.

Por: João Branco

Semanário Transmontano

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Santa Casa da Misericórdia do Fundão

PJ propõe acusação a antigo provedor da Misericórdia do Fundão
Por: Agência Lusa

3 de Agosto de 2010 às 18:28h
A Polícia Judiciária propôs ao Ministério Público a acusação do ex-provedor da Misericórdia do Fundão, Manuel Correia, e familiares por apropriação de “milhares de euros da instituição”, adiantou hoje à Agência Lusa fonte daquela polícia.

O atual provedor, Jorge Gaspar, já disse à Lusa que a instituição acompanhará uma eventual acusação e pedirá uma indeminzação por ter pedido, pelo menos, 500 mil euros, enquanto o ex-provedor visado diz que as conclusões da PJ são “uma mentira”.

Segundo fonte da PJ, a investigação à Santa Casa da Misericórdia do Fundão recolheu “elementos indiciadores de apropriação ilegítima de avultadas quantias monetárias”, não especificadas, “ao longo de vários anos e foram constituídos seis arguidos, o ex-provedor e familiares”.

O desvio de verbas era feito através de transferências “feitas com regularidade para familiares, quase a título de ordenados, sem que essas pessoas desempenhassem qualquer tarefa na Santa Casa da Misericórdia do Fundão”.

“O inquérito foi remetido ao Ministério Público com proposta de dedução de acusação”, acrescentou.

As investigações foram desencadeadas por uma denúncia feita pela comissão administrativa que em 2008 passou a dirigir a instituição.

Entre as alegadas irregularidades detetadas estavam uma conta bancária à margem da contabilidade, por onde terão passado, entre 1993 e 2005, mais de 500 mil euros, beneficiando pessoas sem vínculo à instituição e que não lhe prestaram serviços.

Falta de informação sobre donativos desde a década de 70 e inúmeros imóveis que não foram registados a favor da instituição, foram outras das situações sob investigação, denunciadas pela comissão.

“Se o processo levar a uma acusação do Ministério Público, a Misericórdia irá pedir uma indemnização a todos os que de forma injustificada beneficiaram de dinheiros ou outras vantagens”, garantiu à Agência Lusa o provedor Jorge Gaspar.

Sem precisar os valores em causa, Jorge Gaspar coloca-os sempre acima dos 500 mil euros.

“Os factos vão da década de 90 até 2002 ou 2003. É natural que alguns valores não tenham sido apurados e porventura até haja a prescrição de outros. Mas havia vários elementos, como microfilmagens de extratos bancários e cheques relativos a pagamentos indevidos”, explicou à Agência Lusa.

O ex-provedor Manuel Correia disse à Agência Lusa que “é tudo uma mentira, e estou completamente à vontade”.

“Eu prestei declarações e agora vou esperar para saber aquilo de que me acusam, pois, em termos de consciência, penso que não há absolutamente nada”, concluiu.

Reconquista

Santa Casa da Misericórdia de Amarante

Álvaro Moura tinha desaparecido há duas semanas durante um passeio ao Sameiro

GNR encontra cadáver de idoso
A GNR do Sameiro encontrou ontem à tarde o corpo de Álvaro Moura, o idoso de 77 anos que há duas semanas desapareceu durante um passeio da .

Por:A.I.F./F.V.

O corpo do homem, que terá morrido ao sofrer uma queda acidental, encontrava-se perto do santuário do Sameiro, em Braga, próximo do sítio onde tinha desaparecido. O cadáver estava já em avançado estado de decomposição.

Recorde-se que Álvaro, que estava há quatro anos na instituição, desapareceu durante um passeio dos utentes do lar. Os idosos pararam junto ao santuário para irem à casa de banho, mas o septuagenário nunca mais voltou. Os funcionários da Santa Casa da Misericórdia procuraram de imediato o idoso pelas imediações, mas nunca o encontraram. A PJ de Braga esteve ontem no local.

CM

Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima

Misericórdia de Ponte de Lima vai construir centro comunitário
A Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima vai avançar com a construção de um centro comunitário em Arcozelo, um investimento cuja estimativa inicial ascende aos cinco milhões de euros.
O novo equipamento foi pensado para ter lar de idosos, centro de dia, apoio domiciliário, cuidados continuados integrados e creche.
O provedor gostaria de ver a obra no terreno a partir de Outubro, mas o atraso no concurso poderá adiar o início dos trabalhos, que terá de acontecer ainda este ano.
O anúncio foi feito esta Segunda-feira, no âmbito das comemorações dos 480 anos da instituição, que ficaram marcadas pela bênção de duas viaturas.

Agência Ecclesia

Santa Casa da Misericórdia de Messejana

João Ramos: Visitou duas instituições sociais do distrito de Beja...
O deputado do Partido Comunista Português (PCP) João Ramos visitou a Misericórdia de Messejana e a creche da Casa do Povo de Penedo Gordo. Esta foi também a sua primeira acção, desde que iniciou as suas novas funções, no passado dia 1.

João Ramos efectuou a sua primeira visita, na qualidade de deputado do Partido Comunista Português, eleito pelo circulo de Beja, depois de ter entrado em funções, no passado dia 1, substituindo José Soeiro.

Na sua primeira demanda reuniu com o Provedor da Misericórdia de Nossa Senhora da Assunção de Messejana, no concelho de Aljustrel, e com a Direcção da creche da Casa do Povo de Penedo Gordo, na freguesia de Santiago Maior de Beja, com o objectivo de conhecer a realidade destas duas instituições, depois de introduzidas as novas medidas propostas pelo Governo, no âmbito do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), no que diz respeito às prestações sociais.

No terreno, o deputado comunista verificou que “as instituições” que visitou “lidam com imensas dificuldades e a incapacidade de verem concretizados projectos fundamentais para os seus utentes”.

João Ramos adiantou ainda que pretende “continuar a estabelecer contactos com as populações dos concelhos do distrito que o elegeu, à segunda-feira”, tal como o seu antecessor fazia.

Disse, igualmente, que pretende “dar visibilidade, local e institucional, às propostas do PCP, assim como, ajudar as populações do distrito a resolver as suas necessidades mais prementes”, neste seu mandato.


Ana Elias de Freitas

Rádio Voz da Planície

Santa Casa da Misericórdia de Faro

ENSAIO SOBRE TOPONÍMIA FARENSE (2)

Se em tempos antigos estivéssemos na rua da Alameda, em Faro, estávamos mesmo em frente do portão principal do jardim, antes Passeio Vasco da Gama. A actual designação – Alameda João de Deus – foi atribuída em 1890 e o portão passou daquele lugar, na rua Manuel de Arriaga, para a rua da PSP (antes rua do Ferregial) muito tempo depois.

Diremos que foi depois do Liceu João de Deus, que ali funcionou de 1908 a 1948, ter saído para dar lugar à Escola Técnica Elementar Serpa Pinto e depois à Escola Industrial e Comercial Tomás Cabreira.

Alandra – Alandra e D. João Peres de Aboim, mordomo-mor de D. Afonso III, fizeram um acordo de paz e amor e, com saudade, despediram-se para sempre.

Ela ofereceu-lhe flores a que ele, em homenagem à Princesa Moura, chamou aloendros e levou-os para a sua herdade que teve limites fixados em 2 de Maio de 1267.

Albergue – Antes a rua era uma vala que se juntava a um braço de mar que vinha do largo de S. Francisco e seguia para o largo da Alagoa (praça Alexandre Herculano). Depois foi dos Muros do Cemitério da Misericórdia e do Cemitério da Misericórdia, designações que datam no máximo do Séc. XVI, época da fundação da Santa Casa da Misericórdia de Faro.

No gaveto desta rua com a da Misericórdia situa-se o Armazém da Patriarcal, construído em 1742 para arrecadar a terça parte dos frutos que o Cardeal Patriarca recebia da diocese algarvia.

Posteriormente no imóvel funcionou uma vidreira.

Alberto Marques da Silva (1898/1977) – Militar e poeta, natural de Chaves, que desde criança viveu em Faro, onde durante largos anos foi director do cinema de Santo António.

Poeta muito premiado em Jogos Florais, com assídua colaboração na imprensa local e várias obras publicadas entre 1937 (Flores sem Aroma) e 1970 (Versos de Amor e Saudade), o “Sr. Marmelada” tem o seu nome ligado não só a esta rua, que se situa no Montenegro, mas também a uma travessa na baixa da cidade, entre as ruas Rebelo da Silva e Castilho.

Alcaçarias – A rua e a travessa das Alcaçarias eram anteriormente travessa Grande das Alcaçarias e travessa Pequena das Alcaçarias e estendiam-se por um vasto espaço que incluía a actual praça Nova e a parte baixa da avenida Cinco de Outubro, onde se vendiam verduras e os Judeus faziam activo comércio. Aquele mercado funcionou depois na praça Nova até que foi transferido para a chamada “Praça da Verdura”, no local onde se situa o Banco de Portugal.

Alexandre Herculano (Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, 1810-1877) Escritor romântico e um dos mais notáveis historiadores portugueses, tem o seu nome na toponímia de muitas cidades e vilas algarvias (Albufeira, Lagoa, Faro, Loulé, Monchique…).

Liberal convicto, esteve exilado em Inglaterra e em França, regressando com as tropas que desembarcaram no Mindelo. Depois do cerco do Porto, organizou da biblioteca pública da cidade.

Em Lisboa, a partir 1836, dirigiu “O Panorama” e a Real Biblioteca da Ajuda, foi Deputado, escreveu a parte fundamental da sua obra e fundou o Partido Progressista Histórico e os jornais “O País” e “O Português”.

Parte fundamental da obra literária de Herculano:- História de Portugal, História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, Portugaliae Monumenta Histórica (iniciador), Eurico-O Presbítero, O Monge de Cister, Lendas e Narrativas, A Voz do Profeta , A Harpa do Crente...

Em Faro existem três artérias dedicadas ao escritor – a praça, antes largo da Alagoa, uma travessa e uma rua de que parte foi designada rua da Atafona.

No jardim situado na praça está implantado um busto do Dr. Amadeu Ferreira de Almeida (1876/1966), diplomata e escritor farense que doou à sua cidade uma notável colecção de arte, instalada em sala própria no Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique.

Alfândega – Nesta zona da cidade, próximo ao antigo porto, já D. Manuel I fizera construir, em 1499, a primitiva alfândega.

O actual edifício, construído em data imprecisa do terceiro quartel do Séc. XIX, alberga também a Brigada Fiscal da GNR.

É uma graciosa construção, cujo corpo central, bem individualizado entre dois pisos térreos e utilitários, apresenta dez janelas de sacada e vistosos telhados de quatro águas.

A travessa, que é anterior, ganhou aquela denominação depois da construção do edifício.

* Lic. em Sociologia
Região Sul