domingo, 3 de abril de 2011

Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento

Estado não paga cirurgias

Hospital do Entroncamento endivida-se por atrasos do SNS

O hospital da Misericórdia do Entroncamento realiza anualmente 1.200 cirurgias no âmbito do combate às listas de espera, mas o tempo que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) demora a pagar obriga a instituição a endividar-se na banca, revelou o provedor.
  • 29 Março 2011
De acordo com o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Entroncamento, Manuel Fanha Vieira, desde 2004 que o Hospital São João Batista realiza cirurgias para o SNS, no âmbito do programa de combate às listas de espera.
Apesar de reconhecer a importância desta participação do Hospital São João Batista no combate às listas de espera para cirurgia, o provedor lamentou o atraso no pagamento das mesmas, o que "prejudica o andamento da tesouraria".
O SNS demora, em média, oito a nove meses a pagar as cirurgias realizadas nesta instituição, o que, segundo Manuel Fanha Vieira, obriga esta Misericórdia a contrair empréstimos bancários e a pagar juros por isso.
"As dívidas prejudicam o andamento das contas, pois precisamos de pagar aos profissionais de saúde e aos fornecedores", disse.
Apesar destes atrasos, Manuel Fanha Vieira diz que "nenhuma cirurgia é negada" e espera que o SNS cumpra mais cedo os seus compromissos, nomeadamente através dos 90 dias previstos na lei.
O provedor garante que o Ministério da Saúde tem conhecimento da situação, nomeadamente através do presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos.
Manuel Lemos disse à Lusa que, tirando o caso da Misericórdia do Entroncamento, não tem conhecimento de hospitais da UMP que estejam a passar por situação tão grave.
Afirmou ainda que as Misericórdias têm capacidade para trabalhar ainda mais com o Ministério da Saúde, nomeadamente através do acordo que será assinado esta terça-feira e que coloca os 12 hospitais em "pé de igualdade" com os do SNS.
Com este acordo, os utentes que optarem pelos hospitais das Santas Casas da Misericórdia "passam a pagar apenas as taxas moderadoras", como sucede nos hospitais da rede do SNS, acrescentou uma fonte das Misericórdias.
A maioria dos hospitais envolvidos situa-se na região Norte: Esposende, Fão, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Póvoa de Lanhoso, Riba de Ave, Vila do Conde e Vila Verde.
O protocolo de cooperação abrange ainda o hospital da Misericórdia na Mealhada, na região Centro, e os hospitais da Misericórdia de Benavente e Entroncamento, em Lisboa e Vale do Tejo.
Segundo o Ministério da Saúde, estes acordos permitirão a realização de cerca de 15.000 cirurgias anuais e 100.000 consultas, das quais 40.000 são primeiras consultas de especialidade hospitalar

CM

Santa Casa da Misericórdia de Valpaços

Valpaços: Pedida demissão do provedor da Santa Casa

População exige hospital reaberto

"Só queremos o nosso trabalho de volta. No dia 14 deste mês, o tribunal decretou que a Misericórdia tinha até dia 20 para nos pagar pelo menos um mês, mas o senhor provedor ignorou e continuamos no impasse de não sermos integrados nem podermos procurar trabalho por não nos passar as folhas do desemprego", lamenta Guilhermina Dias, uma dos 40 ex-funcionários do Hospital de Valpaços, que encerrou a 6 de Janeiro.
  • 29 Março 2011
Por:Paulo Silva Reis/Ana Mendes
Na manhã de ontem, mais de uma centena de populares voltaram a concentrar-se junto ao hospital para reclamar a reabertura. Os manifestantes, que na última concentração arrombaram os portões da Santa Casa, encontraram agora os portões fechados a cadeado e um maior reforço policial.
"Ainda confio na Justiça deste País, mas se não se tomar uma medida urgente, muitos de nós vamos começar a passar fome. Queremos o trabalho que o tribunal garante ser nosso por direito", disse Vítor Teixeira, outro ex-funcionário.
Os protestos subiram de tom e a destituição de Eugénio Morais do cargo de provedor da Misericórdia era o mote do protesto. Recorde-se que a Assembleia Municipal de Valpaços aprovou uma moção que propõe a demissão do provedor e sugere que a instituição seja liderada pelo presidente da câmara, Francisco Tavares.
"Vivemos em Democracia, e não têm poder para me destituir. O presidente até pode mandar na câmara, mas aqui o poder é dos irmãos da Misericórdia, e só esses é que podem pedir a demissão ou eleger alguém", disse ao CM Eugénio Morais.
Segundo os funcionários, no dia 14 ficou assente em tribunal que a Misericórdia teria uma semana para pagar o salário de Janeiro e um mês para regularizar a situação dos trabalhadores. Eugénio Morais frisou que não deu cumprimento à decisão do tribunal porque a antiga administradora do hospital entrou em insolvência.

CM

Santa Casa da Misericórdia da Calheta

Tomada de posse dos corpos gerentes da Santa Casa da Misericórdia da Calheta

Cecília Cachucho é a nova provedora

Actualizado em 1 de Abril, às 12:27
 
Na próxima segunda-feira, dia 4 de Abril, será realizada a cerimónia de tomada de posse dos novos corpos gerentes da Santa Casa da Misericórdia da Calheta. Cecília Cachucho assume o lugar de provedora, sendo a primeira mulher a ocupar este cargo na história da instituição. A cerimónia será presidida pelo secretário regional dos Assuntos Sociais.

Santa Casa da Misericórdia do Louriçal

Pombal - Capela da Misericórdia, no Louriçal, vai ser restaurada

Santa Casa da Misericórdia foi contemplada com quase 38 mil euros

Pombal 97 Fm / Local - A Capela da Misericórdia, no Louriçal, vai ser alvo de obras de restauro. A Santa Casa da Misericórdia do Louriçal assinou ontem, no Governo Civil de Leiria, um protocolo no âmbito do Subprograma 2 do Programa de Equipamentos Urbanos de Utilização Colectiva, segundo o qual receberá a verba de 37.840 euros, cerca de 45% do custo eligível das obras.
António Carvalho, Provedor da instituição louriçalense, confessou à 97 FM ter sido apanhado um pouco de surpresa com a aprovação da candidatura que havia efectuado, tanto mais que até já havia pedido orçamentos a empresas de construção para iniciar, no mês de Abril, a recuperação do telhado. Com o protocolo agora celebrado, o restauro da Capela da Misericórdia, situada no centro da vila, deverá ser mais célere do que se previa.
O custo total da obra está orçado em mais de 80.000 euros, cabendo agora à Santa Casa da Misericórdia encontrar forma de financiar as obras. A Câmara Municipal de Pombal já em 2008 deu um subsídio à instituição para fazer face a alguns trabalhos naquele monumento e, segundo António Carvalho, também estará na disponibilidade de ajudar agora se tal for necessário.
O Programa de Equipamentos Urbanos de Utilização Colectiva destina-se à comparticipação de obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração ou conservação de equipamentos urbanos de utilização colectiva, incluindo equipamentos religiosos, a efectuar por instituições privadas de interesse público sem fins lucrativos, instituições particulares de solidariedade social, e freguesias e associações de freguesias de direito público.

97FM Pombal

Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha

Crianças, idosos e educação em destaque nas jornadas da Misericórdia das Caldas
Publicado a 1 de Abril de 2011 .               
“Percursos da criança ao idoso” e “Percursos na Educação”. São estes os temas dos seminários que compõem o programa das II Jornadas Técnicas da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, que decorrem neste mês de Abril e a 21 de Maio.
O primeiro seminário tem início a 7 de Abril, no Inatel da Foz do Arelho, com painéis sobre Direitos e Inclusão, Institucionalização, Sexualidades e Desafios na Saúde. A 8 de Abril decorrem as oficinas, dedicadas às crianças da parte da manhã e aos idosos da parte da tarde.
As oficinas, que decorrem em simultâneo, subordinam-se aos temas “Famílias difíceis?! Desafios e estratégias no trabalho com clientes involuntários”, “Vinculação e adaptação na infância”, “A arte dos outros pelas nossas mãos – experiência de um grupo terapêutico de crianças”, “Projectos e experiências”. Quanto ao programa sobre os idosos, “Pessoas idosas vítimas de crime e violência”, “Active aging”, “O papel da estimulação cognitiva na melhoria da qualidade de vida do idoso” e “Projectos e experiências” são as oficinas a realizar.
O seminário “Percursos da criança ao idoso” termina a 9 de Abril, ao mesmo tempo que arranca o seminário “Percursos na Educação”, com debates sobre “Bullying e Violência Escolar” e “Consumos e Abusos”. Da parte da tarde decorrem as oficinas “Bullying: um novo olhar para a escola”, “Ver e reconhecer”, “Trabalhar o bullying” e outra com apresentação de projectos e experiências. Neste mesmo dia a Livraria 107 promove no Inatel uma mostra de livros com obras dos oradores e moderadores dos painéis, bem como diversa bibliografia sobre as temáticas abordadas nos encontros.
As jornadas prosseguem a 21 de Maio, na Expoeste, com painéis de debate dedicados aos temas “A Escola e a Multiculturalidade” e “Identificação, diagnóstico, acompanhamento e encaminhamento de situações de risco”.
A participação no seminário “Percursos da criança ao idoso” custa 30 euros (com dois coffee-breaks e dois almoços), enquanto a inscrição no seminário “Percursos na Educação” custa 20 euros (com coffee-breaks e um almoço). A participação com creditação (pelo CCPFC) para docentes custa 25 euros.
As II Jornadas Técnicas da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha são organizadas pelo Ponto de Ajuda e o programa completo está disponível em www.pontodeajuda-scmcr.pt. As inscrições devem ser feitas pelos telefones 262094422 ou 913824143 ou através de e-mail geral.clds@sc mcr.pt.
J.F.

Gazeta das Caldas

Santa Casa da Misericórdia da Mealhada

Escrito por Manuela Ventura
Mealhada
Hospital da Misericórdia
preparado para mais 4.200 consultas


Protocolo assinado com Ministério da Saúde vai canalizar para aquela unidade hospitalar utentes de toda a região para consultas em oito especialidades e também cirurgias
«É uma data histórica para nós e para a região, mas sobretudo para a Mealhada». Palavras do provedor da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada a propósito do acordo assinado com a tutela, no âmbito da prestação de cuidados de saúde. Visivelmente satisfeito, João Peres considera que o protocolo representa, sem dúvida, «uma mais-
valia», particularmente para as populações da região, uma vez que, defende, «os cuidados de saúde devem ter um estatuto preferencial de proximidade».
E é essa proximidade que, a partir de agora, ganha uma franja populacional extremamente significativa, que envolve os concelhos da Mealhada, Cantanhede, Mortágua, Anadia, Oliveira do Bairro, Mira e Sever do Vouga, de uma forma mais específica, muito embora “a porta” esteja aberta a todas as pessoas, que, orientadas pelos respectivos médicos de família, passam a poder efectuar um conjunto de consultas de especialidade no Hospital da Misericórdia da Mealhada. «Ganha-se proximidade», no entender do provedor, mas sobretudo, permite-se uma resposta e uma eficácia que até agora não existia.
João Peres aponta, como particularmente relevante, o impacto que esta “abertura” vem criar na diminuição das listas de espera e na poupança de tempo, pois «acudimos às populações de uma forma muito mais rápida». E faz notar ainda o impacto que esta possibilidade tem, ao “aliviar” as estruturas dos Hospitais da Universidade de Coimbra, que, desta forma, ficam, mais disponíveis «para dar resposta a situações mais “pesadas” e exigentes”», relativamente às quais o Hospital da Misericórdia, à semelhança de outros, terá menos capacidade de resposta.
Se o impacto para a região não deixa margem para dúvidas ao responsável máximo da Misericórdia da Mealhada, também é verdade que este protocolo com o Ministério da Saúde representa, de acordo com o provedor «o reconhecimento pelos serviços prestados pelo hospital pelo esforço que a misericórdia tem feito para servir a comunidade». No fundo, «é o retomar de uma tradição, da qual nos vimos privados desde o 25 de Abril», diz ainda, sem esconder o seu orgulho, o provedor da Santa Casa.

Esforço reconhecido
E, por isso, João Peres dá por bem empregue o esforço gigantesco «para os nossos meios» em que a Misericórdia se empenhou, «há meia dúzia de anos», ao avançar com um projecto de requalificação e ampliação do hospital. Foi uma reforma profunda, que implicou um investimento «de cerca de 10 milhões de euros». «Muito dinheiro para a Misericórdia», confessa, que «acreditou no projecto e avançou com ele», obtendo financiamento junto da Caixa Geral de Depósitos, entidade que «também acreditou em nós». «Avançámos porque entendemos que era importante criar, na região, uma resposta em termos de saúde, que não existia» e relativamente à qual «Coimbra, como hospital central que é, tem naturalmente as suas limitações». «Os cuidados médicos devem ser de proximidade», defende João Peres e foi essa a aposta da Santa Casa, hoje amplamente reconhecida e que este protocolo vem contemplar de uma forma inquestionável.
Todavia, João Peres confirma que esse “reconhecimento” já tem vindo a dar alguns passos, nos últimos anos, através da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSCentro). Outra entidade que, diz, «também acreditou no nosso projecto e na nossa capacidade». E sublinhando muito particularmente a actuação do actual responsável, João Pedro Pimentel, o provedor reconhece que foram celebrados um conjunto de acordos que «permitiram dar visibilidade ao nosso trabalho» e ajudar a garantir a «viabilidade económica do hospital».
Acordos assinados
O primeiro desses acordos foi feito há cinco anos e contempla a área de cuidados continuados. «Começámos com 24 camas e hoje temos 30», refere João Peres, que faz notar ainda o «total apoio» que a Misericórdia recebeu por parte da coordenadora nacional dos cuidados continuados, Inês Guerreiro. Trata-se, exclusivamente, de respostas de média duração e a Misericórdia já está a pensar em “crescer” neste domínio.
O Hospital da Misericórdia também faz parte, há três/quatro anos, do SIGIC (Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgias), destinado a combater as enormes listas de espera existentes. Desde há cerca de dois anos tem, também, acordos para prestação de cuidados de saúde na área da Fisioterapia e, há pouco mais de um ano, protocolou, também com a ARSC consultas na área da Imagiologia e, mais recentemente, firmou um acordo contemplando a área da Cardiologia. Acordos dos quais João Peres fala com particular agrado, mas sem esconder o desejo de “alimentar” um novo “namoro”, desta feita destinado às áreas de Pneumologia e Gastrenterologia. E porque nunca é demais sonhar, o provedor pensa mesmo em, mais tarde, eventualmente, alargar esses acordos também à área da Urgência.

Cuidados continuados
de longa duração em perspectiva
Actualmente com 30 camas protocoladas, no âmbito da prestação de cuidados continuados de média duração, a Santa Casa da Mealhada está a ponderar seriamente avançar para um outro projecto, que lhe permita, também, prestar cuidados de longa duração. As negociações estão em curso com os ministérios envolvidos, assegura João Peres, reconhecendo, muito embora, que a resposta está de alguma forma “emperrada” com questões burocráticas e, como tal, ainda não há luz verde.
Espaço já existe, pois, explica o provedor, o objectivo é transformar o centro de noite, valência construída «há três anos e que está fechada porque não tem utentes». Com este espaço disponível e a estrutura, em termos logísticos, a funcionar, a Misericórdia pensou transferir os utentes para o centro de noite, criando vagas no edifício contíguo ao hospital, que passaria, então, a funcionar como unidade de cuidados de longa duração. Um projecto em “carteira” que a Misericórdia promete não esquecer.

Consultas contemplam
oito especialidades
O protocolo assinado terça-feira na Misericórdia do Porto entra em vigor amanhã, mas, em termos de eficácia real, de acordo com o provedor da Mealhada, as consultas só começam a funcionar no dia 1 de Maio.
Até ao final do ano «temos cerca de 4.200 consultas contratualizadas com a ARSC», afirma João Peres, que contemplam oito especialidades, a saber: Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Ortopedia, Oftalmologia, Otorrino, Urologia, Dermatologia e Ginecologia. O provedor reconhece que a«ausência de histórico», uma vez que este foi o primeiro passo, criou algumas dificuldades na concertação, facto que certamente será mais fácil quando, antes do final do ano, o acordo «for negociado», porque, nessa altura «já temos uma análise da situação», que permitirá aferir pormenores.
O Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada está, hoje, como estava ontem, «absolutamente preparado» para dar todas as respostas, garante o provedor, que não se escusa a elogiar a «competência e dedicação dos profissionais de excelência que temos ao nosso serviço», bem como o «empenho e espírito de sacerdócio da direcção clínica». «Estamos no bom caminho para servir bem as populações», remata.
 
Diário de Coimbra

Santa Casa da Misericórdia de Tomar

2010: misericórdia de Tomar teve resultados negativos
(© Jornal O Templário, por Jornal O Templário)

O relatório de contas de 2010 da Santa Casa da Misericórdia de Tomar que vai ser votado pelos sócios nesta quinta-feira, dia 31, revela que a instituição registou resultados negativos que ultrapassam os 180 mil euros
De entre os números revelados note-se a redução do activo líquido em mais de 200 mil euros, ou seja, os investimentos realizados em 2010 foram muito reduzidos comparando com anos anteriores.
No documento refere-se que os resultados financeiros de 2010, ficam aquém do desejado aos quais não é alheia a crise económica do país em geral e de Tomar em particular.