sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Santa Casa da Misericórdia da Trofa

Alunos e educadoras da Creche e Jardim-de-infância da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, em S. Romão do Coronado, organizaram a Feira de Outono. Receitas vão ajudar a comprar materiais para as salas.

Frutos, legumes, doces e bolos coloriram a entrada da Creche e Jardim-de-infância da Santa Casa da Misericórdia da Trofa, em S. Romão do Coronado, durante uma semana. A Feira de Outono, inserida no Plano Anual de Actividades da instituição, teve como principal objectivo alertar as crianças para a dificuldade de ganhar dinheiro e dar a conhecer os alimentos típicos da estação do ano. Bolos e doces eram alguns dos alimentos que figuravam na exposição e, de acordo com as educadoras, foram “confeccionados pelas crianças”.

Os pequenos divulgaram a Feira de Outono e os pais responderam prontamente, frisou Sílvia Torres, coordenadora da instituição: “Todos os dias tentam fazer uma visita e compram, com os filhos, alguma coisa. Os alunos também incentivaram outros familiares (tios e avós) a visitar e a comprar produtos na instituição”.

“As nossas práticas tendem a potenciar qualidade para todos e cada um dos nossos alunos. Deste modo, todos os agentes envolvidos são, efectivamente, importantes, responsáveis e participativos. Assim, os projectos em que estamos envolvidos são propostos e realizados para apoiar, libertar, oferecer experiências e criar oportunidades”, adiantou ainda Sílvia Torres.

A semana terminou, no sábado dia 13 de Novembro, com um desfile de Outono, onde as crianças se vestiram de “S. Martinho” e de frutos típicos da época. Os pais, mais uma vez, tiveram o papel fundamental, constituindo o painel do júri que reconheceu os melhores fatos.

O Notícias da Trofa

Santa Casa da Misericórdia de Penafiel

PJ investiga gestão na Misericórdia de Penafiel
2010-11-21
josé vinha
A Segurança Social requereu ao Ministério Público de Penafiel a destituição dos corpos gerentes da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel e a nomeação de um gestor judicial. Em causa o pagamentos a um empreiteiro e alienação de património por explicar.
Segurança Social admite haver indícios de gestão danosa

O requerimento da Segurança Social deu entrada nos serviços do Ministério Público de Penafiel em meados de Fevereiro deste ano e resulta da última inspecção feita por aquela entidade à Santa Casa da Misericórdia de Penafiel. Conforme o JN noticiou foram detectadas irregularidades.

Ao nível da gestão da instituição, os inspectores concluíram que há indícios de prática reiterada de actos de gestão danosa, que terão causado elevados prejuízos à Santa Casa da Misericórdia de Penafiel e ao erário público.

Entre outras matérias, muitas das quais denunciadas por anónimos, persiste a dúvida do pagamento de cerca de 280 mil euros a uma empresa de construção civil a quem foram adjudicadas obras no "velho" hospital de Penafiel, propriedade da Misericórdia, e dúvidas no contrato com uma empresa, a quem foi arrendado espaço para funcionar uma clínica de hemodiálise, que foi inaugurada mas nunca funcionou.

A par destas situações, a venda de património efectuada ao longo de sucessivos mandatos, levanta muitas dúvidas, pelo que é requerido ao Procurador Adjunto do Ministério Público de Penafiel que sejam destituídos os corpos gerentes e seja nomeado um gestor judicial. No mesmo requerimento, a Segurança Social anexa fotocópias de denúncias de funcionários e familiares de utentes em que são relatados factos susceptíveis de configurar vários tipos de crime.

O actual provedor, Fernando Gonçalves, confirmou, ao JN, que já foram prestados esclarecimentos à Polícia Judiciária do Porto (entidade que investiga sob a tutela do MP) sobre a matéria em causa, em segredo de Justiça.

O provedor desvaloriza a situação e lembra que, na próxima sexta-feira, dia 26, haverá eleições para escolher uma nova Mesa. "Vamos ter eleições e esse assunto está, por enquanto, encerrado", explicou.

Ao que o JN apurou, há pelo menos sete meses, a Segurança Social comunicou ao Procurador Adjunto do Ministério Público de Penafiel o resultado de uma inspecção que concluiu pela existência de indícios de gestão danosa e solicita ainda a suspensão de alguns actos administrativos.

Perante esta investigação judicial, um grupo de irmãos da misericórdia pretende suspender as eleições de sexta-feira, enquanto não ficar esclarecida a situação.

"Parece-nos haver aqui matéria muito grave, e do ponto de vista ético é recomendável que se adie o processo eleitoral", disse um dos irmãos que pediu anonimato. Aliás, o anonimato tem sido uma constante entre vários irmãos contactos pelo JN, seja para criticar a má gestão da actual Mesa, seja para denunciar outras situações.

Para as eleições concorrem duas listas - uma liderada por Júlio Mesquita, actual director dos Bombeiros de Penafiel; a outra por Agostinho Gonçalves, irmão do actual provedor.

JN

Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde

Misericórdia dá trabalho na terra a desempregados
2010-11-21
Ana Trocado Marques
Rosa Serra entra na Quinta das Galantes, em Touguinhó, todos os dias às 8.15 horas. Nesta altura do ano, colhe nabiças, pencas, couve-galega, alface, salsa e abóbora e, às 8.30 horas, sai para a distribuição de centenas de quilos de hortícolas pelas várias valências da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde.

O ritual cumpre-se todos os dias, de segunda a sexta. Ali, na Empresa de Inserção da instituição, trabalham seis ex-desempregados de longa duração, que produzem hortícolas utilizadas na confecção das 2200 refeições servidas diariamente pela Santa Casa.

"Já estava desempregada [da indústria têxtil] há algum tempo. Inscrevi-me no Centro de Emprego, fui à Santa Casa pedir trabalho.Falaram-me deste projecto e perguntaram-me se eu não queria vir para aqui", explicou.

"Foi uma grande ajuda.Não conseguia arranjar emprego. Tenho três filhos com nove, 14 e 17 anos, e só um ordenado não dava", continuou a mulher, que gostava de ficar a trabalhar na empresa, findos os dois anos de contrato.

O projecto da Empresa de Inserção, disse, ao JN, Miguel Antunes, o engenheiro agrónomo responsável pela Quinta das Galantes, arrancou em Abril de 2009. Neste momento, tem a funcionar uma estufa e três hectares de cultivo ao ar livre.

A ideia é construir, até ao final do ano, mais uma estufa com 1800 metros quadrados e aumentar a área de cultivo ao ar livre, empregando mais duas ou três pessoas, a partir de Julho.

"O objectivo é que a Santa Casa possa ser abastecida a 100% com produtos daqui e que a empresa seja auto-suficiente", salientou o engenheiro, responsável por adequar a produção às necessidades da instituição.

O projecto, diz o provedor da Santa Casa, Arlindo Maia, envolve ainda o Instituto de Emprego e Formação Profissional e visa "combater a pobreza e a exclusão social, através da inserção de desempregados no mercado de trabalho".

A instituição, que era proprietária da Quinta das Galantes, com 12 hectares, investiu 100 mil euros na compra de máquinas agrícolas e na construção da estufa, deu formação aos desempregados e avançou com a Empresa, que se espera seja mais um passo rumo à "auto-sustentabilidade financeira" da Misericórdia.

JN

Santa Casa da Misericórdia de Arganil

Misericórdia quer criar a “Fundação Comarca de Arganil”
A constituição e formalização da instituição com a designação de “Fundação A Comarca de Arganil”, ou “outra designação se porventura não for possível proceder ao registo da referida entidade com este nome”, é um dos propósitos da Santa Casa da Misericórdia de Arganil que, enquanto “fiel depositário” das contribuições dos cidadãos que se quiseram associar a esta iniciativa, propôs, na última assembleia-geral da instituição, que “seja transferido o património adquirido, repondo-se, deste modo, a verdade formal do processo de aquisição dos bens”.

Assumindo o papel de “fiel depositário” das contribuições dos cidadãos, foi constituída uma comissão executiva, liderada pelo provedor José Dias Coimbra, tendo sido adquirido, em abril deste ano, pela quantia de 42.500 euros, o título “A Comarca de Arganil”. Para além disso, no passado dia 16 de outubro, foi concretizada a aquisição, pelo montante de 16.335 euros, da coleção datada de 1931 a 2009, assim como de um conjunto de oito máquinas de produção/impressão do jornal, a par do arquivo fotográfico, bens dos quais a Santa Casa da Misericórdia é titular, “apenas por ter assumido o papel de fiel depositária das contribuições recebidas por parte dos cidadãos para esse fim”.

Diário das Beiras

Santa Casa da Misericórdia de Arganil

Escrito por Isabel Duarte
Arganil

Misericórdia pretende
criar Museu da
Imprensa Regional


A criação do Museu da Imprensa Regional e das Comunidades de Língua Portuguesa, através do estabelecimento de uma parceria com a futura “A Comarca de Arganil”, é uma das iniciativas que a Santa Casa da Misericórdia de Arganil pretende levar a cabo no próximo ano.
Este equipamento, de acordo com Nuno Gomes, «destina-se a preservar a memória colectiva, assim como a documentação proveniente da extinta Comarca de Arganil, e funcionará em espaço cedido para o efeito nas instalações da Academia Condessa das Canas». Segundo o director-geral da Misericórdia de Arganil, «a utilização do espaço cedido possibilitará a aproximação intergeracional, com relevo para a ligação às gerações mais velhas, que, desta forma, poderão aceder a um acervo histórico, que de outro modo não seria possível». Aqui, destaca-se o acesso à colecção dos números do jornal, editados entre 1931 a 2009, mas também «o contacto com os processos e a maquinaria utilizada para a impressão do título», referiu o dirigente, acrescentando que aguarda «a concretização futura de parcerias activas com os diversos municípios da Beira Serra e com a comunidade escolar para aceder a este espólio».
A Mesa Administrativa da Misericórdia de Arganil propôs, ainda, na última assembleia-geral, que «após a constituição e formalização da instituição, “Fundação A Comarca de Arganil”, seja transferido o património adquirido, repondo-se, deste modo, a verdade formal do processo de aquisição de determinados bens, cuja concretização apenas foi possível com a recolha dos donativos provenientes de um conjunto de cidadãos, perante os quais existe um compromisso que tem que ser respeitado».

Novo hospital e obras
de requalificação
No próximo ano espera-se também que arranquem as obras do Hospital Condessa das Canas, que se destina à instalação de uma nova unidade de cuidados continuados, que terá capacidade para 36 camas e vai integrar a Rede Nacional de Cuidados Continuados, «reforçando o papel da Misericórdia na expansão desta reforma no campo da saúde». 2011 será, também, o ano em que a Academia Condessa das Canas «ganhará novo avanço», explicou Nuno Gomes, «através da aprovação da candidatura apresentada ao PRODER, assim como do desenvolvimento de algumas actividades inerentes à Academia». A candidatura tem o valor de 200 mil euros, sendo o apoio concedido no montante de 120 mil euros. Desta forma, para o director-geral «é expectável que no próximo ano os trabalhos de recuperação deste imóvel possam avançar, possibilitando a instalação futura da Academia, assim como dos serviços de que será composta».
Ainda no que se refere a 2011, há a salientar a requalificação da componente residencial, que englobará os espaços afectos às respostas sociais de lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. Nesse sentido, segundo Nuno Gomes «espera-se a requalificação de todo o complexo, ao abrigo da candidatura aprovada pela medida de Apoio e Segurança em Equipamentos Socais». Assim, esclarece, «serão intervencionados alguns dos espaços comuns», designadamente, salas de actividades e de refeições, mas as obras incidirão especialmente sobre a componente residencial.

Diário de Coimbra

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Santa Casa da Misericórdia do Porto

Porto: Misericórdia duplica número de refeições servidas
A Santa Casa da Misericórdia Do Porto revelou que no final do mês de Outubro, foram servidas 3000 refeições, no âmbito do seu projecto “Sopa da Noite”, mais do dobro relativamente ao início do ano 2010, quando eram menos de 1500.

“A diferença é ainda mais significativa se comparada com o que estava previsto no arranque do projecto, em Março de 2009, quando o objectivo era apoiar 150 pessoas carenciadas”, sublinha comunicado da instituição, enviado à Agência ECCLESIA.

A “Sopa da Noite” é um serviço da Casa da Rua, de apoio aos sem-abrigo e consiste na oferta de uma refeição ligeira quente, das 21h00 às 22h00, sete dias por semana.


Nacional Agência Ecclesia 2010-11-19 17:37:13 817 Caracteres Diocese do Porto

Santa Casa da Misericórdia de Santarém

Câmara de Almeirim demoliu edifício da Misericórdia de Santarém sem justificação
18.11.2010 - 07:39 Por José António Cerejo

A Câmara Municipal de Almeirim procedeu na quinta-feira passada à demolição de um edifício da Santa Casa da Misericórdia de Santarém localizado na principal rua da cidade. O imóvel foi arrasado em poucas horas sem que tenha sido dada qualquer explicação à entidade proprietária, sendo certo que a câmara aprovou em Agosto um pedido de licença de obras por ela apresentado para o local.
O entulho resultante da demolição já foi removido pelas máquinas da câmara (Enric Vives-Rubio)

"Isto é uma infâmia. Ficámos atónitos e até hoje, passados cinco dias, o presidente da câmara, que até tem o meu número de telemóvel, não me disse nada", declarou anteontem ao PÚBLICO o provedor da Misericórdia de Santarém. "Mas note que as relações institucionais entre a Câmara de Almeirim e a Santa Casa são normais e pessoalmente, eu e o senhor presidente da câmara, damo-nos extremamente bem", apressou-se a esclarecer, e a sublinhar, o provedor Mário Augusto Rebelo.

De acordo com o responsável da Misericórdia de Santarém, a instituição tornou-se proprietária há várias décadas, através de um legado, de uma casa agrícola tradicional, com uma habitação térrea e espaços de uso agrícola nas traseiras, situada na Rua Dr. Francisco Nunes Godinho, a artéria principal de Almeirim. Mário Rebelo adiantou que a casa, com 242 m2 de área coberta, esteve arrendada durante muito tempo e que há alguns anos ficou devoluta por necessitar de obras de conservação.

Já este Verão, a Misericórdia resolveu recuperar a casa com o objectivo de a poder arrendar novamente, ou realojar pessoas em situação de emergência. Para isso, conta o provedor, entregou na Câmara de Almeirim o respectivo processo de licenciamento das obras. "Fizemos o pedido no dia 12 de Agosto para picar, rebocar e pintar as paredes, e ainda para recuperar as portas e janelas. Quatro dias depois fomos notificados da aprovação desse pedido." A empreitada, acrescenta, já estava adjudicada e a instituição aguardava apenas pela disponibilidade do empreiteiro para iniciar o trabalho.

"Imagine que na quinta-feira à noite um dos nossos mesários [membro do órgão que gere a Misericórdia] passou no local por acaso e viu o prédio no chão." Mário Rebelo fala em "choque" e "espanto" para descrever o que sentiu, quando soube do caso, e diz que logo na sexta-feira o mesário da área do património foi à câmara saber o que se passava, mas só conseguiu falar com o vice-presidente, Pedro Ribeiro, e com outro vereador. "Pediram-lhe desculpa, disseram que não sabiam explicar o que se passou e que o senhor presidente terá dado ordens verbais."

Até hoje, garante, nada mais aconteceu. "O presidente tem o meu telemóvel, mas ainda não disse nada. Acho isto inadmissível", insiste o provedor. Na segunda-feira, a mesa da Misericórdia vai reunir-se para decidir as medidas a tomar perante o sucedido em Almeirim.

A propriedade da Santa Casa tem 140 m2 de área descoberta, além dos 242 m2 edificados, e situa-se junto à Caixa Geral de Depósitos e outros bancos, e ao tribunal, sendo por isso um local muito cobiçado. A notícia da demolição do edifício foi divulgada pela deputada Manuela Cunha, do Partido Ecologista Os Verdes, que faz também parte da Assembleia Municipal de Almeirim, eleita na lista da CDU. Em comunicado divulgado anteontem, a deputada diz que dirigiu um requerimento ao presidente da câmara perguntando quais as razões da demolição e como é que a câmara "pretende resolver a situação com o proprietário".

O PÚBLICO tentou também ouvir o presidente da autarquia, o socialista José Sousa Gomes, mas este nunca esteve disponível, informando a secretária que ele se encontrava "em reuniões em Lisboa". O vice-presidente, Pedro Ribeiro, foi parco em palavras: "O assunto foi tratado verbalmente pelo senhor presidente, assumindo ele toda a responsabilidade no caso."

Público