sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa

Aldeia Social, projeto inovador da Misericórdia, vai nascer na Lagoa
Regional | 2011-10-12 15:46
O concelho da Lagoa, em S. Miguel, nos Açores, vai dispor de uma Aldeia Social, um projeto "inovador" da Santa Casa da Misericórdia de Santo António, que vai concentrar vários equipamentos sociais para deficientes, crianças e idosos
“É um sonho que tínhamos", afirmou João Moniz de Sousa, provedor da Misericórdia, em declarações à Lusa, frisando que se trata de "um projeto inovador que concentra equipamentos sociais que o concelho carece”.
O provedor admitiu, no entanto, que as infraestruturas que vão ser instaladas neste projeto poderão também "servir os concelhos limítrofes", dada a centralidade da Lagoa, município situado na costa sul de S. Miguel.
A Aldeia Social vai nascer num terreno que será adquirido à Diocese, "numa área de cerca de 22.000 metros quadrados, maioritariamente de pastagem, onde existe uma casa que está a funcionar desde setembro como Banco Alimentar no concelho".
O projeto prevê a criação de uma horta comunitária, um Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) para portadores de deficiências, uma unidade de cuidados geriatátricos e uma creche.
João Moniz de Sousa salientou que a construção destes equipamentos "vai ser faseada", acrescentando que "para já, arranca a horta comunitária".
O inicio do projeto de arquitetura do CAO deve ocorrer no próximo ano, já que se trata de "uma necessidade premente".
"Há cerca de uma centena de famílias no concelho que aguardam por vaga nos equipamentos desta natureza existentes na ilha", frisou.
Relativamente aos restantes equipamentos, o provedor afirmou que "serão concretizados em função da capacidade financeira".
Na sexta-feira, realiza-se a cerimónia de assinada da escritura de compra do terreno onde será implementada a Aldeia Social da Lagoa.
Lusa/AO online

Santa Casa da Misericórdia do Crato

Provedor da Santa Casa do Crato admite dificuldades que podem levar algumas misericórdias a fechar Imprimir
14-Out-2011
O provedor da Santa Casa da Misericórdia do Crato admitiu, hoje, a possibilidade de algumas misericórdias, do distrito de Portalegre, serem obrigadas a fechar.
Mário Cruz afirma que a funcionalidade das misericórdias está em risco e reconhece que os doentes, assistidos nessas instituições, podem ter que ser entregues aos hospitais.
No caso concreto da misericórdia do Crato, que não presta serviços nos cuidados continuados, o provedor diz temer o futuro e exemplifica que, com o aumento do IVA de 6% para 23 %, a misericórdia terá um aumento de 12 mil euros nas facturas da electricidade e gás, só nos primeiros 8 meses de 2012.
Mário Cruz comentava assim, à RP, as declarações do presidente da União das misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, que esta quinta feira afirmou que algumas misericórdias correm o risco de fechar, se o governo não conseguir pagar o que deve, e os doentes assistidos nessas instituições podem ter que ser entregues aos hospitais públicos.
Segundo o responsável pela União das misericórdias existem registos de problemas com pagamentos de salários e falta de alimentos, porque as unidades não conseguem pagar aos fornecedores.
O ministro da saúde, Paulo Macedo, já admitiu a falta de dinheiro para pagar às misericórdias, no âmbito da prestação de serviços nos cuidados continuados e reconheceu não ter um plano de pagamentos.
Carla Aguiã

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Santa Casa da Misericórdia do Porto

«Há misericórdias que não recebem há seis meses»

Provedor da Santa Casa do Porto alerta para dificuldades

Por: tvi24 / CP | 4- 10- 2011 17: 33
  António Tavares
Há misericórdias do Norte do país em dificuldades porque não recebem dinheiro do Estado. A garantia é do provedor da Santa Casa do Porto.

António Tavares disse na TVI24 que o Governo justificou os atrasos nos pagamentos com os desvios orçamentais encontrados.

«Em muitas misericórdias do Norte a situação é muito difícil. Tenho feito contactos com membros do Governo e com provedores para encontrar soluções. Há misericórdias sem receber as transferências que têm direito da parte do Estado há seis meses», afirmou.

«O Governo tem justificado o atraso com alguns desvios na execução orçamental e muitos destes padrões de contrato estarão em risco de não poder ser cumpridos», concluiu.

domingo, 2 de outubro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Vila Real

A Misericórdia de Vila Real e as Misericórdias no Mundo de Expressão Portuguesa
A Misericórdia de Vila Real acaba de fazer História
Fui bafejado pela sorte, em meados de Agosto, ao receber do Provedor da Misericórdia de Vila Real, Padre José Joaquim Dias Gomes, um riquíssimo exemplar do livro: «A Misericórdia de Vila Real e as Misericórdias no Mundo de Expressão Portuguesa». Este volume de 720 páginas de excelente qualidade gráfica, profusamente ilustrado, foi coordenado pela Doutora Natália Marinho Ferreira Alves e resultou do Seminário Internacional, realizado na capital Transmontana, entre 8 e 11 de Setembro do ano passado, tendo como tema genérico o título da obra. As actas que constam desta notável obra constituíram um conjunto de eventos de que este magnífico tomo é exemplo clarificador.
Na primeira aba lê-se que as misericórdias, enquanto instituições de assistência que surgiram em Portugal na viragem do séc. XV para o séc. XVI e que rapidamente se expandiram pelo mundo de expressão portuguesa, têm a sua origem nas confrarias de caridade medievais que floresceram em toda a cristandade, dedicando-se à prática das obras ou actos de misericórdia, de forma a atenuar o sofrimento e a miséria alheia.
Seguindo os mesmos princípios doutrinários e objectivos comuns que visam o exercício da caridade para salvação das almas, nem sempre os factores explicativos da origem de cada uma - continua a ler-se nessa aba - sob o ponto de vista social, económico, cultural e religioso, nem sempre são iguais, o que explica a configuração, identidade e diferente cronologia de cada uma.
Explica-se ainda nessa nota de abertura que a Misericórdia de Vila Real tem origem manuelina e desde aí tem desempenhado uma função social, credora do maior interesse público, sendo detentora de um património histórico que faz dela um exemplo paradigmático no contexto transmontano, para além de ser uma das mais antigas e importantes da região. Em finais de Setecentos passou a ter um Hospital próprio que nunca deixou de se ampliar e expandir, dando origem ao actual Hospital Distrital de Vila Real.
Em 2009 apresentou à CCDRN um projecto de investigação que veio a ser desenvolvido pelo CEPESE (Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade). E foi no âmbito desse projecto que há um ano se realizou o Seminário Internacional de que este grosso volume dá testemunho vivo e activo. Fica-se ainda a saber que no âmbito do mesmo projecto está prevista a edição de um livro em grande formato com a História da Misericórdia de Vila Real, desde a sua fundação até aos nossos dias e ainda um catálogo- inventário de todo o património móvel e imóvel da Instituição, bem como a criação de um portal na Internet, com diversas funcionalidades e conteúdos. Nos 500 anos de existência, tem a Misericórdia de Vila Real privilegiado os seus fins assistenciais e sociais, sendo justo realçar os incessantes contributos de diversa natureza que os seus sucessivos dirigentes e beneméritos deram a tão nobre causa humanitária. Disso dá conta a nota de abertura do Prof. Fernando de Sousa, coordenador do projecto «A Santa Casa da Misericórdia de Vila Real. História e Património».
Na introdução, Natália Marinho Ferreira Alves, responsável científica do Seminário de que esta obra dá testemunho, esclarece o papel do CEPESE, enaltece as instituições e os contributos de inúmeras universidades portuguesas e brasileiras, bem como o empenho, visão e espírito de aventura da Mesa da Santa Casa da Misericórdia, obviamente, responsável por tão complexa e proveitosa dinâmica historiográfica e patrimonial. Não deixa de enunciar o apoio do Arquivo Distrital de Vila Real e de vários docentes e investigadores locais que disponibilizaram o seu saber em tão específica temática. Insere os textos integrais das 46 comunicações apresentadas nesse congresso, bem como bibliografia e resumo bilingue no final de cada uma. Integra, igualmente, uma síntese bibliográfica dos 41 participantes com comunicações. E, sempre que oportuno, uma ou outra comunicação é ilustrada com gravuras raras ou de importância capital para a melhor compreensão do tema.
Quem faz uma obra desta envergadura e anuncia outras de maior amplitude científica, histórica e artística, profetiza um papel cada vez mais relevante numa cidade, capital de distrito, onde, apesar de tudo, ainda há muito caminho a percorrer para que se garanta bem-estar social a muitas gerações que nos vão suceder e que se defrontam, hoje como ontem, com grandes barreiras à realização pessoal e familiar.
Meio milénio de actividade perpassa nesta Instituição, cuja História é relembrada nestas mais de 700 páginas. Como «quem vê um povo vê o mundo todo», esta obra procura ser uma antecâmara de todas as Misericórdias no Mundo de Expressão Portuguesa. A Lusofonia em crescendo, através de estruturas multiseculares que atestam a grandeza civilizacional de um Povo que deu novos mundos ao mundo e em que nem sempre foram os seus concidadãos, gratos para com o espírito épico de gerações notáveis. Recorde-se a barbaridade por que passaram «os retornados», povos que tiveram a Língua de Camões como elo de fraternidade, como na Índia Portuguesa e tantos outros que, tendo laços comuns e a mesma Bandeira, nem sempre tiveram a dignidade cívica que mereciam. Fazem muita falta obras como esta, que perdurem, através dos séculos, servindo o ideal que ditou a sua quase providencial existência.

Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António

Vila Real de Santo António garante 155 novas vagas em creche

Vila Real de Santo António garante 155 novas vagas em crecheNovo investimento autárquico na área da educação ascende aos 800 mil euros e cria duas dezenas de postos de trabalho

O Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Dr. Marco António Costa, inaugurou hoje uma nova creche em Vila Real de Santo António, na Escola Santo António (localidade das Hortas), passando agora o concelho a contar com mais 155 vagas nas salas dos 0 aos 2 anos.

O novo equipamento, construído pela autarquia, custou cerca de 800 mil euros, tem capacidade para 30 crianças em idade de berçário, 50 crianças com um ano e 75 crianças com dois anos.

Será gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António, tendo o edifício sido cedido à IPSS através de um contrato de comodato assinado com a autarquia.

Neste momento, 50 utentes já estão abrangidos pelo acordo de cooperação estabelecido entre o Instituto de Segurança Social e a Misericórdia de VRSA.

Apesar de a ala da creche estar integrada na Escola Básica 1/JI Santo António, em funcionamento desde o ano passado e cujo investimento global ascendeu aos 2,7 milhões de euros, as salas dedicadas aos menores de três anos fizeram parte da segunda fase de trabalhos e só no início de Setembro de 2011 começaram a receber as primeiras crianças.

Ao nível de equipamentos, a creche é constituída por 5 berçários, 5 salas de actividades destinadas a crianças com um ano e 5 salas destinadas a crianças com dois anos.

Comporta ainda uma ampla sala de refeições, uma copa de apoio, recepção, um gabinete médico, secretaria, um gabinete de director técnico, bem como uma sala de pessoal.
Quanto aos recursos humanos, a creche dá emprego a mais de duas dezenas de pessoas: 13 auxiliares de acção educativa, 4 educadores de infância, um director técnico, um assistente operacional, dois cozinheiros e um recepcionista.

Para o presidente da autarquia de Vila Real de Santo António Luís Gomes, o novo equipamento permite «eliminar as filas de espera nas creches», e, à semelhança do que já acontece nas salas de 4 e 5 anos da rede do pré-escolar público, garante a cobertura total de vagas em termos concelhios.

«Apesar dos tempos de contenção, conseguimos inaugurar uma creche que foi totalmente financiada pelo município, uma vez que a educação continua a ser prioridade», diz o autarca.

Para o secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Dr. Marco António Costa, a creche permitirá «dar resposta às necessidades dos pais», ampliando a disponibilidade das famílias para «encontrar uma oportunidade profissional».

Na mesma linha, elogiou o facto de a obra ter sido unicamente construída com recurso a fundos públicos. «Estamos agora num ponto de viragem, onde o país abandonou a lógica das parcerias público-privadas para criar parcerias sociais directas entre as entidades públicas e os cidadãos», concluiu o Secretário de Estado.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Penafiel

22.09.2011 19:36

Penafiel: Misericórdia não conseguiu vender nenhum dos 4 terrenos leiloados

O provedor Júlio Mesquita disse à Agência Lusa que apareceram poucas pessoas na sala onde se realizou o leilão e nenhuma aceitou pagar o valor que a instituição pedia pelos terrenos.
"Estamos obviamente desapontados", afirmou, atribuindo a falta de interessados à crise que afeta a economia.

SICNotícias