sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco

Santa Casa da Misericórdia

Provedor homenageado

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco assinala, no próximo dia 28 de Novembro, 90 anos, sendo que nos últimos 25 anos esteve à frente dos destinos da instituição. A homenagem integra a apresentação de um livro sobre a sua obra.

Por: João Carrega

18 de Novembro de 2010 às 18:00h

José Guardado Moreia assinala 90 anos no próximo dia 28 de Novembro, sendo que nos últimos 25 esteve à frente da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco. Com muitos projectos já realizados e com aquela a que chamou a obra do século em curso, Guardado Moreira será homenageado nesse dia, através de várias iniciativas.

De acordo com a Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia, o programa começa uma eucaristia (na Igreja da Graça, pelas 11 horas), seguindo-se o descerramento de um placa toponímica numas das artérias da cidade (12 horas).

A sessão solene está agendada para as 14 horas. Na cerimónia será apresentado, após uma intervenção de António Frade, o livro «O Provedor Coronel Guardado Moreira – Uma Vida Inteira de Serviço. Do Homem e da Obra», da autoria de António Pires Nunes.

Outro dos momentos altos da homenagem será a imposição da condecoração militar da medalha D. Afonso Henriques, Mérito de 1º Classe, pelo Estado Maior do Exército. Seguem-se as intervenções do presidente da Câmara de Castelo Branco, Joaquim Morão, e do provedor da Santa Casa. A homenagem termina com as actuações do Grupo de Utentes e do Grupo Coral da Santa Casa, e com uma sessão de autógrafos.


Forte intervenção


De referir que os 25 anos de Guardado Moreira à frente da instituição ficaram marcados por uma forte intervenção na criação de estruturas e aquisição de meios técnicos e humanos.

A Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco é hoje uma das principais instituições da cidade. Acolhe nos seus dois jardins-de-infância e creches cerca de 200 crianças, tem 420 idosos nos seus lares, 43 nos centros de dia e 250 nos centros de convívio. O apoio domiciliário é prestado a 100 idosos e possui ainda um serviço de acolhimento emergência social com quatro quartos. A Santa Casa possui um ainda um “Centro de Medicina de Reabilitação, três museus - Arte Sacra, Agrícola e Arte Ultramarina e presta assistência religiosa”.

Um dos últimos desafios a que se propôs concretizar foi a chamada obra do século, cujas obras se iniciaram em Setembro. Nesta primeira fase está a ser construído o edifício para acolher os cuidados continuados de média e longa duração. A obra foi adjudicada à empresa João de Sousa Baltazar, pelo valor três milhões 722 mil 687 euros e 78 cêntimos, a qual terá agora 18 meses para a executar.

O edifício terá capacidade para acolher 36 utentes de média duração e 17 de Longa Duração. A obra deverá ficar pronta em 18 meses. O coronel José Guardado Moreira, disse ao Reconquista, aquando da adjudicação da obra, que “o número de funcionários também irá aumentar, prevendo-se a contratação de mais 50 colaboradores. Um número que, como sublinhou, “se vem juntar aos actuais cerca de 320 funcionários. Quando a segunda fase estiver concluída teremos que admitir mais 50 empregados”.

Para a realização desta obra, a Santa Casa da Misericórdia tem um financiamento de 750 mil euros por parte do Estado. “Isto significa que haverá por parte da Santa Casa da Misericórdia um forte investimento, quer por fundos próprios, quer com o apoio dos benfeitores, quer por um empréstimo à banca”, explicou na altura José Guardado Moreira.

Aquele é o primeiro edifício de um complexo ambicioso que inclui, numa segunda fase, a construção de um outro para acolher doentes de Alzheimer (20 utentes), Parkinson (20) e pessoas singulares não autónomas na sua vida diária. Aqui o investimento será de mais três milhões de euros.

Para uma outra fase Guardado Moreira, diz pretender “construir uma nova creche e jardim-de-infância, um novo lar para idosos (60 camas), uma piscina aquecida e um ginásio, e seis apartamentos independentes para quem esteja válido, mas queira viver no campo e apoiado pela Misericórdia”.

Todas aquelas estruturas vão ficar instaladas no Complexo Social Centro Comunitário João Carlos Abrunhosa.

Reconquista

Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira

Santa Casa da Misericórdia

Pacheco sai satisfeito
Provedor acredita ter contribuído para a recuperação financeira da instituição e entrega a pasta a José António Pais Vieira

Após seis anos no exercício da função, Alberto Pacheco deixa a provedoria da Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira com a sensação de dever cumprido. O empresário acredita ter contribuído para a recuperação financeira da instituição, ao mesmo tempo que aumentou as respostas sociais e o património da mesma.

Na última intervenção à assembleia na segunda-feira, Alberto Pacheco destacou uma série de ações que terão conduzido, em 2009, ao melhor indicador de meios libertos operacionais desde 1998. Esta rubrica identifica o equilíbrio económico-financeiro da atividade social da Santa Casa e, ainda que apresente valores negativos, como reconheceu o provedor, representa hoje “apenas 22,1 por cento do saldo registado em 2003”.

Entre os indicadores financeiros, Pacheco destacou também o desagravamento dos meios libertos globais, que se têm mantido positivos desde 2007.

“Não foi fácil”, confessou. Alberto Pacheco foi nomeado provedor interino em 2004, depois de um processo que levou à renúncia de Luís Quintino do cargo. Nesse seguimento, pediu à Segurança Social que efetuasse uma inspeção à instituição, a qual detetou algumas “irregularidades”. Repor o equilíbrio económico-financeiro tornou-se um dos principais eixos de atuação e, nesse âmbito, procedeu-se a diversas ações para controlar as contas e reduzir custos. Centralizaram-se as autorizações de compras, rescindiram-se avenças, renegociaram-se preçários com fornecedores, transferiram-se recursos humanos, reorganizaram-se valências.

Ficaram por rever o acordo de gestão do Centro Infantil e o contrato de arrendamento do hospital, cuja renda é “inexpressiva face ao valor do bem arrendado”, queixou-se o provedor.

Os acordos com o Estado afetam igualmente a amortização do investimento efetuado, por exemplo, na creche de Fundo de Vila. Juntamente com a Unidade de Cuidados Continuados (UCC), este equipamento custou à Misericórdia cerca de três milhões de euros e agravou-lhe consideravelmente o passivo. No entanto, as novas valências têm para Alberto Pacheco um “mérito indubitável”: a creche “alargou a oferta de serviços da instituição, permitiu reduzir o quadro de recursos humanos sem despedimentos, e, com a doação do terreno pelo município, enriqueceu sobremaneira o património da irmandade; a UCC posicionou a Misericórdia na nova rede nacional de cuidados, representando um simbólico regresso à área da Saúde, sede histórica da nossa missão”, argumentou. O único problema é que o investimento ainda não atingiu a “maturidade financeira” devido ao atraso na assinatura dos acordos com a tutela. O provedor refere-se concretamente ao caso da creche que, com capacidade para 60 lugares, tem acordo para pouco mais de 40.

Quanto à qualificação e prestação de serviços, outro dos eixos de ação da provedoria de Alberto Pacheco, este destaca a certificação do lar de idosos, das condições de segurança, higio-sanitárias e instalações de gás e aquecimento central em todos os edifícios sociais.

À provedoria de Pacheco ficará igualmente associada a abertura das creches e ATL no mês de agosto e a implementação das atividades de enriquecimento curricular nas escolas do 1.º ciclo.


Provedor “por acaso”


A finalizar o mandato, Alberto Pacheco confessou na passada segunda-feira que a sua nomeação, em 2004, foi uma “surpresa. “O exercício deste cargo nunca esteve no horizonte das minhas expetativas ou ambições”, afirmou. “Tornei-me provedor por um acaso, aceitando a indigitação pelo imperativo de honrar um lugar abandonado em circunstâncias estranhas”, continuou.

Há três anos, quando foi reeleito, ainda tentou encontrar uma alternativa à sua candidatura mas não conseguiu. Assim, e “em face da situação institucional e económico-financeira da Santa Casa, entendi que seria leviano não assumir frontalmente todas as responsabilidades de gestão”.

Deixa a instituição numa situação que lhe permite olhar o futuro com otimismo mas, ainda assim, com apreensão, considerando os maiores constrangimentos do Estado e o crescimento das carências nas famílias. Um cenário que, na sua opinião, obriga a provedoria de José António Pais Vieira, eleito na segunda-feira, a um rigoroso controlo da gestão operacional e impõe à comunidade local e institucional um maior envolvimento nas atividades da Misericórdia.

Por: Anabela S. Carvalho

Labor

Santa Casa da Misericórdia da Mealhada

Santa Casa da Misericórdia da Mealhada - João Peres reeleito provedor


Os elementos dos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada (SCMM) foram reeleitos, com cinquenta e nove votos, por mais três anos, numa assembleia, que se realizou na manhã do passado domingo, 14 de Novembro. O Plano de Actividades e Orçamento para 2011 que “estima atingir um volume total de proveitos de 6,579,477 euros a que corresponderão custos no montante de 6,594,142 euros”, e que prevê que o “resultado líquido previsional ascenda o montante de -14,665 euros”, foi também aprovado por unanimidade. Aos jornalistas, e já depois de ter sido reeleito provedor, João Peres lamentou “a Segurança Social não deixar utentes do Prolongamento do Lar passarem para o Centro de Noite, que está fechado há dois anos e pronto a ser usado, mesmo depois do Sistema Nacional de Saúde já ter dito sim” e ainda “a situação do Mercado, que tem que ser resolvido com a Câmara da Mealhada com alguma urgência, uma vez que o espaço não tem segurança”.

Centro de Noite, a estrear há dois anos, preocupa “irmãos”

“Temos o Centro de Noite, com dezassete camas, pronto e a estrear há dois anos, mas sem utentes. Pensámos então em transferir para as instalações do chamado Centro de Noite, dezassete utentes do Prolongamento do Lar – que se situa junto ao Hospital da Misericórdia da Mealhada (HMM) – e assim podíamos transferir para este espaço o mesmo número de utentes dos cuidados continuados ou paliativos, o que permitiria uma maior disponibilidade de camas no hospital. Já temos o consentimento do Sistema Nacional de Saúde, falta a autorização da Segurança Social”, declarou João Peres, que acrescentou: “Este é claramente um caso de política”.
Mas a ideia foi bem acolhida por Arminda Martins, vereadora da Câmara da Mealhada, que na qualidade de “irmã”, se “disponibilizou para ajudar a instituição junto das entidades competentes”. “Estou disponível para promover encontros, nomeadamente, com o Secretário de Estado”, acrescentou.

Orçamento para 2011 “é conservador e cuidadoso”

Nas perspectivas orçamentais, a Santa Casa “considera que vai ter uma plena ocupação da capacidade instalada quer na área dos Idosos quer na área da Educação. Quanto à Saúde, as perspectivas apontam para um crescimento da receita a rondar os 3,4 por cento face ao que se prevê executar até Dezembro de 2010. Os aumentos previstos para alguns serviços oscilam dos dois aos cinco por cento”. Nesta área, e segundo o documento do Plano de Actividades e Orçamento para o ano 2011, “prevê-se um cenário altamente restritivo em matéria de Orçamento do Estado e da capacidade do governo para a sua execução”. Já em relação aos custos com o pessoal “não estão previstos quaisquer aumentos excepto os que decorrem das progressões na carreira”.
As projecções da SCMM indicam “uma estabilização da condição financeira”, contudo, “os princípios da preocupação e da sã gestão dos recursos, bem como os quadros conjuntural, político e macroeconómico, não permitem, para 2011, cabimentar investimentos para além de algumas pequenas obras de adaptação e substituição de activos. Os fundos que se prevêem gerar serão utilizados na optimização da estrutura de capitais, nomeadamente, pagamento de divida a instituições bancárias que será o principal desafio financeiro para o próximo ano”.
Este documento, que mereceu parecer positivo do Revisor Oficial de Contas e do Conselho Fiscal da instituição, “é conservador e cuidadoso, atendendo à época que se vive”, disse, aos jornalistas, João Peres.

Qualidade dos serviços prestados aos Idosos nem sempre vai ao encontro dos proveitos

Sobre a valência dos Idosos, “estima-se um resultado líquido positivo no montante de 37,461 euros, que resultará da manutenção de um trabalho interno de procura da eficiência”. Contudo, a instituição continua a “debater-se com dificuldades nesta área pois as exigências de qualidade, quer da Segurança Social, quer dos utentes e seus responsáveis, são cada vez maiores”. “Pretende-se a continuação da prestação de um serviço de qualidade que, na maior parte dos casos, não se consegue ligar directamente aos proveitos oriundos das mensalidades que os utentes podem pagar. Com efeito, a precariedade das pensões e o aumento do custo de vida das famílias é um problema que reflecte as alterações da sociedade actual”, lê-se no documento, que ainda acrescenta: “Em 2011, estaremos atentos à dificuldade das famílias no cumprimento das obrigações para com esta instituição no que toca ao pagamento da comparticipação familiar. Contudo, seremos absolutamente irredutíveis no princípio da manutenção da estabilidade financeira pois é dela que resulta a manutenção do serviço prestado”.

Projecto do edifício para o primeiro CEB já está na Câmara para ser aprovado

Quanto à valência da Educação, “os principais desafios continuam a ser a procura da dimensão óptima evitando a criação de uma estrutura demasiado pesada e a decisão sobre a viabilidade e o momento do projecto para o primeiro ciclo de ensino”. “Temos o projecto do edifício feito e já está na Câmara da Mealhada para ser aprovado. Contudo, temos que ser cautelosos”, declarou o provedor da Santa Casa.
No documento lê-se que, em relação às Actividades de Tempos Livres (ATL) será promovida “a eficiência interna de modo a obter-se resultados operacionais satisfatórios e que permitam a manutenção das condições proporcionadas e a criação de novos equipamentos sociais se tal se vier a julgar pertinente. Para esta resposta social estima-se um resultado positivo no montante de 41,635 euros”. “Não permitiremos que abusos nos atrasos das mensalidades de alguns coloquem em causa o serviço prestado a todos os utentes”.
Também João Pega, elemento da mesa administrativa da SCMM e responsável pela valência da Educação, afirmou: “Temos quase todas as áreas da Infância lotadas. Duplicámos a Pré-escola e temos o ATL quase lotado”.

Fisioterapia vai aumentar 40 por cento e dar resposta à lista de espera existente

Sobre a valência da Saúde, o HMM espera “continuar a negociação dos acordos com a Administração Regional de Saúde do Centro para a Gastrenterologia, Cardiologia e Pneumologia, bem como espera negociar outros serviços e incluir o hospital na Rede Nacional de Cuidados de Saúde”.
As Urgências continuam com muita afluência de pessoas do concelho e arredores. “No entanto, não podemos deixar de referir que este serviço será sempre deficitário e a sua manutenção só se justifica pela extrema relevância para a população e da nossa vocação social”, lê-se no documento.
Em relação à Unidade de Cuidados Continuados, a taxa de ocupação ronda os noventa e cinco por cento. “Para 2011, o objectivo é manter a taxa acima dos oitenta e cinco por cento e pretende-se ainda uma melhoria dos cuidados e serviços prestados ao doente através da formação contínua do pessoal”.
Nas consultas de especialidades prevê-se o crescimento progressivo da actividade. “Estaremos atentos às necessidades da população e procuraremos disponibilizar as especialidades mais relevantes”, aponta o documento.
Já no Serviço de Fisioterapia “será concluído o alargamento da capacidade do serviço que permitirá um aumento de quarenta por cento da capacidade instalada. Em função da lista de espera existente considera-se que este aumento seja imediatamente tomado e que constitua um factor de qualidade do serviço reduzindo o tempo para o inicio de tratamento”.
De uma maneira geral, para o próximo ano os resultados líquidos do HMM deverão ser negativos “no valor de -140,760 euros. As amortizações ascenderão a 586,976 euros e os encargos financeiros a 120, 663 euros pelo que o EBITDA – que é um indicador financeiro frequentemente utilizado para comparar os lucros das empresas – ascenderá a 503,704 euros positivos. Dado o montante de endividamento ser elevado, contamos que a manutenção da Euribor a valores baixos, tal como é esperado pelos mercados para 2011, contribua para beneficiar a tesouraria da instituição e a consolidação das operações à sustentabilidade desta resposta social”.

Mercado pode vir a ser para novo Lar de Idosos?

O Mercado é também um dos temas que mais preocupa a SCMM. “Prevê-se que o resultado desta resposta social seja positivo no montante de 46,999 euros. Contudo, entendemos que a sua remodelação e adequação às exigências legais actuais – higiene e segurança – e demais comodidades – acessos, estacionamento -, não faz parte da nossa missão nem teríamos capacidade financeira para tal. “É urgente resolver esta situação com a Câmara da Mealhada, que caso entenda pode mudar o mercado para outro local”, declarou João Peres.
Mas caso esse encontro não surja e o problema não se solucione, a SCMM começa a pensar “em destinar o espaço às necessidades futuras da instituição, nomeadamente, projectando-o para um eventual novo pólo de cuidados aos Idosos se o crescimento da actividades do Hospital obrigar ao alargamento das suas instalações físicas para o actual Prolongamento do Lar”.

Mónica Sofia Lopes

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DA MEALHADA
Órgãos sociais – Triénio 2011-2013
Assembleia de Irmãos: Presidente – Manuel Jacinto, Vice-presidente – Bruno Peres, Secretários – Maria Graça e Maria Ferreira. Suplentes - Dulce Couceiro e João de Melo.
Mesa Administrativa: Provedor – João Peres, Vogais – Ana Ferreira, António Andrade, Carlos Jaime, João Pega, Manuel Filipe e Orlando Semedo. Suplentes – Carlos Neves, José de Melo e José Nunes.
Conselho Fiscal: Presidente – Américo dos Santos, Relatores – Armando Braga da Cruz e Arminda Martins. Suplentes – Amândio de Melo e Joaquim Ramos

Data Publicação: 2010-11-16
Autor: JM

Santa Casa da Misericórdia de Penafiel

Lista candidata à Misericórdia de Penafiel apresentou propostas
Júlio Mesquita promete criar Centro de Acolhimento Temporário para Crianças em Perigo

A lista candidata à liderança da Santa Casa da Misericórdia liderada por Júlio Mesquita promete criar um Centro de Acolhimento Temporário para Crianças em Perigo e Lares/Residências Assistidas. Acompanhado por Rodrigo Lopes e João Barros, o actual presidente dos Bombeiros de Penafiel prometeu também implantar uma gestão "mais participada" e aberta ao contributo de todos.
As promessas, entre as quais se inclui a análise de dossiers como as obras no Hospital, a clínica de hemodiálise e os processos contra funcionários, foram feitas em conferência de imprensa quando faltam 11 dias para a realização de eleições.

"Não se iludam com ajudas fáceis"

Numa primeira intervenção, o candidato da Lista A começou por prometer valorizar o "trabalho profissional e abnegado dos funcionários" e a seguir valores como "rigor, seriedade e transparência nos actos e na transmissão de informação aos irmãos".

Depois, Júlio Mesquita anunciou a pretensão de criar Lares/Residências Assistidas, revitalizar o Hospital da instituição através da criação de Cuidados Paliativos e a dinamizar a assistência domiciliária integrada, assim como o apoio psicológico a utentes institucionalizados, ou seja internados.

A criação de um Centro de Acolhimento Temporário para Crianças em Perigo é outra das prioridades para um mandato de três anos. "Não há nenhum equipamento do género na região e quando as crianças têm de ser retiradas à família são colocadas em instituições de fora", justificou Rodrigo Lopes, candidato à presidência do Definitório, uma espécie de Conselho Fiscal.

Foi também o antigo vereador da Câmara de Penafiel quem prometeu "uma nova forma de gerir", mais "participada" e aberta ao contributo de todos os irmãos. "Há processos complexos e há várias coisas que têm de ser avaliadas e esclarecidas", admitiu, por sua vez, o médico João Barros.
O candidato à presidência da Mesa da Assembleia-Geral referia-se às obras de requalificação do Hospital que continuam paradas, à clínica de Hemodiálise inaugurada em 2006 mas sem nunca entrar em funcionamento e ao processo judicial que a Santa Casa tem contra algumas funcionárias.
João Barros pediu ainda aos irmãos para terem os pés bem assentes na terra na hora de votar. "Não se iludam com ajudas fáceis ou com financiamentos da administração central. Os apoios do Estado vão diminuir", alertou sem querer concretizar se estava a referir-se aos contactos do ex-deputado Agostinho Gonçalves, o outro candidato conhecido, junto do Governo socialista.



Propostas:

- Criação de Lares/Residências Assistidas
- Revitalizar o Hospital através da criação de Cuidados Paliativos
- Dinamizar a Assistência Domiciliária Integrada
- Apoio psicológico aos utentes institucionalizados
- Criação de um Centro de Acolhimento Temporário para Crianças em Perigo




Ex-deputado apresenta lista de continuidade
Feijó e Barbeiros na lista de Agostinho Gonçalves

À hora que Júlio Mesquita falava aos jornalistas, Agostinho Gonçalves formalizava a sua candidatura. O ex-presidente da Câmara Municipal de Penafiel e antigo deputado na Assembleia da República já tinha anunciado a sua intenção de suceder ao irmão, Fernando Gonçalves, na provedoria da Santa Casa da Misericórdia.



No entanto, só agora é que o também ex-governador civil do Porto anunciou quem o acompanhará numa lista que se pode considerar de continuidade. Isto porque dela fazem parte nomes como Ana Maria Feijó, ex-presidente da Assembleia Municipal de Penafiel pelo PS e actual membro da Mesa da Misericórdia, e Carlos Couto, número dois do PS/Penafiel e ex-membro do Definitório.

Couto Barbosa, ex-vereador socialista e suplente dos actuais órgãos sociais da Misericórdia penafidelense, é outro nome da Lista B, que integra ainda António Barbeitos. Director financeiro da Câmara de Penafiel, Barbeitos é uma figura ligada ao PSD e é utilizado por Agostinho Gonçalves para negar que as eleições para a Santa Casa da Misericórdia sejam uma luta entre PS e social-democratas.

Com 58 anos e a gozar a reforma, Agostinho Gonçalves diz também que "tem condições para fazer um bom trabalho" naquela que é a terceira Misericórdia mais antiga do país e lembra "uma vida dedicada à função pública".

"Pretendo continuar com a matriz da instituição e dar o máximo de carinho e conforto aos utentes", refere, igualmente, o candidato que promete ainda "não falar de absolutamente nada do que está para trás".

O Verdadeiro Olhar

Santa Casa da Misericórdia de Penafiel

Em confronto estarão Júlio Mesquita e Agostinho Gonçalves
Eleições para a Santa Casa da Misericórdia de Penafiel são a 26 deste mês

As eleições para a Santa Casa da Misericórdia de Penafiel já têm data marcada. O acto eleitoral realizar-se-á no próximo dia 26, pelas 17h30, nas instalações da instituição situadas no Largo Santo António dos Capuchos, no centro da cidade penafidelense.
Neste dia ficar-se-á a saber quem sucederá a Fernando Gonçalves como provedor: se Júlio Mesquita se Agostinho Gonçalves.

Agostinho Gonçalves ainda não revelou quem o acompanhará

O ainda provedor já tinha anunciado que as eleições se iriam realizar no final deste mês, mas só agora definiu o dia. Será a 26 de Novembro, uma sexta-feira, que os irmãos penafidelenses vão escolher o novo líder da Santa Casa da Misericórdia.

O início da votação está marcado para as 17h30 e será efectuada através de voto secreto.

Em confronto estarão duas listas. A primeira a apresentar-se é liderada por Júlio Mesquita, actual presidente dos Bombeiros Voluntários de Penafiel, que está acompanhado pelo médico João Barros, pelo ex-vereador Rodrigo Lopes e pelo actual director do Centro de Emprego de Penafiel e vereador na Câmara de Penafiel António Sousa Pinto.

Já a segunda lista é encabeçada pelo antigo presidente da autarquia penafidelense e ex-deputado Agostinho Gonçalves. O irmão do actual provedor já confirmou a sua candidatura em Setembro, mas até agora ainda não revelou quem integrará a equipa que irá propor aos irmãos.

Entretanto, na próxima segunda-feira, a lista de Júlio Mesquita irá promover uma conferência de imprensa para "dar a conhecer as propostas para implementar uma nova gestão na Misericórdia de Penafiel, bem como abordar alguns aspectos da vida recente" da Santa Casa.

O Verdadeiro Olhar

Santa Casa da Misericórdia de Águeda

Assembleia geral da Misericórdia ede Águeda
por SP em Novembro 15,2010


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A assembleia geral da Santa Casa da Misericórdia de Águeda reúne hoje, dia 15 de Novembro, para apreciar e votar o orçamento e plano de actividades para 2011.

Os trabalhos, no Salão Nobre da instituição, estão marcados para as 20,30 horas e, para além de meia hora para tratar de quaisquer assuntos de interesse, analisará, também, a proposta da Mesa Administrativa, para a alienação do imóvel da avenida dos Estados Unidos da América, em Lisboa

Soberania do Povo

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Santa Casa da Misericórdia do Porto

quarta-feira, 17 de Novembro de 2010 15:24 Imprimir Enviar por Email

Direcção da Misericórdia do Porto vai a votos dia 28

O atual vice provedor da Misericórdia do Porto, António Tavares, e o antigo provedor Guimarães dos Santos disputam dia 28 a liderança da Misericórdia do Porto, uma das maiores organizações não governamentais portuguesas nas áreas social e da saúde.

António Tavares disse à Lusa que um dos seus três grandes objetivos é criar uma residência assistida para doentes com Alzheimer, que já têm um centro de dia a funcionar num dos hospitais da Misericórdia, o de Conde Ferreira.

António Tavares pretende ainda dar corpo «a um projeto com mais de cem anos», a criação do Museu da Misericórdia, a instalar num edifício da Rua das Flores, «também como forma de contribuir para animar a Baixa do Porto».

Diário Digital / Lusa