quinta-feira, 28 de abril de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Portimão

Portimão: Misericórdia vende Quinta do Carriçal a promotor imobiliário

27-04-2011 8:16:00

A alteração do Plano Director Municipal de Portimão permitiu à Misericórdia local vender os 57 hectares da Quinta do Carriçal, a Norte do autódromo do Algarve, por 755 mil euros a um promotor imobiliário “holandês”. Pelo caminho ficou a comunidade terapêutica objeto de protocolo entre o Projeto Vida, autarquias algarvias e Misericórdia.

José Correia, atual Provedor da Misericórdia de Portimão, confirmou ao Observatório do Algarve o negócio: “a alteração do PDM, por causa do Autódromo, alterou o uso da propriedade e a Misericórdia vendeu o terreno em hasta pública à empresa de mediação imobiliária de um holandês (Carvoeiro e Branco), por 755 mil euros”.

Para o Provedor “cada um tem o direito de defender os interesses que representa”, ao justificar ter avançado com alienação do terreno. Este fora adquirido por 30 mil contos em 1995, cerca de 150 mil euros. E destinava-se à criação de uma comunidade terapêutica e para reabilitação de toxicodependências.

Ainda que as autarquias tenham contribuído na altura com um total de 34 mil contos (cerca de 170 mil euros) “a sua comparticipação para a compra do terreno, proporcional ao Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF) foi devolvida, na altura em que conseguimos vender” garante José Correia.

E nega “perentoriamente” ter recebido os 47 mil contos (234,4 mil euros) disponíveis no Projeto Vida através do Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência (STPP), atual Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) para a comunidade terapêutica do Carriçal, alegando que a verba “nunca foi entregue, porque o projeto não avançou e o dinheiro só poderia ser usado na obra”.

De Comunidade Terapêutica a “Aldeia Inclusiva”?

Agora, ainda segundo José Correia, o promotor imobiliário terá disponibilizado “como contrapartida, uma parcela de terreno da quinta para instalar uma Aldeia Inclusiva” equipamento social a desenvolver pela Misericórdia e pela autarquia de Portimão, não avançando o entanto a dimensão de terreno a disponibilizar.

“Já houve reuniões com arquitetos e psicólogo da SGU Portimão para a instalação de um centro comunitário alargado, com alojamento e áreas ocupacionais” conta o responsável da Misericórdia.
O autarca Manuel da Luz anunciara publicamente, a 6 de janeiro deste ano, a intenção de a câmara construir “uma aldeia de raiz, num projeto-piloto que implicaria a candidatura a fundos nacionais e comunitários e o estabelecimento de parcerias com instituições de solidariedade e com privados”, adiantando existirem já dois interessados em investir.
Plano de Pormenor do Carriçal deverá avançar este ano
Para a localização da ‘Aldeia Inclusiva’ Manuel da Luz apontava o Carriçal, afirmando existirem já “negociações com o dono de um terreno”, sendo o projeto para construir por fases, até uma capacidade de cerca de 150 pessoas, englobando várias valências, entre elas um centro de acolhimento temporário para idosos, unidade de realojamento, centro de educação intergeracional, bem como unidade de promoção de produtos tradicionais e incubadora de pequenas empresas.

Para tal, seria executado um Plano de Pormenor da zona, a lançar ainda este ano, embora o autarca não avançasse o valor do investimento na Aldeia Inclusiva, cujo objetivo seria aumentar respostas sociais e, simultaneamente, desenvolver o interior do município.
Fonte da autarquia de Portimão confirmou ao Observatório do Algarve o “empenhamento na construção do equipamento social Aldeia Inclusiva, não havendo, no entanto, até ao momento a definição da sua localização.”
Carriçal – Uma história atribulada
O projeto da Quinta do Carriçal remonta a 1995, envolveu o então presidente da ARS Algarve Carlos Martins, que notificou a existência do terreno, propriedade da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Portimão e considerou existirem aí condições para a instalação da Comunidade Terapêutica, pelo que o STTP/IDT inscreveu a verba em PIDDAC para a sua aquisição.
Contudo, a Misericórdia já se teria adiantado na aquisição do terreno pelo que à instituição, se associam o Projeto Vida e as autarquias, protocolo assinado em 5 de novembro de 1996.

José Correia afirma que as autarquias “levaram mais de dois anos a concretizar a entrega das verbas” sendo por isso obrigado a “reforçar junto do banco o valor da propriedade, que ficou por trinta mil contos, (150 mil euros) quando o negócio se fizera por 20 mil”.

“O então Ministro Vitalino Canas disse-me que o Estado já não precisava mais de camas nessa área”, afirma por sua vez o ex-provedor Sr. Serralha, que acompanhou o processo desde início.
Opção que não é confirmada pela então delegada regional do projeto Vida, a atual governadora civil Isilda Gomes que precisou ter aquele departamento ficado a aguardar “por mais de três anos o projeto da Misericórdia, até porque já havia verba disponível para avançar”.

Autarquias querem 10 anos de juros

Pouco pacífica foi igualmente a devolução da quantia das autarquias que só foi efetuada em 2008, ou seja, mais de 10 anos depois de ser entregue.
A Assembleia Municipal de Albufeira, por exemplo, aprovou sobre esta matéria uma proposta a 19 de Agosto de 2008 em que contesta “a restituição a este Município da verba entregue em 1996 para aquele efeito (comunidade terapêutica) no valor de 9.975,95 euros, em singelo sem qualquer tipo de contrapartida acrescida, nomeadamente juros, sendo certo que pelo período de cerca de dez anos (a Misericórdia) usufruiu daquele montante enquanto este Município se viu privado do mesmo”.
Na proposta, aprovada por unanimidade, a AM delibera “reclamar junto da Santa Casa da Misericórdia de Portimão uma compensação pela devolução tardia e singela daquele valor”.

Tal reclamação deveria, no entanto ser feita no âmbito da AMAL, que representaria todos os municípios no processo, o que a Misericórdia “recusou”, segundo José Correia.
Privados abrem comunidades em Faro e Silves

Em 20 de Maio de 2009 o Ministério da Saúde, em resposta a um requerimento da deputada Jovita Ladeira entregue na Assembleia da República, questionando o ponto da situação da Comunidade Terapêutica do Carriçal, faz o longo historial do projeto, dizendo que só em 2000 a Misericórdia tinha manifestado a sua intenção de concretizar a comunidade.
E, para o Ministério da Saúde, é a última ‘notícia’ sobre o Carriçal pelo que se manifesta "impossibilitado de avaliar" a viabilidade do projeto pois “não há conhecimento se a comunidade estará a funcionar” assegurando porém não ter entrado, até 2009 “qualquer requerimento com vista ao licenciamento de tal equipamento”.

Entretanto, desde 1995 em que se iniciou a compra do terreno, agora destinado ao imobiliário e até 2009, abriram no Algarve duas comunidades terapêuticas privadas, uma Faro e outra em Silves, com capacidade respetivamente para 30 e 22 utentes “o que se nos afigura suprir as necessidades do distrito de Faro”, responde o ministério à deputada.

Conceição Branco

Observatório do Algarve

terça-feira, 26 de abril de 2011

Santa Casa da Misericordia de Tomar

2011-04-24 11:46:08
Tomar: começou a Festa dos Tabuleiros/Festa do Espírito Santo
À saída da Misericórdia...
Á hora marcada o cortejo de Coroas e Pendões do Divino Espírito Santo foi-se formando junto à Santa Casa da Misericórdia.
Representantes de todas as Instituições concelhias marcaram presença. Tomarenses aguardavam a passagem do Cortejo. Turistas foram surpreendidos mas mostraram-se entusiasmados com o momento.

É a grande Festa de Tomar. Duas brasileiras questionaram-nos sobre o momento que apreciavam e mostravam-se felizes por estar ali. Explicámos e elas agradeceram acrescentando que acabou por valer a pena vir hoje a Tomar. Confessaram que pela manhã ficaram tristes e desagradadas porque o Convento de Cristo estava fechado e vieram para o visitar. Desceram à cidade desoladas mas rápidamente se sentiram recompensadas. Mais tarde encontra-mo-las na Igreja: assistiram à Missa e dizim-se felizes!
Felizes estão os tomarenses. Em época de dificuldade por momentos parecem ter esqueciso as agruras do momento. Viva e valha-nos a Festa!

Radio Cidade de Tomar

Santa Casa da Misericórdia de Seia

20-04-2011 12:54
Misericórdia de Seia organiza Procissão do Enterro do Senhor
Com a chegada da Semana Santa, época que tradicionalmente é preenchida com a realização de diversas cerimónias religiosas das quais se destacam as de Sexta-Feira Santa, vão ser, à semelhança dos últimos anos, organizadas pela Santa Casa da Misericórdia de Seia.
Aprocissão do Enterro do Senhor, uma cerimónia sobretudo penitencial que habitualmente cativa a participação dos Irmãos da Misericórdia e de muitos outros católicos, vai ser abrilhantada, pelo segundo ano consecutivo, pela Banda de Gouveia e terá também a incorporação do Rancho Folclórico, Bombeiros Voluntários e Orfeão da cidade de Seia.
A procissão já está a ser anunciada através de um painel colocado na frontaria da Igreja da Misericórdia. Este painel, com o rosto de Cristo coroado de espinhos, olhando e suplicando a Deus através de nuvens carregadas, preanuncia o sofrimento próximo de que iria ser vítima. A cerimónia é anunciada pelo homem das matracas que, antecipadamente, percorre as ruas por onde a procissão irá passar. Antigamente estes homens eram chamados “Os farricocos”, pois descalços e com os seus hábitos de penitentes, percorriam as ruas com as matracas, chamando os irmãos da Misericórdia para a procissão da noite. A procissão inicia-se com o acto simbólico da descida de Cristo da Cruz à frente da Igreja da Misericórdia. Cristo morto é envolvido num lençol branco e colocado no esquife, que segue depois pelas ruas do centro histórico de Seia.

Portal da Estrela

Misericórdia de Alhandra

Misericórdia de Alhandra precisa de um elevador nas instalações
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A Misericórdia de Alhandra, no concelho de Vila Franca de Xira, precisa de instalar no edifício um elevador com capacidade para colocar uma cadeira de rodas e uma maca.
O apelo foi feito durante a cerimónia de tomada de posse da mesa da Misericórdia de Alhandra, na última segunda-feira, 12 de Abril. “Temos num espaço 12 camas que dentro de pouco tempo vão deixar de ser utilizadas porque os idosos não têm condições motoras e mentais para subir as escadas”, explicou o provedor reeleito, José Neto.
A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha, que esteve presente na cerimónia, disse que irá estudar o problema de modo a ajudar a associação. A vice-provedora Anabella Vilar não consegue definir ainda os projectos para o novo mandato porque ainda não sabe as medidas que o Governo vai aplicar.
“Neste momento existem muitas famílias que já não conseguem pagar as mensalidades porque estão desempregadas. Temos tentado dar as melhores condições aos idosos mas não sabemos até quando é que vamos continuar a conseguir fazê-lo”, confessa. Todos estão cientes que os “próximos tempos vão ser difíceis e será preciso muita coragem”.
A Misericórdia de Alhandra apoia actualmente 124 utentes em lar, mais 34 em apoio domiciliário e perto de 50 em centro de dia.
Todos os elementos transitaram do mandato anterior, não existindo qualquer novo nome nos empossados. Na assembleia geral mantém-se João Gaspar a presidir e no conselho fiscal continua Joaquim Saindra. A sessão contou com a presença do Governador Civil de Lisboa, António Galamba.

O Mirante

Santa Casa da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos

Escrito por Orlando Cardoso
Acolhimento de 16 cidadãos portadores de deficiência

Misericórdia de Figueiró dos Vinhos inaugura lar aberto há um ano
A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação inaugura hoje o lar residencial da Santa Casa da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos, que alberga, há cerca de um ano, 16 cidadãos portadores de deficiência.
De acordo com o provedor da Instituição, o lar foi construído de raiz junto ao Centro de Actividades Ocupacionais, em Ervideira, e encontra-se concluído há cerca de um ano. "Só agora é que há condições para o inaugurar", refere Fernando Conceição.
A cerimónia será presidida por Idália Salvador Serrão que em 8 de Abril de 2008 colocou a primeira pedra do edifício, que representa um investimento final de 440 mil euros. Para além de meios financeiros próprios, a Misericórdia contou com o apoio do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES), que comparticipou em cerca de 230 mil euros.
De acordo com Fernando Conceição, o lar acolhe 16 utentes, jovens e adultos com deficiência que se encontram impedidos temporária ou definitivamente de residir no seu meio familiar.
O provedor refere que aquela capacidade de alojamento poderia ser maior, indo ao encontro das necessidades da procura, mas o terreno disponível assim não o permitiu.
O Lar Residencial é a terceira valência inaugurada pela Santa Casa da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos nos últimos cinco anos, depois do Lar de Idosos e da Unidade de Cuidados Continuados.

Deficientes atingem 1,7 por cento da população


O concelho de Figueiró dos Vinhos, em pleno Pinhal Interior, regista uma percentagem de população portadora de deficiência que representa 1,7 por cento da população total.
De acordo com o último levantamento efectuado, em 2009, existiam no concelho 126 indivíduos portadores de deficiência, 45 por cento dos quais com deficiência mental.
O mesmo estudo revela que a maioria das pessoas portadoras de deficiência e consequentemente das suas famílias, vivem com baixos recursos económicos limitando ainda mais o acesso, tanto aos serviços básicos de saúde, incluindo os serviços de reabilitação, como a outros serviços de comunidade, como serviços de informação, cultura e lazer.
Considerando a idade avançada de grande parte da população portadora de deficiência e, consequentemente da sua família de suporte, é registada a necessidade de respostas sociais como o lar residencial da Misericórdia.
Naquele concelho do distrito de Leiria existe, ainda, uma acção activa e permanente, direccionada para a inclusão social daquela população, com destaque para o Serviço de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência (SIM-PD) e os centros de inclusão Espaço IN, criados no âmbito do projecto Comenius Régio.
Diario de Leiria

Santa Casa da Misericórdia da Vila das Velas

Aniversário da Misericórdia das Velas
468 de actividade social no concelho das Velas. Um aniversário assinalado com a dignidade que a data confere.

A Santa Casa da Misericórdia da Vila das Velas (SCMVV), ao longo da sua existência tem cumprido com os seus objectivos. É uma convicção do seu provedor, Frederico Maciel.
Esta Misericórdia é uma das instituições a distinguir com a medalha de ouro do Município das Velas, por altura das festas de S. Jorge. Um reconhecimento pelos feitos que a Instituição tem desenvolvido ao longo dos anos.
A instituição comemorou o aniversário com um concerto de música clássica e tradicional, no Auditório Municipal das Velas, pelos coros da Misericórdia das Velas e Orfeão de Almeirim.
O intercâmbio de grupos levou também à troca de pratos tradicionais. No lugar da sopa da pedra estavam as sopas do Espírito Santo.

 

por: José Fernando Bettencourt     

RTP/Açores

Santa Casa da Misericórdia de Chaves

Cerimónias pascais mantêm tradição da Misericórdia de Chaves

As celebrações pascais marcaram a Semana Santa na Santa Casa da Misericórdia de Chaves.
As cerimónias decorreram, como é costume, em todos os equipamentos sociais da Instituição, envolvendo utentes, técnicos, familiares, colaboradores e dirigentes. A reconciliação e a celebração da Eucaristia fizeram parte das manhãs vividas nos lares de terceira idade.
Durante as celebrações eucarísticas, o sacerdote Fernando Pereira recordou os utentes falecidos no ano anterior e todos os idosos presentes receberam o sacramento da Unção do Senhor.
Nas últimas semanas os idosos têm vindo a realizar trabalhos manuais para a decoração dos lares, na Páscoa. Pintaram ovos e coelhos e fizeram letras com papel. Mais importante que os trabalhos manuais é também a preparação espiritual, sobretudo para uma população tão devota.
As tardes foram dedicadas a actividades de animação. Para além da vertente religiosa, os animadores sócio culturais pretendem o envolvimento dos utentes na realização de actividades lúdicas e recreativas como forma de valorização pessoal.

@ctual