segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Santa Casa da Misericórdia de Santarém

Misericórdia de Santarém procura soluções para rentabilizar património devoluto

O fim da sociedade Campus XXI que tinha por objectivo construir um Parque de Saúde e Bem-Estar na Quinta das Fontainhas, na periferia de Santarém, deixou a Santa Casa da Misericórdia de Santarém com um menino nos braços. As instalações - pertencentes ao Estado que as cedeu à Misericórdia de Santarém na década passada em direito de superfície por um período de 99 anos - foram recuperadas há uma dúzia de anos mas o investimento não tem sido rentabilizado.

O actual provedor da Misericórdia de Santarém, Mário Rebelo, reconhece essa pecha mas garante que estão a ser envidados esforços para dar nova vida ao complexo, incluindo a exploração e rentabilização dos terrenos agrícolas adjacentes, como já aconteceu anteriormente. Em aberto está a possibilidade de criação ali de uma unidade de residências assistidas vocacionada para a terceira idade, onde os ocupantes tenham à disposição cuidados médicos.

Um projecto que também já tem alguns anos, como lembra Carlos Rodrigues, que foi durante alguns anos responsável pela área do património da Misericórdia e lamenta o "abandono" a que a quinta, com 33 hectares, tem estado votada ao longo dos últimos anos.

O Mirante

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Santa casa da Misericórdia do Fundão

EX-PROVEDOR ACUSADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO
Ex-provedor da Santa casa da misericórdia do Fundão deverá ser julgado pelos crimes de peculato e falsificação de documentos. Para além de Manuel Antunes Correia, são ainda constituídos arguidos as três filhas do ex-provedor e dois dos genros, na altura dos factos: Mário Alçada e Rui Costa.
Em causa está a alegada apropriação indevida de dinheiro da misericórdia e da união das misericórdias portuguesas. Entre 2004 e 2007, Manuel Antunes Correia terá apresentado despesas em duplicado nas duas instituições, apresentando ainda despesas feitas com a viatura da misericórdia do Fundão como se se tivesse deslocado em viatura própria.
Segundo a acusação o ex-provedor, em comum acordo com os familiares, também arguidos neste processo, terá transferido verbas de uma conta da santa casa para as contas particulares tituladas pelas filhas e respectivos maridos. Para isso, Manuel Correia terá criado uma conta paralela ao circuito financeiro e contabilistico da instituição a partir da qual terão sido transferidos valores num montante global superior a 100 mil euros.
Os arguidos têm agora 20 dias para requerer a abertura da acusação e apresentar provas ao juiz de instrução que fará ou não o despacho de pronúncia. O mesmo período de tempo tem a santa casa da misericórdia para constituir um advogado e formular um pedido de indemnização cível como já confirmou à RCB o actual provedor da instituição, Jorge Gaspar “a santa casa não pode deixar de constituir um advogado no processo para representar os seus interesses e formular um pedido de indemnização por todos os prejuízos que se apuraram no processo”.
Segundo Jorge Gaspar a instituição deve ser ressarcida dos danos avultados que constam da acusação “são valores que passaram para as mãos de terceiros, sem que tivessem tido direito a eles, há aqui um desvio de dinheiro que se destinava à instituição e que alguns se apossaram indevidamente, é uma questão de justiça”.Apesar dos esforços da RCB, não foi possível até ao momento uma reacção do ex-provedor da misericórdia.
Quanto à denúncia apresentada por Jorge Colaço, capelão da santa casa da misericórdia, o ministério público decidiu pelo arquivamento das mesma. Em causa estaria uma renda que a esposa do então provedor receberia por uma casa arrendada à academia de música e dança quando a instituição tinha um andar próprio, despesas com refeições com familiares e facturas de viagens feitas por familiares.
Paula Brito
Paulo Pinheiro
[ 2012-02-01 12:14:17

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória

Na Terceira e Graciosa CARNAVAL COM CAMPANHA CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA



Publicado na Quinta-Feira, dia 02 de Fevereiro de 2012, em Actualidade

“Existem máscaras que ninguém deveria aceitar”, “Cuide de Si. Cuide dos Seus” – são as duas mensagens que, pela primeira vez, serão usadas numa campanha de sensibilização contra a violência doméstica no Carnaval, nas ilhas Terceira e Graciosa.

A iniciativa é da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória (SCMPV) que vai lançar panfletos, spots televisivos e faixas publicitárias nos salões de festa de várias freguesias para disseminar a conversa sobre a problemática.

As técnicas da Núcleo de Iniciativas de Prevenção e Combate da Violência Doméstica da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória (SCMPV) referem que a ideia surgiu através do suplemento de Carnaval d´ “A União”: “todas as pessoas têm este folheto quando vão ver bailinhos de Carnaval e a ideia foi transpor o objectivo desta acção para as alturas e os locais onde existe muita interacção entre as pessoas, caso do Carnaval, e servir de mote para uma conversa sobre a temática”.

As técnicas responsáveis Cátia Oliveira e Letícia Leal explicaram ao nosso jornal que são duas as acções que, enquadradas no Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica, vão materializar-se este Entrudo, uma virada para as populações em geral e outras para as faixa etária idosa.

Uma acção, adiantam, que vai ser alargada a duas ilhas: “como é do conhecimento geral, esta festa move milhares de pessoas – com especial destaque nas ilhas Terceira e Graciosa – sendo uma época propícia à sensibilização da problemática da Violência Doméstica”.

SALÕES DE CARNAVAL E DANÇAS DA 3.ª IDADE

Segundo explicaram as promotoras, “pretende-se promover dois grandes acções, uma dirigida à população em geral, com a colocação de três faixas com o lema “Existem máscaras que ninguém deveria Aceitar. Não fique na sombra contra a Violência Doméstica. Denuncie”, incidindo em locais estratégicos, com recurso aos meios de comunicação social para a divulgação da campanha, nomeadamente no folheto de Carnaval do jornal “A União” e em spots publicitários na RTP Açores”.

“A outra iniciativa, direccionada aos cuidadores das pessoas idosas, irá ser realizada, numa fase inicial, apenas na ilha Terceira, no Carnaval dos Idosos, podendo ser depois transposta para todo o arquipélago, como por exemplo na Comemoração do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Pessoa Idosa. Nesta última acção, desenvolveu-se um folheto dirigido às pessoas cuidadoras – aos familiares e/ou profissionais – apelando à mensagem “Cuide de Si. Cuide dos Seus”.

Uma iniciativa, acrescentaram, que promove também o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e Solidariedade entre Gerações.
Esta acção vai contar ainda com os pólos locais de Prevenção e Combate à Violência Doméstica como parceiros.

FAIXAS E PANFLETOS PELOS SALÕES DE FESTA

Ao todo, serão criadas três faixas publicitárias e distribuídos cerca de três mil panfletos alusivos à campanha de Prevenção da Violência Doméstica que irão circular pelos salões de danças e bailinhos de Carnaval.

Assim, entre os dias 4 e 5 de Fevereiro, estes materiais promocionais estarão afixados nas freguesias do Porto Martins e Ribeirinha; de 11 e 12 de Fevereiro no Juncal e Porto Judeu; de 18 a 21 de Fevereiro na Vila Nova e no Teatro Angrense; de 19 a 21 de Fevereiro no pavilhão de festas da Graciosa; e no dia 15 de Junho o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Pessoa Idosa será assinalado junto dos acima referenciados pólos locais de Prevenção e Combate à Violência Doméstica.

No âmbito da colaboração encetada com a RTP/Açores, o Núcleo de Iniciativas de Prevenção e Combate da Violência Doméstica da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória reforça que, além do âmbito geográfico destas iniciativas, o spot televisivo publicitário alusivo ao slogan da campanha, que será transmitido na televisão da região, acabará por levar a campanha a “todas as ilhas dos Açores”.

a união

Santa Casa da Misericórdia de Barcelos

Santa Casa da Misericórdia de Barcelos recebeu 'reis'




Cávado
Autor: redacção

A Santa Casa da Misericórdia de Barcelos recebeu a Associação Perelhal Solidário e os seniores da Junta de Freguesia de Arcozelo, na tarde do dia 30 de Janeiro, num encontro interinstitucional para cantar de Reis, no Lar Rainha D. Leonor.

Os idosos presentearam todos aqueles que tiveram a oportunidade de assistir a um leque variado de cantigas em honra da tradição dos reis. A bo

a disposição não faltou e, mais uma vez, o convívio entre instituições foi muito saudável.

No final das cantigas, o Sr. Vice-Provedor, Dr. José Silva agradeceu a presença das instituições convidadas e enalteceu a prestação de todos.

Seguiu-se um saboroso lanche.

Texto da responsabilidade do Departamento de Comunicação da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos
 
Correio do Minho

Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde

Misericórdia de Vila do Conde preparada para auxiliar os mais desfavorecidos

Qui, 02 Fev 2012 10:19

Vila do Conde









Arlindo Maia, Provedor da Misericórdia de Vila do Conde, garante que a instituição está preparada para auxiliar os mais desfavorecidos nesta época de dificuldades. Em paralelo, a Santa Casa continua a investir não só no social como também na saúde, prevendo este ano construir uma Cantina Social, uma unidade de Cuidados Continuados Integrados e executar o estudo do projecto para o Palácio Hotel adquirido pela instituição em finais do ano passado.

A Santa Casa está preparada para neste ano de 2012 dar o apoio à família e agir na área social?

No meu entender a Santa Casa está bem preparada para encarar esses desafios até porque a instituição tem vindo há já três anos, quando começaram a surgir mais pessoas em situação de dificuldades, a dar resposta em refeições, em ajuda na compra de livros, a colaborar no pagamento de contas do gás ou da electricidade em situações de ruptura. Neste momento, para prestar esse auxílio, temos vindo a criar uma situação financeira que sirva de suporte a essas medidas. Estamos prontos a colaborar com a comunidade para apoiar pessoas que estejam em situações difíceis, principalmente por falta de emprego.

Póvoa semanário

Santa Casa da Misericórdia de Santarém

Quinta das Fontainhas esteve uma década sem qualquer préstimo devido a projecto que abortou


Misericórdia de Santarém procura soluções para rentabilizar património devoluto

foto







Falência do projecto Campus XXI vai permitir à instituição retomar o património das Fontainhas e dar-lhe utilidade e rentabilidade.

Edição de 2012-02-02

O fim da sociedade Campus XXI que tinha por objectivo construir um Parque de Saúde e Bem-Estar na Quinta das Fontainhas, na periferia de Santarém, deixou a Santa Casa da Misericórdia de Santarém com um menino nos braços. As instalações - pertencentes ao Estado que as cedeu à Misericórdia de Santarém na década passada em direito de superfície por um período de 99 anos - foram recuperadas há uma dúzia de anos mas o investimento não tem sido rentabilizado.

O actual provedor da Misericórdia de Santarém, Mário Rebelo, reconhece essa pecha mas garante que estão a ser envidados esforços para dar nova vida ao complexo, incluindo a exploração e rentabilização dos terrenos agrícolas adjacentes, como já aconteceu anteriormente. Em aberto está a possibilidade de criação ali de uma unidade de residências assistidas vocacionada para a terceira idade, onde os ocupantes tenham à disposição cuidados médicos.

Um projecto que também já tem alguns anos, como lembra Carlos Rodrigues, que foi durante alguns anos responsável pela área do património da Misericórdia e lamenta o “abandono” a que a quinta, com 33 hectares, tem estado votada ao longo dos últimos anos.

“Foram ali feitas obras de limpeza, conservação e manutenção e podia-se ter utilizado a Quinta das Fontainhas para receber serviços nossos que permitiriam desocupar e rentabilizar instalações na cidade. Mas nada disso foi feito e optou-se pelo projecto Campus XXI. O resultado está à vista e isso é que me dói”, diz Carlos Rodrigues. O ex-irmão, que se demitiu por discordar da gestão do anterior provedor Garcia Correia, afirma que a Misericórdia perdeu muito com essa decisão.

Para já as instalações da Quinta das Fontainhas ainda não estão disponíveis, pois a sociedade Campus XXI encontra-se em insolvência e só após a conclusão desse processo se dará a retoma do espaço para a posse da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, diz o provedor Mário Rebelo.

Aproveitamento do antigo hospital em estudo

Em estudo está ainda a ocupação de parte dos edifícios onde funcionou há décadas o antigo hospital de Santarém, no complexo que alberga também a sede da Misericórdia, alguns ainda ocupados por serviços do Centro de Saúde de Santarém e que rendem à instituição alguns milhares de euros mensais. Parte desses serviços já tinham saído em 2009 para a nova unidade de saúde de São Domingos.

É uma fonte de rendimento que a Misericórdia vai perder em breve, com a transferência do que resta do centro de saúde no planalto para as novas instalações no bairro de São Bento. Mário Rebelo diz que está a ser ponderada a ocupação das instalações com um projecto ligado à área da saúde, mas sem fazer concorrência ao que já existe na cidade nesse sector.

Pelo caminho ficou também a Unidade de Apoio Integrado para ali prevista na década de 90 e que nunca se chegou a ser instalada, tendo dado origem a um processo em tribunal pois as verbas para esse projecto acabaram por ser utilizadas para outras obras.

O Mirante

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Santa Casa da Misericórdia de Braga

Reparação vai custar um milhão de euros



Misericórdia de Braga reclama indemnização pela degradação do edifício do antigo hospital



01.02.2012 - 09:40
Por Samuel Silva

O Estado saiu do Hospital de S. Marcos em Junho
O Estado saiu do Hospital de S. Marcos em Junho (Luís Efigénio/NFactos)


O Estado saiu do Hospital de S. Marcos em Junho (Luís Efigénio/NFactos)

A Misericórdia de Braga vai reclamar à Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) uma indemnização pelo estado de degradação em que encontrou as instalações do antigo Hospital de S. Marcos, ao recuperar o imóvel. A instituição alega que a falta de manutenção causou prejuízos na ordem do milhão de euros no imóvel que estava arrendado ao Estado.

O palácio do Raio, do século XVIII, é o local mais degradado, de acordo com dois relatórios técnicos. A Misericórdia vai fazer chegar nos próximos dias à ARSN o pedido de compensação pelos danos encontrados no imóvel onde funcionou, até Maio, o Hospital de S. Marcos.

A informação foi confirmada ao PÚBLICO pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Bernardo Reis, que não quis, porém, alongar-se em comentários sobre a situação.

A reclamação da Misericórdia tem por base pareceres encomendados a duas equipas técnicas. Especialistas do Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho e de um gabinete de engenharia privado fizeram nos últimos dias uma vistoria às instalações onde funcionava o Hospital de S. Marcos e reportaram vários problemas nas antigas instalações hospitalares.

A reparação destes danos custará cerca de um milhão de euros, de acordo com as duas peritagens.

Obra de estilo rococó, projectada pelo arquitecto André Soares, o palácio do Raio, onde esteve instalado o serviço de sangue do hospital, é o local onde a degradação é mais evidente, sendo visível, desde logo, na fachada, com azulejos caídos e portadas destruídas.

Os cinco edifícios onde funcionou o Hospital de S. Marcos estiveram arrendados pela ARSN à Misericórdia de Braga até Maio, altura em que a nova unidade hospitalar da cidade começou a funcionar. A Misericórdia reclama ainda o valor das rendas que deviam ter sido pagas entre Junho e Dezembro, alegando que o contrato celebrado com o Estado era anual.

Contactada pelo PÚBLICO, a ARSN referiu não ter recebido ainda o pedido de indemnização reclamado pela Santa Casa da Misericórdia de Braga. Fonte do organismo tutelado pelo Ministério da Saúde reserva uma reacção para o momento em que sejam conhecidos os argumentos apresentados pela Misericórdia.