sábado, 8 de janeiro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Óbidos

Cardeal-Patriarca na celebração dos 500 anos da Misericórdia de Óbidos
Janeiro 6th, 2011 in Jornal das Caldas. Edição On-line

O Cardeal-Patriarca de Lisboa afirmou que as Misericórdias estão historicamente ligadas à Igreja e que esta as quer proteger e apoiar.

D. José Policarpo falava na celebração dos 500 anos da Misericórdia de Óbidos, a 19 de Dezembro, numa alusão ao diferendo existente entre a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) sobre o estatuto canónico daquelas instituições.

“Se a Igreja olha para as Misericórdias com tanto interesse, com tanta ternura e com tanto cuidado não é para dominar seja o que for, é para as proteger, apoiar e garantir que em momentos mais difíceis elas são capazes de continuar, com todos os meios ao seu dispor, a realizar a sua vocação primeira que é a caridade fraterna”, disse.

O Patriarca de Lisboa assinalou que as Misericórdias “surgiram em contexto cristão” e se “implantaram de tal maneira ao longo dos séculos, adaptando-se às diversas circunstâncias e às diversas exigências da caridade fraterna, que a Igreja as protegeu sempre muito e as considerou das instituições mais válidas e mais significativas, até porque tinham origem nos leigos cristãos”.

A CEP considera que as Misericórdias são associações públicas de fiéis, o que as coloca sob supervisão da hierarquia, mas o entendimento do episcopado tem sido contestado por vários dirigentes da UMP.

Jornal das Caldas

Santa Casa da Misericórdia do Porto

Provedor da Misericórdia quer abrir hotel social
2010-12-28
Dora Mota
O provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP), António Tavares, pretende abrir um hotel social para complementar a rede de respostas sociais da instituição. O projecto está ainda am fase de negociação com a Segurança Social, sendo que, dado o património imobiliária da Santa Casa, encontrar um edifício para aquela finalidade será o menor dos problemas.

António Tavares disse ao JN ter aumentado o número de pedidos de ajuda à instituição, cujo programa de apoio alimentar criado em Março do ano passado, a Sopa da Noite, serve mais de mil sopas por mês.

Também foi criado para responder a um período de aumento da carência alimentar, tal como este desejado hotel social trará mais qualidade a uma necessidade de alojamento de emergência.

"Há muita gente que está a ser despejada. Recebemos todos os dias cartas de gente a pedir ajuda", disse o provedor da Santa Casa da Misericórdia, no cargo desde o passado Agosto. A sua vontade é concretizar o hotel social "ainda neste mandato", referiu.

"O hotel vai juntar-se ao nosso complexo habitacional, é outra forma de dar respostas sociais", observou. Além de lares e albergues, a Santa Casa é proprietária de um complexo habitacional, conhecido como bairro Daniel Constant, na zona oriental da cidade, com mais de 130 habitações. Uma das duas torres do bairro foi construída no âmbito do Programa Especial de Alojamento.

Não está ainda definido onde poderá ser instalado o hotel social. "Temos vários edifícios que podem servir para esse fim. Temos estado a conversar com a Segurança Social. porque não nos adianta ter esse equipamento e depois a Câmara Municipal do Porto e a Segurança Social estarem a realojar as pessoas em pensões de qualidade duvidosa e pagas pelos nossos impostos", disse o provedor.

JN

Santa Casa da Misericórdia de Famalicão

D. Jorge pede união e parceria para enfrentar problemas sociais
04 Jan 2011Francisco de Assis Enviar Artigo Imprimir
A nova direcção da Santa Casa da Misericórdia de Famalicão tomou posse ontem, com renovadas forças e disponibilidade para ajudar os mais pobres do concelho. Na ocasião, o Arcebispo de Braga felicitou a primeira provedora eleita na história desta instituição e pediu união e trabalho em parceria para enfrentar os graves problemas sociais que Famalicão e o país atravessa.

O salão nobre esteve repleto de amigos, irmãos e antigos provedores da Santa Casa de Misericórdia de Famalicão. Mas também estiveram, entre outros convidados, D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, Bernardo Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga e do secretariado da União das Misericórdias; Manuel Lomba, em representação da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS); e o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa.

Diário do Minho

Santa Casa da Misericórdia de Arganil

APPACDM recusa coordenar CLAS de Arganil
Segunda, 03 Janeiro 2011 20:02 Márcio Baptista Alves
.A APPACDM de Coimbra - Unidade Funcional de Arganil - depois de aceitar, declina o convite, por vir a saber que já havia compromissos com a Misericórdia de Arganil.

A APPACDM de Coimbra Unidade Funcional de Arganil não vai aceitar o convite para ser entidade coordenadora do Contrato Local de Desenvolvimento Social (ClAS) de Arganil A informação foi confirmada pela própria direcção, que assume claramente que a recusa tem tão só a ver com o facto de a instituição não saber que já anteriormente havia compromissos assumidos com a Santa Casa da MisericórdiadeArganil.

"Só aceitamos se todas as entidades envolvidas - a Misericórdia, a Segurança Social e Câmara Municipal - estiverem em acordo", declarou ao Diário de Coimbra Helena Albuquerque, frisando que, numa primeira fase, a instituição aceitou o convite porque desconhecia que "o processo estivesse tão adiantado" relativamente às conversações com a Misericórdia. Aliás, já numa reunião de Novembro, o executivo municipal tinha aprovado, por unanimidade, que a Misericórdia de Arganil ocuparia o lugar de entidade coordenadora do CLAS.

APPACDM SÓ ACEITA COM ACORDO ENTRE AS TRÊS INSTITUIÇÕES

Helena Albuquerque admite que o projecto "beneficiaria" a APPADCM, desde logo "na inserção dos nossos jovens na formação profissional", mas tal está colocado de parte, reafirma, "até que todas as partes estejam de acordo".
Sobre algumas acusações de que a coordenação do projecto estaria a ser entregue a uma instituição que nem sequer é de Arganil, Helena Albuquerque deixa claro que isso "não é argumento". "Somos tanto de Arganil como qualquer outra instituição. Sentimo-nos como tal", afirma, para considerar que apesar de a direcção da instituição não estar sedeada em Arganil. "não quer dizer", que não se preocupe "tanto como as outras".

Polémica entre maioria e oposição

A questão levantou-se na quarta-feira, no seguimento de uma reunião extraordinária na Câmara de Arganil, em que o executivo municipal aprovou, com os votos contra dos vereadores Miguel Ventura (PS) e Rui Silva (independente) e na ausência dos vereadores do PSD Paula Dinis e António Cardoso, a atribuição da responsabilidade de Entidade Coordenadora do CLAS à APPACDM, retirando a responsabilidade, aprovada em Novembro, à Santa Casa da Misericórdia de Arganil. No mesmo encontro, e para maior espanto da oposição, foi nomeado como coordenador do CLAS o actual número dois da Assembleia Municipal e ex-presidente da concelhia do PSD, Luis Quaresma, que vai receber, criticam os vereadores da oposição, 2.400 euros mensais. Miguel Ventura e Rui Silva desde logo fizeram questão de marcar a sua posição, reprovando a mudança de entidade gestora e o cargo de Luis Quaresma, que dizem ser mais um "job for the boy".

O presidente da Câmara de Arganil, Ricardo Pereira Alves, defendeu-se, afirmando que em causa estiveram apenas "visões diferentes" entre a autarquia e a Santa Casa da Misericórdia de Arganil, pelo que foi necessário encontrar outra instituição. Sobre o rendimento de 2.400 euros, o autarca disse estar dentro dos limites previstos na legislação do CLAS. Face aos novos desenvolvimentos, e à recusa assumida pela APPACDM, o Diário de Coimbra tentou obter esclarecimentos de Ricardo Pereira Alves, mas tal não foi possível, assim como não foi da Santa Casa da Misericórdia de Arganil.

Escrito por: Margarida Alvarinhas no Diário de Coimbra

arganil.eu

Santa Casa da Misericórdia de Santarém

Assembleia Municipal de Almeirim contesta Santa Casa da Misericórdia de Santarém
Autor João Nuno Pepino Jan 6, 2011

A Assembleia Municipal de Almeirim aprovou um voto de protesto contra a Santa Casa da Misericórdia de Santarém e a eleita da CDU Manuela Cunha em relação ao caso da demolição do imóvel na Rua 5 de Outubro.

O documento, proposto pela bancada do PS, condena a Misericórdia scalabitana por se ter “arrogado proprietária daquele prédio” e a ex-vereadora por ter tecido “comentários pouco abonatórios para os técnicos do município que mais não foram que aproveitamento político” de uma situação em que foram defendidos “os interesses dos cidadãos almeirinenses”.

Os proponentes da moção sublinham que “não restam dúvidas” que o prédio é propriedade de Francisco Manuel Minderico, segundo atestam os documentos emitidos pela Conservatória do Registo Predial e Serviço de Finanças de Almeirim, o que “são factos irrefutáveis”.

Como “a demolição efectuada pelo município de Almeirim ocorreu mediante prévia negociação com o proprietário e foi efectuada pelos serviços técnicos da Câmara”, os eleitos da Assembleia Municipal assinalam que “se tratam de condutas pouco condizentes com o trabalho que é diariamente desenvolvido” na Câmara de Almeirim.

A moção foi aprovada com os votos favoráveis do PS, as abstenções do MICA e PSD, e o voto contra da CDU.

O Ribatejo

Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde

Misericórdia de Vila Verde: ‘Solidários’ após a festa

Cávado
2010-12-28 Costa Guimarães
contactar num. de artigos 123
Depois dos dias de Natal, porque os nossos tempos exigem que a solidariedade não se fique por um momento de festa o ‘Banco Solidário’ da Misericórdia de Vila Verde, iniciou ontem, segunda-feira, a distribuição de cabazes junto de famílias carenciadas. Os cabazes contêm leite, iogurtes, bolachas, arroz, batatas, bacalhau, massa, entre outros produtos de cariz sobretudo alimentar.

Face às situações recorrentes de pobreza com que se deparam cada vez mais famílias neste tempo agravado pelo flagelo do desemprego, o ‘Banco Solidário’ mobiliza toda a sociedade para esta causa de ajuda às famílias mais próximas, num trabalho de voluntariado e solidariedade que se pretende de continuidade.
Este trabalho estender-se-á ao longo desta semana para entrega de produtos aos 15 agregados familiares já sinalizados como mais necessitados de ajuda.

Este é um desafio para todos, seja a contri buir com bens ou serviços, seja a estar atento a situações de necessidade humana. Só assim podemos ajudar a sociedade a ser cada vez melhor e a ter cada vez melhor qualidade de vida e ambiente social.
É neste contexto que a Santa Casa da Misericórdia se orgulha dos seus colaboradores, que se mobilizaram e estão a participar de forma empenhada neste projecto do ‘Banco Solidário’.

Das situações já sinalizadas, sublinha-se os casos de famílias que acolhem vários filhos menores e às vezes os seus familiares mais idosos.
Nos tempos de crise por que atravessamos, estas situações representam bons exemplos de solidariedade para a nossa sociedade, mas todos compreendem que os actuais tempos de crise agravaram mais as dificuldades. Nestas famílias, muitas vezes, só uma pessoa trabalha, o que faz com que às dificuldades se junte sentimentos de insegurança e muito medo em relação ao futuro que já é negro.

Correio do Minho

domingo, 2 de janeiro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Arganil

PS acusa a Câmara de criar um "job for the boy"
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Quarta, 29 Dezembro 2010 21:43
Márcio Baptista Alves .
Recebemos um comunicado do PS de Arganil, relativo à retirada da confiança à Santa Casa da Misericórdia de Arganil por parte da Câmara Municipal de Arganil na gestão do Contrato Local de Desenvolvimento Social.

Transcrevemos, de seguida e na íntegra, o teor do comunicado:

Câmara Municipal de Arganil cria “Job for the Boy”
Em reunião extraordinária do Executivo hoje realizada, a maioria PSD na Câmara Municipal de Arganil “deu o dito por não dito” e retirou a confiança depositada na Santa Casa da Misericórdia de Arganil para assumir a responsabilidade de Entidade Coordenadora Local do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS), no Concelho de Arganil.

Este Projecto tem como objectivo combater a pobreza e a exclusão social e pretende dar continuidade às principais acções do Projecto Progride, pelo que decorrente da intervenção inovadora e dos resultados positivos alcançados, o Instituto da Segurança Social decidiu convidar o Município a apresentar uma candidatura para o Concelho de Arganil, a implementar nos próximos 3 anos, com uma dotação orçamental global de 525.000 euros.

O PS de Arganil lamenta que na base desta decisão esteja, não uma diferença nas prioridades definidas quanto ao Plano de Acção a implementar, tanto mais que o Plano de Desenvolvimento Social foi aprovado por unanimidade, mas tão só uma divergência quanto à “imposição” da Câmara Municipal de Arganil em definir o nome do Coordenador Técnico e o nível remuneratório do mesmo.

Com efeito, ao invés de se apostar na experiência e nos conhecimentos adquiridos pelos Técnicos envolvidos no Progride, beneficiando da sua proximidade aos beneficiários e entidades parceiras com os inerentes ganhos de produtividade e de eficácia, a opção da maioria do PSD vai no sentido de garantir uma ocupação ao actual nº 2 da Assembleia Municipal e ex-Presidente da Concelhia do PSD, numa “missão” remunerada com 2.400,00 € mensais, o que representa 27% do total do orçamento disponível.

Num período em que se apela à contenção e rentabilização dos meios, com recurso à redução de salários de alguns funcionários, em Arganil utilizam-se meios que seriam para o combate à pobreza no pagamento de vencimentos luxuosos e desajustados à realidade local.

Ao designar outra Entidade, por sinal sedeada fora do Concelho, não são obtidas as sinergias com os recursos materiais existentes, o que obrigará a novos investimentos e consequentemente a menor apoio disponível para quem mais necessita.

Esta atitude da maioria PSD demonstra a sua ingerência no funcionamento do Projecto, tanto mais que de acordo com o Regulamento do CLDS, a definição do Coordenador é da competência das Entidades executoras das acções e deve estar afecto em exclusividade e a tempo completo na execução do respectivo Plano de Acção.

A designação da Entidade Coordenadora local pressupõe confiança na sua capacidade técnica e administrativa de executar projectos de cariz social, nela delegando todas as decisões relativas à criação dos meios necessários à implementação das acções que estejam de acordo e se enquadrem nas linhas gerais do Plano de Desenvolvimento Social, facto que não se verificou para com a Santa Casa da Misericórdia de Arganil.

Tendo marcado a sua oposição à revogação da decisão tomada em 2 de Novembro de 2010 e à designação de outra Entidade Coordenadora Local, o PS de Arganil reitera o reconhecimento da acção desenvolvida pela Santa Casa da Misericórdia de Arganil no contexto da promoção da coesão social no nosso Concelho, considerando que estas atitudes vêm corroer o relacionamento institucional que deve ser preservado, com efeitos negativos no processo de desenvolvimento social do Concelho e consequentemente na qualidade de vida dos Arganilenses.

Arganil, 28 de Dezembro de 2010

O PS de Arganil

arganil.eu