sábado, 26 de fevereiro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Valpaços

Valpaços

Em causa “legalização” estatutária da compensação recebida pelo provedor

Bispo desmente provedor da Misericórdia

Eugénio Morais diz que "as Misericórdias são instituições de igreja e não da Igreja"
O provedor da Misericórdia de Valpaços garante que a o artigo dos estatutos da instituição para legalizar a compensação anual de 15 mil euros que recebe desde 2007 já foi aprovada pela Diocese de Vila Real. Mas o bispo Dom Joaquim Gonçalves garantiu ao Semanário TRANSMONTANO que não e que não houve qualquer “contacto diocesano” nesse sentido. A última acta da Assebleia-geral da Misericórdia em que o assunto foi tratado também desmente o provedor.

A alteração do artigo dos estatutos da Misericórdia de Valpaços que determina que o exercício do cargo de provedor é gratuito, podendo apenas justificar despesas dele derivadas, era um dos pontos de trabalho da Assembleia-geral da irmandade valpacense em Abril do ano passado.

O objectivo da alteração prende-se com a legalização da compensação “por tempo perdido” atribuída ao provedor da instituição no valor de 15 mil euros anuais, desde 2007. Uma situação que especialistas em direito administrativo, contactados pelo Semanário TRANSMONTANO, em 2009, defenderam violar os estatutos e a própria Lei, que determina que os corpos gerentes só podem ser remunerados “quando o volume do movimento financeiro ou a complexidade da administração das instituições exijam a presença prolongada de um ou mais membros dos corpos gerentes,” e “desde que os estatutos o permitam”.

No entanto, segundo a acta da reunião, a que o Semanário TRANSMONTANO teve acesso, a alteração não chegou a ser aprovada e foi mesmo retirada da votação. Porém, mesmo que o artigo fosse alterado em sede de Assembleia-geral da irmandade, a alteração só teria validade quando homologada pela entidade que tutela as misericórdias, no caso, a Diocese de Vila Real.

Acontece que, por razões que não constam da acta, a Misericórdia tem evitado que a alteração passe pela tutela. No seio da discussão do assunto, na Assembleia de Abril, um dos irmãos, Joaquim Coelho Marques, lembrou aos presentes que, em 2006, numa primeira tentativa de alteração do artigo, a redacção proposta “foi elaborada de modo a que se evitasse a aprovação para homologação da diocese”.

Contactado pelo ST, o bispo de Vila Real confirmou, de resto, que “não houve qualquer contacto diocesano” por parte da Misericórdia para alteração dos estatutos. Dom Joaquim Gonçalves lamentou, aliás, “o percurso” da irmandade valpacense, que diz ter “enveredado pela auto-gestão”, num “percurso acidentado”. “Pedi-lhes para virem ter comigo, mas não me responderam”, referiu o bispo.

Mesmo assim, o provedor da Misericórdia, Eugénio Morais, garante, contudo, que a compensação está “aprovada pela Assembleia-geral e pela Diocese”. “Está tudo legalizadinho!”, garantiu, revelando, no entanto, “que há muito que não recebe a compensação”. “Está suspensa”, disse, sem, contudo, adiantar desde quando e porquê, se, como garante, está legalizada.

Confrontando com as críticas do bispo, Eugénio Morais referiu que “as misericórdias são instituições particulares de igreja e não da igreja”.

Por: Margarida Luzio

Semanário Transmontano

Santa Casa da Misericórdia de Canha

Governo quer vender herdade com parte de aldeia dentro, junto ao novo aeroporto
Por José António Cerejo

Propriedade tem 338 hectares e está apalavrada por 4,5 milhões de euros. Misericórdia, bombeiros e outras entidades locais receiam que os seus direitos não sejam tidos em conta

Em Canha toda a gente fala em negócio com angolanos por trás

O Ministério das Finanças tem em curso o processo de venda de uma grande propriedade do Estado, junto à aldeia de Canha, concelho do Montijo, que tem no seu interior o quartel dos bombeiros, o lar da Misericórdia, um bairro cooperativo com 51 casas, um polidesportivo e alguns equipamentos municipais. A herdade, posta à venda em 2009, tem 338 hectares (100 vezes a área da Praça do Comércio em Lisboa) e está a ser negociada por um valor que, segundo a Misericórdia da freguesia, ignora as suas potencialidades em matéria de construção e o facto de se situar apenas a sete quilómetros do futuro aeroporto de Lisboa.

A preocupação maior dos responsáveis da Misericórdia de Canha, bem como dos bombeiros locais e da Cooperativa de Habitação do Almansor, prende-se com o risco de os eventuais compradores da Herdade de Gil Vaz virem a ficar com direitos sobre os equipamentos construídos por aquelas entidades. Nas últimas décadas, todas elas obtiveram autorização dos diferentes ministérios que tiveram a tutela da herdade para ali se instalarem, mas a cedência dos terrenos nunca foi integralmente regularizada pelo Estado, com a desanexação das diferentes parcelas e a sua inscrição nas matrizes prediais.

Algumas daquelas entidades conseguiram registar os terrenos na conservatória, com base em escrituras de doação, mas outras - como é o caso dos bombeiros - têm as instalações em parcelas cedidas ao abrigo de contratos de comodato. Todas elas, porém, têm em comum o facto de continuarem formalmente integradas no perímetro da Herdade de Gil Vaz - que na descrição predial continua a ter os mesmos 338 hectares que tinha antes das cedências feitas, somando estas várias dezenas de hectares.

Daí a preocupação com que foi recebida, no final de 2009, a notícia de que a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças estava a tratar da venda da herdade com "todas as construções e ocupações existentes". A informação consta dos ofícios enviados aos donos das propriedades contíguas para que, se o quisessem, pudessem exercer o direito de preferência no negócio.

De acordo com a comunicação subscrita pelo subdirector-geral do Tesouro e Finanças, o contrato de promessa de compra e venda já tinha sido celebrado com a Lazer e Florestas (uma empresa de capitais públicos) por 4,5 milhões de euros e os interessados tinham dez dias para exercer o direito de preferência, pagando a pronto.

Foi esta situação, e a ausência de resultados de diligências anteriores, que levou a Santa Casa da Misericórdia de Canha a escrever ao director-geral do Tesouro e ao primeiro-ministro, em Dezembro, questionando todo o processo, incluindo a avaliação feita e que não terá valorizado a possibilidade já existente de se construirem ali perto de 170.000m2, o equivalente a mil moradias de 170 metros quadrados.

Contactado pelo PÚBLICO, o gabinete do ministro das Finanças limitou-se a informar por email, 40 dias depois, que "devido às envolvências jurídicas e negociais do imóvel em questão, estamos a fazer uma análise exaustiva ao dossier e enquanto tais questões não estiverem esclarecidas o imóvel não sairá da propriedade do Estado".

Público

Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco

Misericórdia: José Mendonça Horta é o novo provedor
23/02/2011, 16:49
O até agora vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco assumiu esta semana o cargo do provedor da instituição, devido ao falecimento de José Guardado Moreira.
José Mendonça Horta passa a provedor e a restante estrutura da direcção também sofre algumas alterações. Manuel Duarte Cardoso Martins passa de tesoureiro para vice-provedor, tendo sido eleito pelos seus pares.
José Luís Fabião Baptista é o novo tesoureiro da mesa administrativa da Misericórdia albicastrense.
Francisco Caetano dos Santos Carvalho continua nas funções de secretário, o mesmo acontecendo com José Victório Fernandes e Maria Natália da Silva Dias de Oliveira Dias, que eram e continuam como vogais. Sebastião José Ribeiro Martins, até agora suplente, assume o lugar vago de vogal.
A mesa administrativa em funções cumpria mandato desde 2009 e até ao final deste ano. As eleições deverão acontecer no próximo mês de Novembro, mas a Assembleia Geral pode optar por antecipar o acto eleitoral.

Autor: José Furtado

Reconquista

Santa Casa da Misericórdia de Valpaços

Unidade de Valpaços fechou devido à falta de acordo com a Administração Regional de Saúde

Funcionários de hospital protestam
Cerca de 40 funcionários do Hospital de Valpaços manifestaram-se ontem em frente à unidade hospitalar para obter uma resposta por parte da Misericórdia quanto ao seu futuro profissional. Desde o dia 6 de Janeiro, altura em que o hospital encerrou por falta de acordo com a Administração Regional de Saúde do Norte, que os trabalhadores vivem na incerteza.

11 Fevereiro 2011
Por:P.S.R.

"Só queremos os nossos postos de trabalho de volta, isto é uma injustiça, estamos sem receber há mais de um mês", gritaram ontem vários trabalhadores.

A Misericórdia celebrou em 1999 um contrato com a Lusipaços, para dirigir a unidade hospitalar até 2014. Apesar de ser privado, o hospital funcionava como se fosse público para utentes do Sistema Nacional de Saúde devido a um acordo que a Misericórdia mantinha com a ARS. O acordo terminou entretanto e a Lusipaços deixou de gerir a unidade que encerrou em Janeiro.

CM

Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave

Santa Casa da Misericórdia classificada como Entidade de Excelência na área da Cirurgia e Ortopedia

O sucesso da Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave é desde há muitos anos reconhecido, localmente, como uma mais valia preciosa na prossecução do objectivo fundamental “Prestar bons Cuidados de Saúde e com Qualidade”.
Através do projecto SINAS (Sistema Nacional de Avaliação em Saúde) da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), foi classificado pelo 2º ano consecutivo como Entidade de Excelência Nível III na área da Cirurgia em Ortopedia.
Os resultados apresentados referem-se à avaliação de doentes “padrão” em artroplastia total da anca e artroplastia total do joelho. A metodologia
de cálculo dos indicadores permite estabelecer a comparabilidade entre os casos utilizados para a classificação no rating. Em particular, casos com
quadros clínicos de excepção, nomeadamente no que diz respeito a comorbilidades relevantes, são excluídos do cálculo dos indicadores.
Os resultados apresentados baseiam-se em dados fornecidos pelos prestadores à Entidade Reguladora da Saúde para este fim. A sua fidelidade é da exclusiva responsabilidade das instituições que os submeteram.
É pertinente informar que este projecto de avaliação por parâmetros internacionais, prevê que gradualmente todas as Entidades Prestadoras
de Cuidados de Saúde sejam incluídas no estudo.
A Classificação Anual prevê uma avaliação individual em 3 níveis: Nível I – Abaixo da média nacional; Nível II – na média; Nível III – acima da média nacional (Nível de Excelência de Cuidados).
Nesta primeira fase em 37 prestadores (Públicos, Privados e Sociais) o Hospital Narciso Ferreira (HNF) foi um dos 14 classificados em Nível III.
A Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave - Hospital Narciso Ferreira, numa cultura de proximidade, agradece, compartilha e divulga a todos
os utilizadores, utentes e população em geral que desde há muito tempos lhes confiam a sua saúde, este importante reconhecimento nacional.

Entre Vilas

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Valpaços

Hospital de Valpaços deverá reabrir e reintegrar funcionários
19h21m
A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte vai estabelecer um novo protocolo com a Misericórdia de Valpaços, proprietária do hospital local, e possibilitar a reabertura desta unidade de saúde, revelou fonte autárquica.

Esta quarta-feira, a ARS Norte, a União das Misericórdias, a Santa Casa e a Câmara de Valpaços reuniram e, segundo o presidente da autarquia local, Francisco Tavares, "a ARS Norte garantiu que irá estabelecer novo protocolo com a Misericórdia".

Por isso, referiu, "o Hospital de Valpaços irá reabrir com as mesmas valências".

O Hospital de Valpaços, administrado pela Santa Casa, encerrou a 11 de Janeiro por falta de acordo com a ARS Norte e os cerca de 40 trabalhadores ficaram sem emprego e na "incerteza" quanto à sua situação profissional.

Durante três dias, os habitantes do concelho de Valpaços manifestaram-se frente ao hospital, "exigindo" a reabertura da unidade de saúde e a reintegração dos seus funcionários.

Quanto aos trabalhadores, Francisco Tavares afirmou que "irão ser reintegrados, sob as mesmas condições salariais, à medida que as diferentes valências forem reabrindo".

JN

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Valpaços

Valpaços: GNR teve de intervir em protesto

Utentes invadem Misericórdia
Pela segunda vez , no espaço de quatro dias, a GNR teve de intervir para travar a fúria da população de Valpaços, que não aceita ficar sem hospital.

15 Fevereiro 2011
Por:Paulo Silva Reis

Ontem foram mais de 500 as pessoas que se concentraram à porta da Santa Casa da Misericórdia, onde a unidade de saúde funcionava, exigindo um hospital "para todos e não apenas para ricos".

Ao aperceber-se que o provedor, Eugénio Morais, dava explicações, em conferência de imprensa no Bloco Operatório da extinta unidade, o povo enfureceu-se, rebentou o portão e invadiu o parque, exigindo que o provedor desse "a cara" e "explicações ao povo".

Só uma rápida intervenção da GNR impediu que os populares entrassem nas instalações e permitiu que o provedor saísse por uma porta traseira. "Este provedor quer é ganhar dinheiro e não está para servir a população. Quer é montar um lar para ricos, sem se preocupar que o povo morra", disse um morador.

No pouco tempo que teve para prestar declarações, Eugénio Morais explicou que "os trabalhadores são da Lusipaços e não da Santa Casa".

Os ânimos só acalmaram quando o presidente da câmara, Francisco Tavares, garantiu ter promessa da Administração Regional de Saúde do Norte de "um acordo para manter as Urgências do hospital abertas".

CM