quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Misericórdia do Nordeste comemora 97º aniversário

Escrito por Redacção
Quarta, 13 Maio 2009 14:37
A Misericórdia de Nordeste comemorou ontem o seu 97º aniversário com uma Missa de Acção de Graças, em Achada, presidida pelo Vigário Episcopal, Pe. Dr. Octávio Medeiros e que foi concelebrada por mais quatro sacerdotes do Concelho. No final da Eucaristia “coroou”, como é tradicional nas Domingas em louvor do Divino Espírito Santo, uma utente com 88 anos, Salomé Amaral, natural de Achada. Antes das tradicionais Sopas servidas aos utentes e aos convidados foi descerrada uma placa, assinalando o aniversário e registando os benfeitores da instituição, pela utente de Achadinha, Maria José Correia, com a provecta idade de 97 anos, tantos quantos celebrava aquela Misericórdia. Presentes o Presidente da Câmara, José Carlos Carreiro, o Presidente da Assembleia Municipal, Autarcas e membros dos órgãos da instituição que ainda tiveram oportunidade de apreciar um momento de animação, iniciativa de um grupo de utentes. A concluir o Provedor, Eduardo de Medeiros, enalteceu “o importante papel que a Misericórdia desempenha no Nordeste, o dinamismo que se tem procurado imprimir nas actividades que desenvolve”, dando a conhecer o projecto do Centro Comunitário da Salga, obra que se prevê possa arrancar ainda no corrente ano. A celebração daquele aniversário encerra na próxima Sexta-Feira com uma conferência por João César das Neves, docente da Universidade Católica Portuguesa, que abordará o tema “Os Meios de Comunicação Social na Promoção dos Valores”.
Diário dos Açores

Exposição retrata Santa Casa da Misericórdia de Santo António da Lagoa

Escrito por Redacção
Sexta, 14 Agosto 2009 11:44
“Um olhar sobre a Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa” é o tema subjacente à exposição que está patente ao público Centro Paroquial D. Maria Pia, em Água de Pau até à próxima segunda-feira, dia 17 de Agosto.Uma iniciativa organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa que decorre durante as festas em honra de N. Sra. dos Anjos, eu surge numa perspectiva de divulgação do trabalho da Santa Casa da Misericórdia daquele concelho, junto da comunidade local e população em geral.Nesta exposição, para além de se apresentar todo o trabalho desenvolvido pela Santa Casa da Misericórdia em nove anos de existência, mostra-se também a origem e fundação da Santa Casa da Misericórdia de, demonstrando igualmente o trabalho desenvolvido por esta instituição através das várias valências que dispõe. Assim questões como o que é uma Santa Casa da Misericórdia? Quais as origens das Santas Casas da Misericórdia? Como nasceu a Santa Casa da Misericórdia? São questões abordadas e respondidas nesta exposição. O propósito consiste em caracterizar a vida e percurso da Santa Casa, desde a criação das suas sedes que se localizam em Santa Cruz, bem como apresentar as suas valências desde o Lar de Santo António; o Lar de Jovens em Risco; os Centros de Convívio de Idosos e os Centros de Actividades de Tempos Livres. Similarmente, nesta exposição são apresentados os projectos futuros que esta instituição lagoense pretende levar a efeito, com a colaboração de entidades governamentais e autárquicas respectivamente, como por exemplo a edificação de uma creche, a construção de um Centro de Actividades Operacionais para cidadãos portadores de deficiência, uma Unidade de Cuidados Continuados e uma biblioteca. De forma a completar esta exposição estão também patentes os símbolos da Santa Casa da Misericórdia de Santo António - Lagoa, desde a sua bandeira, báculo, capa, coroa e bandeira do Divino Espírito Santo.O objectivo inerente à realização desta exposição assenta, sobretudo, em dar a conhecer o trabalho social que a Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa desenvolve, contribuindo para o bem estar da população sénior lagoense e, similarmente, para a educação de muitas crianças que frequentam os seus ateliers de tempos livres.
Diário dos Açores

Misericórdia de Alcochete candidata-se à Rede Nacional de Cuidados Continuados

11-Fev-2009
A Santa Casa da Misericórdia de Alcochete apresentou uma candidatura para a construção de uma unidade da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados em Alcochete, com 35 a 40 camas, segundo revelou ao Jornal de Alcochete, Joaquim Pereira, provedor da instituição.
Esta unidade será construída no terreno sito nas traseiras do Lar Barão de Samora Correia, junto à Biblioteca Municipal de Alcochete e ao jardim que está projectado para o local. A obra, adiantou Joaquim Pereira, “está orçada em cerca de 250 mil euros e, caso a candidatura seja aceite, será comparticipada em 75 por cento pelo Estado”.
Este responsável frisou que se a candidatura vier a ser recusada, a Misericórdia “manterá o mesmo projecto, mas adaptando-o à valência de lar”. Nesse caso, a sua construção seria adiada, pois a instituição não tem disponibilidade financeira para avançar de imediato com a obra.
A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, segundo o Portal da Saúde, do Ministério da Saúde, constitui-se como um novo modelo organizacional criado pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde, e “é formada por um conjunto de instituições públicas e privadas, que prestam cuidados continuados de saúde e de apoio social. Estas novas respostas promovem a continuidade de cuidados de forma integrada a pessoas em situação de dependência e com perda de autonomia”.
A Rede tem por objectivos a “prestação de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência”, sendo que “os cuidados continuados integrados estão centrados na recuperação global da pessoa, promovendo a sua autonomia e melhorando a sua funcionalidade, no âmbito da situação de dependência em que se encontra”.
No distrito de Setúbal existem quatro unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Em Setúbal, a Liga dos Amigos da Terceira Idade tem uma Unidade de Média Duração e Reabilitação; no Montijo, a União Mutualista Nossa Senhora da Conceição gere uma Unidade de Longa Duração e Reabilitação; em Santiago do Cacém, o Hospital do Litoral Alentejano tem uma Unidade de Cuidados Paliativos; e em Santiago do Cacém, a Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém gere uma Unidade de Longa Duração e Reabilitação.

Paulo Morais
Correio do Montijo

Misericórdias: Vila Verde e Arganil são exemplos de empreendedorismo e inovação

Misericórdias: Vila Verde e Arganil são exemplos de empreendedorismo e inovação

autor
Lusa

As Santas Casas da Misericórdia de Vila Verde, em Braga, e Arganil, em Coimbra, são dois exemplos de empreendedorismo e inovação a apresentar no Congresso da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), que se inicia quinta-feira no Funchal.O caso de Vila Verde é considerado uma prova de que as Misericórdias podem ser grandes geradoras de emprego na área social, enquanto Arganil é uma das Santas Casas que aderiu a um projecto de inovação tecnológica no apoio aos idosos.A Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde arrancou há dez anos com 54 trabalhadores e hoje tem 307 funcionários e mais 90 trabalhadores com prestação de serviço, num contínuo crescimento de actividade e de emprego, referiu à Lusa o provedor Bento Morais.Apontada como exemplo de empreendedorismo, a Santa Casa da Misericórdia começou a alargar a sua actividade, criando empresas e serviços, como uma unidade de cuidados continuados e um hospital, a par de uma farmácia, uma loja de produtos paramédicos, um lar para deficientes profundos, um centro de actividade ocupacional para deficientes e várias empresas que dão trabalho a deficientes, como uma lavandaria, uma padaria/pastelaria e uma unidade de jardinagem.'Estamos atentos, não visamos o lucro, visamos servir os utentes, criando trabalho e satisfação às pessoas que nos rodeiam', referiu, com orgulho, Bento Morais.No entanto, este crescimento não tem sido isento de dificuldades, nomeadamente no que diz respeito a apoios por parte do Estado.'Temos dificuldades. Neste país não se apoia o empreendedorismo, não se apoia quem trabalha', lamentou o provedor, referindo que há dois anos que espera por acordos de cooperação para a construção de mais creches e jardins-de-infância, com 150 crianças a aguardar pelas obras.'Na Saúde também aguardamos os novos protocolos que estão em discussão eternamente, que nunca se concretizam. Esperemos que a tutela olhe para quem faz alguma coisa neste país', desabafou.As necessidades de quem acorre à Misericórdia aumentaram nos últimos anos, disse, razão pela qual foi sextuplicada a capacidade de resposta na creche, de 50 para 300 crianças, enquanto os apoios a idosos aumentaram em 100 por cento.A inovação tecnológica é o orgulho da Santa Casa da Misericórdia de Arganil, distrito de Coimbra, que aderiu a um projecto apoiado pelo programa Progride.Trata-se do chamado Atendimento Permanente, uma solução tecnológica que consiste na instalação em casa dos utentes de aparelhos ligados a um centro de atendimento nacional que faz a triagem das necessidades e encaminha para as respectivas Misericórdias.Com este Atendimento Permanente a idosos isolados cumpre-se um dos grandes objectivos, explicou à Lusa José Coimbra, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arganil: 'retardar ao máximo a ida do idoso para lares ou residências assistidas, mantendo-o no seio da família e junto dos amigos, nas suas comunidades de origem'.Em caso de necessidade, seja de saúde, seja de alimentação, higiene ou mesmo um simples problema com um televisor, o utente contacta o centro de atendimento, explica o que pretende e os serviços da Misericórdia são accionados para dar resposta.Neste momento há cerca de 150 utentes ligados ao sistema da Misericórdia de Arganil, que envolveu um investimento de 800 mil euros.'Este projecto desenvolveu-se ultimamente mais na Saúde, como apoio domiciliário integrado. Nos primeiros tempos só fazíamos o apoio domiciliário na refeição e higiene diária do utente, mas verificámos que era necessário avançarmos mais no domínio da Saúde', referiu José Coimbra, indicando que actualmente o utente tem ao seu dispor, entre outros, serviços de enfermagem, de fisioterapia, de nutrição e de psicologia, além de compra de medicamentos.
Correio do Minho

Misericórdias contra o aumento da taxa contributiva

Instituições do Distrito de Vila Real temem pela sua sobrevivência

O projecto do Governo em adoptar um novo código contributivo para a Segurança Social que vai uniformizar os actuais 41 regimes diferentes, está a levantar fortes críticas por parte das Misericórdias. Dos actuais 19,5% de taxa social única por cada trabalhador passam a pagar 22,3%. O descontentamento já chegou ao Presidente da República, a quem foi pedida a sua intervenção. No distrito de Vila Real, as preocupações são também patentes junto da maioria das instituições. O Ministro-adjunto da Presidência desdramatiza e garante que “o novo Código é equilibrado e permite às Santas Casas da Misericórdia e IPSS cumprirem o seu papel”. O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Vila Pouca de Aguiar, Domingos Dias, é um dos dirigentes que está revoltado com a proposta do Governo. “Todos os provedores das Misericórdias, bem como aqueles que são dirigentes das IPSS deste país estão preocupados com esta alteração da taxa Social Única, porque é um modo de diminuir as receitas destas instituições em quase três por cento, o que é extremamente significativo. Sabe-se que estamos numa época de crise em que as famílias estão sem dinheiro e as instituições que prestam solidariedade vêem as receitas diminuídas. Ou seja, o Governo revela com esta atitude, que diz uma coisa e executa outra. Somos bastante penalizados como será a Misericórdia de Vila Pouca, à semelhança de todas as outras”. Este responsável prevê que tal disposição poderá pôr em causa postos de trabalho. “Há instituições com alguma sobrecarga de trabalhadores, que irão, com certeza, proceder ao despedimento de pessoas e diminuir os seus recursos humanos”. Numa outra vertente, Domingos Dias chama a atenção para a própria disponibilidade de serviços por parte das Misericórdias. Isto irá ter repercussões sociais muito graves. Aliás, já há serviços praticamente gratuitos que as Misericórdias e as IPSS prestam às pessoas carenciadas, que poderão ficar diminuídos, chegando mesmo a colocar em risco as próprias instituições. Terá que haver mais voluntariado, mas não deixa de ser uma medida que deve ser lamentavelmente criticada”.Este eco de descontentamento tem sido transmitido quer pela União das Misericórdias Portuguesas, quer pela CNIS. Ambas já manifestaram ao Governo as suas preocupações, já foram ouvidas por Cavaco Silva a quem foi feito “um apelo para a sua intervenção sobre esta matéria”. “Somos Instituições que não têm fins lucrativos e não faz sentido estar a agravar esta situação. Em causa está uma área muito sensível e lutaremos para que o aumento não se concretize”, concluiu Domingos Dias. Caso o Governo mantenha o aumento de 2,7 pontos percentuais para a Segurança Social, as Misericórdias avançam com contrapartidas ao Estado, exigindo o aumento das comparticipações para financiar os serviços que prestam na área da infância, terceira idade e saúde. Também o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Vila Real, padre José Gomes, manifestou, ao Nosso Jornal, o seu descontentamento e alinhou no mesmo diapasão. “Estou solidário com as posições dos meus colegas responsáveis pelas Misericórdias, sabendo do quão nefasto é para o funcionamento e sobrevivência das nossas instituições com o aumento da taxa contributiva. Com este cenário, prevejo muitas dificuldades que colocam em risco a nossa própria sustentabilidade. O Governo deveria ter em atenção o papel social que as Misericórdias desempenham”. Sabendo nós da importância desta temática, abordamos pessoalmente o representante das Misericórdias do distrito de Vila Real, Belmiro Vilela, actual provedor da Santa Casa de Misericórdia de Murça. Este surpreendeu-nos ao garantir “desconhecer o novo código contributivo previsto para as Instituições” e não tecendo qualquer comentário.O ministro-adjunto da Presidência, Pedro Silva Pereira, foi confrontado pelo Nosso Jornal sobre esta matéria e na sua resposta deixou transparecer que o Governo não alterará a sua posição. “Nós temos com as Misericórdias parcerias muito consistentes, como nunca existiram no passado. Tudo aquilo que estamos a fazer ao nível das políticas sociais, nos equipamentos, quer para idosos, quer nas Unidades de Cuidados Continuados, e nas Creches, está a ser feito em parceria com as Misericórdias. Portanto, estas sabem que poderão contar com o Governo para desempenharem as suas tarefas. Neste momento, o código contributivo que está na Assembleia das Misericórdias foi amplamente discutido e penso que ele tem soluções equilibradas para todos. Permite às instituições particulares de solidariedade social continuar a cumprir a sua missão e a beneficiar também desta parceria reforçada com o Estado e com o Governo”, concluiu. Caso a taxa seja adoptada, poderá haver o aumento das contribuições de cerca de 200 mil funcionários. Sendo que cerca de 150 mil são do universo da CNIS e 50 mil pertencem à União das Misericórdias Portuguesas (UMP). De referir que quase 400 misericórdias pagam cerca de 490 milhões de euros em salários por ano e há algumas que atravessam uma situação económica/financeira difícil. Cerca de 30 instituições já comunicaram à CNIS que estão em sérias dificuldades financeiras. Esta associação congrega 1490 creches (48 mil crianças), 41900 lares (para 4.900 idosos) e 1670 ATL, frequentados por 90 300 crianças e jovens.Perante este cenário, aguardam--se, com alguma expectativa, as negociações entre as Misericórdias, IPSS e o Governo que deverão estar concluídas até final de Julho.
José Manuel Cardoso
A Voz de Trás-os-Montes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Santa Casa da Misericórdia de Castro d'Aire


DE C. DAIRE
A preparação das eleições para os órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia que se realizaram em Dezembro de 2008 decorreram com muita manha, muita animação, alguma discórdia e, ao que consta, no decorrer do processo eleitoral, a estratégia para se atingirem os fins em vista, nada teve a ver com actos misericordiosos e de tolerância.
Surripiando, de propósito, o título da crónica publicada no «Notícias de Castro Daire» de 24 de Dezembro do ano findo, assinada por António de Oliveira Giroto, candidato que foi ao cargo de Provedor da Misericórdia de Castro Daire, crónica onde questiona a forma como decorreu o «processo eleitoral», dizendo que a, então Provedora, «teve uma atitude nunca vista na instituição ao não admitir, como irmãos, largas centenas de pessoas que iriam apoiar-nos nas eleições», dizendo que a demissão de um dos membros da Mesa, António José Rebelo de Albuquerque, se devia ao facto de ele não estar de acordo com o «modo tendencioso como estava a ser conduzido o processo eleitoral pela senhora Provedora e pelo Presidente da Assembleia Geral», dizendo que a sua «candidatura apresentou um programa e uma equipa competente para ir a votos desde que fossem reparadas as ilegalidades e admitidos, como irmãos, as pessoas que se tinham inscrito até 30 de Setembro», tudo isso seguido de uma proposta no sentido de adiar as eleições até ser resolvido o imbróglio das inscrições pendentes, proposta que foi rejeitada, face a tal derrota, retirou a sua lista, Lista B, ficando apenas a Lista A, encabeçada pela então Provedora. Lista que, submetida a votos obteve 843 votos favoráveis, 44 brancos e 11 nulos.




É de destacar, todavia, que na Assembleia Geral, convocada para articular a vontade e a candidatura da velha/nova Provedora com os Estatutos, e onde foi apresentada a proposta para adiar as eleições, ela obteve 647 votos favoráveis, 105 «nãos», 6 brancos e 2 nulos. Ora tornando-se lista única, a partir daí, ela ganharia com qualquer número de votos, mas a atitude dos irmãos, ou a estratégia montada pela Provedora, para derrotar o seu opositor, fez acorrer às urnas, mais 200 votos, o que significa uma estrondosa derrota para o candidato António Giroto, que cedo começou a fazer a sua campanha, usando até, como foi tornado público, o telemóvel da Câmara que lhe estava distribuído. A esta hora já deve ter ressarcido o Município dos gastos feitos em seu proveito/desproveito.
A Assembleia Geral extraordinária convocada para autorizar a recandidatura da Provedora, foi um espectáculo pouco católico, entre gente muito «católica, apostólica, romana» como preconizam nos Estatutos da Irmandade. Alguns dos protagonistas que intervieram a favor da Lista B, isto é, de António Giroto, que acabou por ser retirada, roçaram a boçalidade, juntamente com o grau de analfabetismo já conhecido publicamente. A tal boçalidade, grosseria e falta de verbo comunicativo, ou verbo arrevesado contra as regras elementares da gramática, respondeu a Provedora e o Presidente da Assembleia Geral com serenidade e esclarecimento, atitudes que fizeram, desde logo, pender para o lado da Lista A, a simpatia dos irmãos presentes. E na confusão levantada pelos membros e apoiantes da Lista B, visando o «adiamento das eleições», destacou-se o decano dos advogados de Castro Daire, Dr. João Duarte de Oliveira. Com o traquejo adquirido ao longo da longa vida, da profissão e das funções desempenhadas, ex-deputado da Nação, ex-presidente da Câmara, ex-provedor da Misericórdia, ex-presidente dos Bomboeiros Voluntários de C. Daire, ex-presidente da Assembleia Municipal, primeiro proponente da Lista A, lá do alto dos seus cabelos braancos, da sua experiência e sabedoria, disse que não havia razões jurídicas para adiar o processo eleitoral, que o processo estava a decorrer com toda a legalidade, e quem discordasse que recorresse, consequentemente, aos Tribunais. Foi o fim da questão. A lista B bateu em retirada, e a Lista A ficou com o caminho aberto e livre para prosseguir sozinha.



Ora, vem tudo isto a propósito e em apoio do sentido das palavras que escrevi na capa do meu livro «Os Nossos Bombeiros», publicado em 2005, editado pela Câmara Municipal. Disse, então, já o repeti antes e volto a repetir agora aqui, que «as instituições locais, como a Misericórdia e os Bombeiros, não são assim tão «santas» nem «humanitárias» como vulgarmente são conhecidas. Nelas se envolvem pessoas bem intencionadas, solidárias, empenhadas no Bem Comum, mas também pessoas não tanto dispostas a servirem-nas, mas a servirem-se». Foi o «aqui d?el Rei!». O autor da obra estava denegrir instituições prestimosas, havia que excomungá-lo e, de seguida, «queimar o livro». Não sucedeu nada disso. E, como se vê, não foi preciso passar muito tempo, para que concorrentes e apoiantes aos órgãos sociais de uma destas instituições, zangados uns com as outros, viessem a público dar-me razão, melhor ainda, dar razão à «História». É bem certo que «pela boca morre o peixe» e, para que conste, para que fique escrita mais uma página onde se descortinam os interesses não confessados que fazem mover as pessoas em torno destas nossas Instituições, isto é, para que fique escrita mais uma página da nossa «História local», aqui deixo alguns factos, algumas atitudes e algumas palavras escritas e/ou faladas, relacionadas com o processo eleitoral da Santa Casa da Misericórdia que decorreu nos dias 13 e 14 de Dezembro de 2008. É a prova provada de que os anjos ainda não desceram à Terra e que muitos anjinhos andam por aí a bater as asas.
Nestas eleições, como em todas as outras, houve muita manha e muito calculismo. O caciquismo, que estende longe as suas raízes, substituiu as chapeladas nas urnas de antigamente pela inscrição prévia e arregimentada de irmãos. Cerca de mil inscrições ficaram a aguardar melhores dias na Secretaria. O seu voto arregimentado não entrou nas urnas, desta vez. Talvez na próxima.
Montemuro - Trilhos Serranos

Santa Casa da Misericórdia de Vouzela


História da Santa Casa perpetuada em livro


Escrito por Vânia Pereira
21-Mai-2009

A Santa Casa da Misericórdia de Vouzela celebrou no passado dia 14 de Maio mais um marco da sua história. O lançamento do livro comemorativo dos 510 anos da história da Instituição apresentado pelo seu autor, Agostinho Torres, nos Paços do Concelho. O evento decorreu no âmbito das celebrações de S. Frei Gil e da homenagem da edilidade à Santa Casa da Misericordia. “Hoje sinto-me felicíssimo”, Agostinho Torres começou o trabalho de pesquisa e recolha de documentos e fotos há cerca de três anos, após um convite endereçado por Eugénio Lobo, Provedor da Misericórdia.
O autor contou com dois pontos de partida, nomeadamente do Padre António Barros Barbosa, que caracterizou uma época de transição da Misericórdia, datado de 1988, e de António Lopes da Costa com diversas fontes da imprensa regional.
O livro está dividido em dez capítulos que ilustram diferentes pontos da história da Instituição desde a fundação até à actualidade, com referências ao antigo Hospital, aos equipamentos, serviços e património, bem como a listagem cronológica dos provedores e a relação dos beneméritos. A obra apresenta ainda alguma documentação em arquivo, como Breves do Papa Urbano VIII, de 1636 e 1641, com os selos em chumbo do Vaticano. Recorde-se que a Santa Casa da Misericórdia de Vouzela foi uma das primeiras 14, fundadas em 1498.
A capa do livro destaca “a majestosa Igreja” com a obra a mencionar alguns dos principais momentos da Santa Casa, nomeadamente o primeiro Hospital em 1841 e a inauguração do mesmo com a presença da Rainha Dª Amélia que assistiu a uma tourada na Quinta da Cavalaria, que dispunha de Praça de Touros. O vice-provedor considerou que “foi extraordinariamente gratificante verificar, nesta viagem feita pelo passado, que Vouzela foi mesmo a antiga e nobilíssima Capital de Lafões”.
Agostinho Torres referiu que a obra foi conseguida com “muita dedicação, entusiasmo e a certeza de que estava a fazer algo importante pela Nossa Terra”.
O livro vai estar á venda no Posto de Turismo de Vouzela e na Secretaria da Santa Casa da Misericórdia, pela quantia de 15 euros.
Ao todo foram impressos mil exemplares que albergam a história de uma das maiores Instituições da Vila de Vouzela.
Agostinho Torres não esqueceu um especial agradecimento a todas as pessoas que colaboraram e contribuíram de uma forma mais estreita para a realização do livro.