quarta-feira, 27 de julho de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Benavente

Falta de comparticipação das consultas na misericórdia de Benavente revolta utentes
Os doentes do concelho de Benavente deixaram, desde o dia 1 de Julho, de beneficiar das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde nas consultas de especialidade prestados pela Santa Casa da Misericórdia de Benavente (SCMB). A situação está a revoltar os utentes porque a medida não é igual para todos, uma vez que os doentes de Salvaterra de Magos e Coruche continuam a beneficiar das comparticipações nas consultas dadas naquela unidade.
A onda de revolta está a crescer, a comissão de utentes considera o caso “aberrante” e o vice-presidente da câmara de Benavente, Carlos Coutinho, diz que se trata de uma situação “inaceitável” que penaliza os cidadãos do concelho.
Em causa está um protocolo assinado entre a SCMB e a ARSLVT em Março último, onde a ARS autorizou os médicos do centro de saúde de Benavente e da Unidade de Saúde Familiar de Samora Correia a encaminharem os doentes para as consultas de especialidade da Santa Casa da Misericórdia, sendo as mesmas comparticipadas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS). O problema é que em Julho as consultas comparticipadas terminaram e os utentes de Benavente ficaram à porta.

O Mirante

Santa Casa da Misericórdia do Funchal

Religião
Novos dirigentes da Misericórdia do Funchal

A nova direcção da Santa Casa da Misericórdia do Funchal apresenta hoje cumprimentos ao Bispo do Funchal, apurou o JM. Instituição das mais antigas no nosso país (tem 503 anos), foi fundada por Carta Régia de D. Manuel I, a 27 de Julho de 1508, poucas semanas antes da vila do Funchal passar a ser cidade.
Jornal da madeira

sábado, 23 de julho de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Bombarral

Misericórdia do Bombarral previne doenças cardiovasculares com unidade móvel

Julho 21st, 2011 in Jornal das Caldas.



Sessão de apresentação da unidade móvel

A Santa Casa da Misericórdia de Bombarral procedeu no passado dia 6 à bênção da unidade móvel de saúde adquirida no âmbito do projecto de Promoção e Prevenção das Doenças Cardiovasculares.
A Misericórdia teve em conta o diagnóstico social do concelho do Bombarral, que caracteriza como uma das maiores dificuldades dos serviços prestado pelo Centro de Saúde o excesso de utentes por médico que associado ao envelhecimento populacional e ao isolamento espacial e familiar contribui para um frágil acompanhamento e rastreio da situação de saúde dos habitantes deste concelho.
Deste modo, apresentou uma candidatura na área da prevenção cardiovascular, junto do Alto Comissariado para a Saúde.
Promoção e Prevenção das Doenças Cardiovasculares, assim designado este novo projecto da Santa Casa, caracteriza-se pela sua intervenção na prevenção das doenças cardiovasculares.
Para a realização deste projecto a Santa Casa da Misericórdia de Bombarral irá disponibilizar enfermeiros, um médico, uma nutricionista e uma técnica de serviço social, sem contar com o trabalho administrativo necessário para os quatro anos de projecto.
Uma equipa constituída por enfermeiros, efectuará deslocações às diversas localidades do concelho, numa unidade móvel de saúde, executando o registo de frequência cardíaca e valores tensionais e registo de electrocardiograma.
A recolha desta informação permitirá à Santa Casa desenvolver um conjunto de actividades junto dos utentes, como avaliação do risco cardiovascular dos utentes com base nos parâmetros colhidos pela equipa de ambulatório, realização de consulta presencial aos doentes em elevado risco cardiovascular, para aconselhamento e orientação terapêutica, realização de consulta presencial de nutricionista aos doentes com elevado risco cardiovascular, para aconselhamento e orientação, realização de passeios pedestres no concelho do Bombarral para a população alvo, realização de palestras com técnicos de saúde e líderes de opinião sobre a prevenção das doenças cardiovasculares, e produção de um vídeo promocional e folhetos para distribuição pela população alvo.
Através destas actividades desenvolvidas a Santa Casa da Misericórdia de Bombarral tem como principais objectivos a prevenção junto dos adultos do concelho combatendo os factores de risco cardiovasculares, a promoção de boas práticas de qualidade de vida que reduzam os factores de risco e o aumento do apoio domiciliário aos munícipes do concelho, complementando as ofertas sociais que a instituição já disponibiliza.
O investimento total deste projecto é de € 192.167,67. O financiamento aprovado é de € 84.978,43.
Francisco Gomes

Santa Casa da Misericórdia de Loulé

Bandeira eleitoral levantada por Seruca Emídio há mais de dez anos

Edifício do Hospital de Loulé após ter sido recuperado
Inauguração actual, realizada a 8 de julho de 2011


A Câmara Municipal de Loulé num comunicado emitido cerca da inauguração do Hospital de Loulé, recordou que o Hospital da Misericórdia de Loulé – outrora designado como Hospital de Nossa Senhora dos Pobres -, é um edifício do século XVI, criado por D. Sebastião para dar resposta de retaguarda aos feridos que vinham do norte de África.

Com quase cinco séculos de história, ganhou uma importante dinâmica a partir da década de 50 do século XX com um projecto trifaseado de requalificação. Foi aqui que nasceram gerações e gerações de louletanos, o que, sem dúvida, é um cunho importante para a comunidade.

Funcionou até 1975 como Hospital da Misericórdia, passando depois para a tutela do Ministério da Saúde.

Já na década de 80, com a sua integração no Serviço Nacional de Saúde, e à semelhança do que aconteceu um pouco por todo o País, o edifício e os seus serviços foram-se degradando e, em 1992, com a construção do novo Centro de Saúde de Loulé, o Hospital encerrou portas como unidade hospitalar. Até 2003, passou apenas a albergar doentes na sua maioria idosos e em fase terminal de vida.

A requalificação desta unidade hospital "constitui, desde o primeiro momento em que o actual presidente da autarquia tomou a decisão de se candidatar à liderança da Câmara - já lá vão quase dez anos - uma das suas bandeiras eleitorais e uma luta pessoal", revela o comunicado, para de seguida acrescentar que o processo foi moroso e "nem sempre teve os apoios necessários", registando mesmo vários recuos.

Em 30 de Setembro de 2005, no quadro de despacho do Ministro da Saúde - o Hospital Distrital de Faro denunciou o Acordo de Intenções, o que retirou a sustentabilidade económica ao projecto e levou à desistência por parte dos Hospitais Privados de Portugal e à suspensão de acções que estavam já em curso. Mas a autarquia presidida por Seruca Emídio uniu esforços com a Santa Casa da Misericórdia e, após várias adversidades que foram encontradas pelo caminho, finalmente este projecto chegou ao final.

Deste modo, o Hospital que durante décadas esteve sob direcção da Santa Casa da Misericórdia de Loulé, depois de uma requalificação profunda levada a cabo nos últimos anos, abre-se a uma nova fase da sua vida, virado para a modernidade e para a qualidade dos serviços prestados à população. Numa altura em que a Saúde constituiu uma das áreas mais sensíveis e para a qual é necessário dar uma resposta urgente e eficaz para bem das populações, este Hospital fará toda a diferença.

Redacção/RS
17:15 segunda-feira, 11 julho 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo

Viana: Misericórdia recebe mais de dez toneladas de equipamento ortopédico doado pela Suécia

Viana do Castelo, 15 jul (Lusa) - A Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo vai receber, na quarta-feira, mais de 10 toneladas de equipamento ortopédico para equipar lares de idosos, material doado por uma ONG sueca, foi hoje anunciado.
Segundo explicaram os promotores da iniciativa, trata-se de material proveniente da renovação regular feita pelo governo sueco nos seus hospitais, "entregando-o para distribuição em países necessitados que o solicitem".
No caso, a Misericórdia de Viana do Castelo vai receber camas articuladas, cadeiras de rodas, muletas, andarilhos e cadeiras de relaxamento, entre outros.

DN

Santa Casa da Misericórdia de Braga

Ministério da Saúde demorou a dar resposta sobre contrato de arrendamento de antigas instalações

Misericórdia de Braga "prejudicada" com mudança de instalações de hospital

A Santa Casa da Misericórdia de Braga afirmou hoje ter tido "prejuízos" devido ao atraso da resposta do Ministério da Saúde sobre se iria ou não denunciar o contrato de arrendamento das antigas instalações do Hospital de S. Marcos.
  • 12 Julho 2011
As instalações do antigo Hospital de S. Marcos, uma área de construção de 100.295 metros quadrados pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Braga, estavam arrendadas ao Estado pelo valor de 25 mil euros.
Em conferência de imprensa, a mesa administrativa da Santa Casa Braga deu conta das "várias tentativas" efectuadas junto da Administração Regional de Saúde do Norte no sentido de "esclarecer qual a intenção do Estado em relação às instalações do antigo Hospital de Braga".
Segundo o provedor da instituição, Bernardo Reis, "embora [o Estado] tenha denunciado o contrato dentro do prazo legal", a "demora em transmitir à Santa Casa a desocupação do espaço acarretou prejuízos para a instituição".
Entre eles estão o "atraso na retoma e lançamento de projectos para dinamizar os edifícios e custos de manutenção e segurança dos equipamentos".
Bernardo Reis adiantou ainda que a Santa Casa "teve que abdicar de projectos que estavam a ser estudados em parceria com entidades privadas que obrigavam a investimentos" porque, caso os edifícios não fossem devolvidos, a instituição "ver-se-ia obrigada a vultuosas indemnizações".
Além destes prejuízos, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga assegurou "que o facto de a Santa Casa não receber desde Maio a renda dos edifícios prejudica fortemente as valências sociais da instituição", já que os 25 mil euros da renda "permitiam que os preços praticados na acção social fossem abaixo dos valores máximos permitidos pela Segurança Social".
Todavia, "os serviços sociais prestados pela Santa Casa da Misericórdia não estão em risco, pois há outros meios de financiamento aos quais a instituição tem acesso".
Bernardo Reis confirmou ainda a constituição de uma comissão estratégica para avaliar a situação das instalações, constituída por "pessoas conhecedoras da realidade de Braga", notícia que já havia sido avançada na semana passada pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado.

CM

Santa Casa da Misericórdia de Óbidos

História e Arte da Misericórdia reuniu especialistas em Óbidos
Publicado a 15 de Julho de 2011 . Na categoria: PainelSociedade . Seja o primeiro a comentar este artigo.
No âmbito das celebrações do 500 anos da Misericórdia de Óbidos decorreu, nos dias 1 e 2 de Julho, o I simpósio “História e Arte na Misericórdia”, que juntou na vila diversos especialistas nacionais.
A vertente social, mas também o valioso património artístico pertença desta instituição estiveram em destaque, como é o caso da Igreja onde o evento se realizou, que data de 1596 e foi o primeiro tempo barroco a ser construído no país.
A SIPO associa-se a estas comemorações, organizando o próximo evento, que terá lugar a 5 de Agosto na Igreja de Santa Maria.
“As misericórdias estão vivas e actuantes, vão deixar a sua marca e mostrar que são uma instituição insubstituível”. Foi desta forma que José Correia, provedor da Misericórdia de Portimão se referiu ao trabalho efectuado por estas instituições que, ao longo de vários séculos, têm garantido apoio social aos mais necessitados.
Também Manuel Ferreira da Silva, fundador do jornal Voz das Misericórdias, destacou o papel importante destas instituições ao longo dos tempos e também um pouco por todo o mundo, onde foram implantadas pelos portugueses.
Aos 93 anos recordou que foi em Óbidos que falou em público, pela primeira vez, em 1940, altura em que se realizou na vila um congresso eucarístico e ele fez a sua locução para a Rádio Renascença.
Na segunda vez que o fez, no passado dia 1, foi para falar de Óbidos enquanto Casa das Rainhas. A descoberta que mais o apaixonou, no tema, foi a de que as duas grandes monarcas que deram este nome a Óbidos foram D. Isabel e, depois, D. Leonor.
“D. Leonor foi uma grande empreendedora e empresária”, disse o orador, acrescentando que, para além desta faceta, a esposa de D. João II foi também uma grande dinamizadora das misericórdias. Dois séculos antes, também a rainha Santa Isabel tinha dedicado grande atenção ao Oeste, onde foi uma grande impulsionadora das obras missionárias.
“A rainha Santa Isabel foi a madrinha das misericórdias e a D. Leonor foi quem lhe deu razão efectiva”, concluiu o orador sobre as monarcas que passaram grande parte da sua vida em Óbidos.
Viajante, Manuel Ferreira da Silva partilhou ainda com os presentes, que encontrou memórias de misericórdias no Japão.
O segundo dia de simpósio foi centrado no papel que a União da Misericórdias tem tido ao nível da conservação e divulgação do património destas instituições. Sérgio Gorjão, actual director do Museu Grão Vasco, debruçou-se sobre alguns elementos novos encontrados na documentação da Misericórdia, que reforçam o carácter de aquisição de peças e património valioso para a Misericórdia de Óbidos.
Apesar da documentação atribuir a fundação da Santa Casa da Misericórdia de Óbidos a D. Leonor, considera-se que esta terá ocorrido já no período referente a D. Manuel. Contudo, os especialistas não deixaram de realçar o trabalho misericordioso anterior a esse período, afecto às confrarias do Espírito Santo, de São Vicente da Gafaria e do Convento de S. Domingos, valorizando o papel que a Rainha Santa Isabel (figura homenageada na edição deste ano do Mercado Medieval de Óbidos) teve na vila de Óbidos.
O provedor da Misericórdia de Óbidos, Carlos Orlando, destacou que esta instituição, além da vertente social, possui um valioso património artístico, como é o caso da Igreja da Misericórdia, que foi o primeiro tempo barroco a ser construído no pais, como já foi referido, os quadros dos séculos XVII e XVIII que se encontram em exposição permanente no Museu Municipal, e as cerimónias da Semana Santa, que são dos mais antigos cartazes turísticos do país.
“A Misericórdia de Óbidos tem um papel de relevo, no âmbito das 400 existentes no país, pela sensibilidade que demonstra em inovar e reflectir sobre as problemáticas do património”, referiu.
O I Simpósio História e Arte na Misericórdia foi organizado pela Santa Casa da Misericórdia de Óbidos, com o apoio da União das Misericórdias Portuguesas e autarquia de Óbidos. Também a SIPO se junta às comemorações, organizando um concerto na Igreja de Santa Maria, a 5 de Agosto.
A mesa administrativa tem ainda por objectivo publicar um livro do património histórico e artístico da Misericórdia de Óbidos.
Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com