sexta-feira, 30 de julho de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha de Ródão

Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha de Ródão faz 80 anos

Lar ampliado e serviços melhorados
29 de Julh de 2010 às 12:36hA Santa Casa de Misericórdia de Vila Velha de Ródão está a promover um investimento de aproximadamente um milhão de euros para a ampliação do seu espaço e melhoramento dos serviços prestados pelos seus lares.

Este projecto vai criar 14 novos quartos, para responder às necessidades específicas dos seus utentes e ao volume de solicitações de internamento que lhe são solicitadas pelo seu público-alvo e que a Santa Casa procura reforçar, com um significativo aumento também na qualidade.

A instituição está a ampliar as suas instalações e a melhorar as condições de acolhimento, mas está também a recrutar novos colaboradores para o seu quadro de pessoal, preferencialmente jovens, aos quais se procura, através da formação contínua, adequar aos novos desafios que se colocam à instituição que cumpre, este ano, 80 anos. Para a concretização deste objectivo, a Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha de Ródão apresentou uma candidatura ao Programa Operacional do Potencial Humano (POPH), relativamente à segunda fase do projecto, ou seja, a da aquisição de equipamento e mobiliário que se pretende mais moderno e que dê uma resposta mais efectiva às necessidades específicas dos seus utentes.

Luís Pereira, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha de Ródão, explica que “esta é uma obra importante para o concelho e para os seus habitantes. A Santa Casa é uma instituição de referência e está a fazer um esforço significativo para melhorar as suas condições e para corresponder às necessidades e às exigências que a população merece e que os novos desafios do apoio social impõem”.

Além dos quartos, dos espaços de lazer e de reabilitação, as obras em curso visam igualmente uma aposta na gestão racional dos recursos energéticos, uma parte substancial no conjunto dos custos da instituição. As energias renováveis, nomeadamente o solar térmico, vão permitir dotar os edifícios da Santa Casa com um novo sistema para aquecimento de águas e para a climatização dos lares.

A instituição está ainda empenhada na criação de um ginásio e sala de reabilitação que possibilite a realização de sessões de fisioterapia, dirigidas aos utentes, mas também ao público em geral, “que tem sugerido e solicitado a disponibilização deste serviço”.

O reforço do serviço prestado aos utentes, segundo Luís Pereira, “implicou também a contratação de uma enfermeira e de uma animadora sociocultural, para melhorar o acompanhamento dos utentes ao nível dos cuidados de saúde, mas também do reforço das actividades de terapia ocupacional”.

Está igualmente em curso um plano de renovação da frota automóvel, no sentido de reforçar e melhorar o serviço de apoio domiciliário, para o qual, a Santa Casa conta também com o apoio e parceria das juntas de freguesia de Vila Velha de Ródão, Perais e Sarnadas de Ródão.

Quanto aos Centros de Dia de Perais, Vila Velha de Ródão e Sarnadas de Ródão, Luís Pereira explica que “como há poucos utentes, estes geravam prejuízos de exploração consideráveis. Assim, foram estabelecidos protocolos com as respectivas juntas de freguesia, no sentido de manter aquelas unidades abertas desenvolvendo-se para isso um trabalho de sensibilização junto dos potenciais utentes no intuito de os levar a aderir a este serviço”.

O provedor realça ainda o papel que os colaboradores da instituição têm tido para ajudar a concretizar estes desafios e este esforço financeiro.

Reconquista

Santa Casa da Misericórdia de Penafiel

por: Roberto Bessa Moreira
Candidato reuniu cerca de 30 apoiantes em jantar
Rodrigo Lopes na lista de Júlio Mesquita para a Santa Casa da Misericórdia de Penafiel

Rodrigo Lopes fará parte da lista a apresentar por Júlio Mesquita nas eleições para a Santa Casa da Misericórdia de Penafiel. O ex-vereador da Câmara Municipal de Penafiel foi apresentado no jantar que decorreu na sexta-feira da semana passada e que reuniu cerca de 30 apoiantes do actual presidente dos Bombeiros Voluntários penafidelenses.

"Primeiro o Utente" é o slogan

Rodrigo Lopes junta-se, assim, a Júlio Mesquita e a João Luís Barros, que o VERDADEIRO OLHAR já tinha anunciado como candidato à Mesa da Assembleia-Geral, os outros nomes que personificavam, para já, o projecto que visa assumir a liderança da Santa Casa da Misericórdia de Penafiel.



O ex-detentor do pelouro da Educação da autarquia penafidelense será candidato à presidência do Definitório, o equivalente ao conselho fiscal. Para Júlio Mesquita, Rodrigo Lopes é um "garante de competência e honestidade" do projecto que pretende implementar na instituição mais antiga do concelho.

No jantar, Júlio Mesquita revelou ainda o lema da sua campanha. "Primeiro o Utente" será o slogan que esta lista utilizará para convencer os irmãos.
O candidato deixou ainda algumas linhas daquele que será o seu programa eleitoral, prometendo, desde já, assentar a sua gestão em valores como a "verdade, seriedade e transparência".

"Irá ser dada uma atenção especial a todas as valências da infância, à procura de melhor qualidade de vida nos lares e, não menos importante, uma maior atenção ao apoio domiciliário, alargando as suas vertentes, nomeadamente no que diz respeito aos tratamentos paliativos", disse.

O apoio social temporário a crianças desfavorecidas e vítimas de maus-tratos será outra das apostas de Júlio Mesquita e da sua equipa.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Valpaços

Valpaços

Misericórdia comprou quota da Lusipaços mas ainda não a registou
A Santa Casa da Misericórdia comprou a quota (33,3 por cento) de um sócio da Lusipaços, empresa detida pelo grupo espanhol Cosaga, que gere o Hospital de Valpaços. No entanto, apesar do negócio se ter concretizado em Fevereiro, ao início desta semana, a Misericórdia ainda não tinha registado em seu nome a participação adquirida por 5.500 euros.

A Santa Casa da Misericórdia de Valpaços deixou de ser apenas a proprietária das instalações do Hospital de Valpaços, pelas quais recebia uma renda de 6 mil euros mensais, e a entidade que mantém o protocolo com Ministério da Saúde que permite que a unidade de saúde em causa preste assistência aos doentes do Sistema Na-cional de Saúde. De acordo com documentos a que o Semanário TRANSMONTANO teve acesso, no passado mês de Fevereiro, a Misericórdia comprou um terço da sociedade que gere o hospital, a Lusipaços, detida pelo grupo espanhol Cosaga, e com quem a Santa Casa mantém há vários anos um relacionamento conflituoso. Ao que o ST conseguiu apurar, terá sido, aliás, a entrada da Misericórdia na Lusipaços que precipitou a saída Luís Fraga, o administrador da empresa desde a criação, em 1999, do hospital.

A cedência da quota foi feita através do próprio vice-provedor da Misericórdia, o advogado António Telmo Moreira, a quem um dos três sócios da Lusipaços, Dário Martinez (cliente de António Telmo) passou uma procuração irrevogável para gerir a quota e que apontava já para a possibilidade da sua venda à Misericórdia. No entanto, de acordo com o recibo de quitação da transmissão da quota, o negócio com a Santa Casa efectivou-se mesmo, tendo a instituição pago ao sócio da Lusipaços Dario Martinez 5 mil e 500 euros. Aliás, o Semanário TRANSMONTANO sabe que o provedor da Misericórdia, Eugénio Morais, chegou a assumir durante algum tempo comando do hospital, já na condição de sócio. No entanto, dias depois, acabou por abandonar a pasta em rota de colisão com o sócio da Lusipaços, que há algum tempo a esta parte estará a gerir a unidade, José Inácio.

A deriva administrativa chegou inclusivamente a fazer-se sentir junto dos funcionários. O director clínico, Afonso Videira, admitiu mesmo que a situação trazia os médicos “apreensivos”.

Curiosamente, a Santa Casa ainda não registou em seu nome a quota. Até à passada terça-feira, a quota continuava em no-me de Dario Martinez. E ao que foi possível apurar, quem estará a “administrar” a quota paga pela Misericórdia será o advogado António Telmo Moreira.

Confrontado pelo Semanário TRANSMONTANO, o vice-provedor da Misericórdia escusou-se, no entanto, a falar do assunto. “Nem confirmo, nem desminto nada”, disse apenas António Telmo Moreira, acrescentando que está com as funções de vice-provedor suspensas, embora sem explicar a razão. Apesar de várias tentativas, o ST também não consegui chegar à fala com o sócio gerente da Lusipaços, José Inácio, que actualmente está a administrar a unidade.

Por: Margarida Luzio

Semanário Transmontano

Santa Casa da Misericórdia de Amarante

Durante excursão no Minho

Amarante: Idoso desaparecido há uma semana
Álvaro Moura, um idoso de 77 anos, residente em Amarante, está desaparecido há uma semana, após ter participado numa excursão da Santa Casa da Misericórdia à região do Minho.

28 Julho 2010

José Manuel Moura, filho do desaparecido, disse que o idoso, que sofria de Alzheimer em fase inicial, “nunca se tinha perdido. Ainda falava com toda a gente e andava bem pelo seu próprio pé. Além disso, trazia no exterior do casaco um cartão com a sua identificação”.

Os familiares colocaram anúncios nos jornais da região de Braga mas, até hoje, não receberam qualquer contacto.

CM

Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura

Vá ao Festival Paredes de Coura e deixe os filhos na creche quarta-feira, 28 de Julho de 2010 0:30

O Festival de Paredes de Coura oferece, a partir de hoje, quarta-feira, serviço de babysitting para os pais que desejem assistir aos concertos, como já aconteceu na edição do ano passado.

Durante os quatro dias de festival, a Creche e Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Paredes de Coura recebe, das 19 às 3.30 horas da manhã, as crianças com idades compreendidas entre os três meses e os seis anos, num espaço pensado de raiz para os mais novos, longe dos decibéis do recinto, mas suficientemente perto para que os pais possam desfrutar dos concertos.

“Depois da hora normal de encerramento, voltamos a abrir as portas para receber as crianças”, explicou Cláudia Soares, directora pedagógica da creche. No estabelecimento, educadoras e auxiliares asseguram várias actividades pedagógicas e lúdicas para as crianças, a refeição e um sítio calmo para dormirem quando o soninho chegar.

“Funciona muito bem”, garante Cláudia Soares. “As crianças portam-se sempre muito bem e cumprem as normas muito direitinhas”, conta, atribuindo o bom comportamento dos meninos ao facto de não estarem familiarizadas com o espaço e com as educadoras. Como não conhecem, não abusam.

“No ano passado, houve uma menina de dois anos que não queria ir embora”, recorda Cláudia Soares.

João Carvalho, da organização do Festival de Paredes de Coura, contou ao “Em letra miúda” qual a inspiração para a criação do serviço de babysiting: um encontro com um casal, fã do festival da praia fluvial do Tabuão. “Disseram-me que não vinham a Paredes de Coura há dois anos, porque tinham sido pais e não podiam vir”, contou.

Assim nasceu o serviço de babysitting do Festival de Paredes de Coura. Custa cinco euros por dia e as crianças até aos 10 anos não pagam entrada no festival.

JN

Santa Casa da Misericórdia da Golegã

Fotografia abriu ciclo de mini cursos promovido pela Academia Sénior da Santa Casa da Misericórdia
Avós e netos juntos em cursos de Verão na Golegã

Até 27 de Agosto, estão ao dispor mais mini cursos que vão desde Internet aos bordados, com a duração de uma semana cada.

Em volta da mesa, os envelopes com as imagens registadas com máquinas de rolo, ainda em papel fotográfico, foram sendo abertos com curiosidade pelos nove alunos do primeiro mini curso de fotografia para Avós e Netos, promovido pela Academia Sénior da Santa Casa da Misericórdia da Golegã. As duas crianças e sete adultos revelavam um entusiasmo semelhante. Para trás ficou uma semana dedicada à fotografia, em que saíram para a rua e procuraram entender conceitos estranhos como “enquadramento” ou “sombras”. Nem todos afirmam ter aprendido alguma coisa com a experiência, que os motivou sobretudo pelo convívio.

Mesmo na última aula da semana, sexta-feira, 23 de Julho, a formadora, Teresa Trancas, não perdeu a vontade de motivar os alunos. Esta semana do mini curso de fotografia, refere, “não foi mais que uma chamada de atenção” a este mundo, “uma forma de aumentar o poder de observação”, “para se ver melhor” o que nos rodeia. E a “fotografia é mais bonita se tiver o nosso coração, a nossa inteligência, o nosso olhar”.

Para esta amante da imagem, a fotografia é uma “arte maior”, que dá a hipótese de “cristalizar o momento”. “Muitas vezes somos atraiçoados pela memória e a fotografia dá vida” a esses instantes esquecidos.

Nem todos partilham deste entusiasmo, mas Joaquim Fialho, 87 anos, natural da Golegã, recorda de imediato os tempos de tropa, em Timor, de 1945/46. “Tenho uma pena fantástica de não ter fotografias” dessa época, em que exibia um “bigode retorcido”, lembra. A memória faz levantar o riso na sala.

“Nunca pensei que a fotografia tivesse tanto segredo”, comenta. Resolveu frequentar este mini curso de Verão apenas pelo entretenimento, uma forma “de passar a vida e esquecer outras coisas”. “Isto são coisas que aparecem sem a gente esperar”, comenta, referindo que não sabe se vai ou não comprar uma máquina fotográfica. Do rolo de 27 fotografias que gastou, nem todas o decepcionaram. “Para primeira vez, não estou descontente”.

Já Maria Adília Oliveira, frequentadora assídua da Academia Sénior, refere que estes cursos servem sobretudo para se entreter. A semana em fotografia “se calhar não deu para aprender muito”, mas conseguiu entender pequenas coisas que fazem diferença quando se utiliza uma máquina fotográfica. “Agora quando tiro fotografias já procuro ter mais atenção às sombras”, refere.

Saber captar imagens e observar com outros olhos o mundo que nos rodeia tem um significado diferente para alguns dos alunos. Anália Duarte, 74 anos, natural do Alentejo, comenta, sem entrar em pormenores, que viveu “50 anos fechada numa gaiola” e quando conseguiu sair descobriu a fotografia. “Se fosse mais nova era a profissão a que me dedicava”, refere.

Já Luís Filipe, 10 anos, foi uma das duas crianças que apareceram no último dia do curso. Nenhum dos dois veio com os avós, mas a relação com os mais velhos foi agradável. Porém, o jovem comenta não ter aprendido nada de especial. “Aprendi que as fotografias não se devem tirar de qualquer maneira”, refere.

Até 27 de Agosto, a Academia Sénior da Santa Casa da Misericórdia da Golegã tem ao dispor mais mini cursos de Verão, que vão desde Internet aos bordados. Com a duração de uma semana cada, têm a possibilidade de integrar também os mais novos. Até ao momento, cada mini curso conta com cerca de 15 inscritos.

Este é o segundo ano em que se realiza esta iniciativa. Segundo Fernanda Oliveira, directora técnica da Academia, a instituição movimenta ao longo do ano entre 60 a 70 pessoas nos vários módulos. De momento encontra-se a ser estruturado o próximo ano lectivo. Durante o Verão, os seniores poderão ainda contar com os habituais pequenos-almoços, tardes dinâmicas e viagens.

O Mirante

Santa Casa da Misericórdia de Foz Côa

Diz ex-autarca António Gouveia

Museu do Côa: legislativas de 1995 forçaram suspensão da barragem
29.07.2010 - 12:30 Por Lusa

O autarca que liderava a Câmara de Vila Nova de Foz Côa quando as gravuras rupestres foram descobertas reconheceu hoje que a decisão de suspender a barragem foi precipitada pelas eleições legislativas de 1995.
O ex-autarca António Gouveia (PSD) considera que “se não fosse o movimento político de eleições nacionais” que ocorreu na altura, o assunto teria sido discutido “com calma e serenidade”.

Lembrou que aconteceu em Foz Côa “uma revolução política”, que foi desencadeada entre Maio e Junho de 1995, quando estavam em causa as eleições legislativas, disputadas por António Guterres (PS) e Fernando Nogueira (PSD), assumindo que foi por essa razão que a luta pela preservação das gravuras “se aguçou”.

Referiu que, num outro contexto, teria sido possível “a compatibilização entre a construção da barragem e a preservação das gravuras” e ainda a construção do Museu do Côa e de um Parque Temático, como também era apontado na altura.

Caso tivesse vingado a construção da barragem e a preservação das gravuras, António Gouveia reconhece que a situação económica e social do concelho seria outra.

“Ai sim, acreditava que passado este tempo todo, hoje, não estaríamos com uma fase de regressão de crescimento económico e de sangria da população, mas estávamos com uma fase de crescimento e como pólo de desenvolvimento para todo o interior”, disse.

Para o antigo presidente de Câmara a complementaridade entre gravuras e barragem “era fundamental”, recordando que com a construção daquela obra seria criada uma albufeira de 17 quilómetros “que podia ser um potencial de reserva de água doce”.

Gouveia, que actualmente desempenha as funções de provedor da Santa Casa da Misericórdia local, recorda que naquela época o seu desejo enquanto autarca era que o concelho e a região tivessem “uma oportunidade de desenvolvimento e de crescimento sustentado, com base em potencialidades energéticas [barragem] e também na valorização do património [gravuras]”. “A minha posição foi de acumulação de dois prémios, que designei por jackpot”, lembrou.

Disse que na altura “estava convicto de que era possível compatibilizar os dois projectos, preservando as gravuras rupestres e, ao mesmo tempo, valorizando esta região com o armazenamento de água e com a produção de energia”.

Em relação ao atraso na construção do museu, António Gouveia diz que “vale mais tarde do que nunca”.

Considera tratar-se de “um pólo de desenvolvimento fundamental” para a região mas reconhece que “não é suficiente”.

“Penso que terão que associar outro grande investimento, que é o Parque Temático”, defendeu.

O Museu do Côa abre as portas 15 anos depois da polémica que suspendeu a construção da barragem devido aos protestos de ambientalistas e de especialistas em arte rupestre.

Público