quinta-feira, 4 de março de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Carregal do Sal

José Manuel Flórido foi reeleito provedor da Santa Casa da Misericórdia de Carregal do Sal
5 Janeiro 2010
Em acto ocorrido nas instalações do Lar de Idosos e sede da instituição, tomaram posse ontem, 4 de Janeiro, os novos corpos dirigentes da Santa Casa da Misericórdia de Carregal do Sal, eleitos no passado dia 31 de Dezembro.
Foi a primeira cerimónia oficial com lugar no melhorado salão de convívio do lar e sede da própria instituição, agora um amplo, bonito e funcional espaço, com área de 107m2, graças às obras de ampliação recentemente levadas a efeito, que também beneficiaram o piso superior de residencial com a dotação de mais quatro quartos.
Contrastando nitidamente com a presença de grande número de irmãos (associados) por ocasião de igual acto de há três anos atrás, desta vez apenas marcaram presença o presidente cessante da Mesa da Assembleia, os vinte e dois novos eleitos e algumas funcionárias da instituição.
Sem qualquer formalismo introdutório, o presidente cessante da Mesa da Assembleia, José Alberto Craveiro, procedeu de imediato ao acto de posse, fazendo primeiro a chamada dos membros da Mesa da Assembleia (Assembleia Geral) e depois dos membros da Mesa Administrativa (Direcção) e do Definitório (Conselho Fiscal). Concluída a tomada de posse, desejou felicidades à Santa Casa e retirou-se imediatamente do salão.
Único eleito com cargo directamente designado, o novo presidente da Mesa da Assembleia, António Manuel Freitas, usou da palavra para mencionar as três condições que impunha, à partida, para desempenhar o cargo. Na primeira, exigiu da Mesa Administrativa a maior transparência; na segunda, impôs que as reuniões da Assembleia englobem todos os irmãos e a Mesa Administrativa “lhes diga o que se faz e o que se vai fazer”; e, na terceira, recomendou que os irmãos apresentem nas reuniões da Assembleia o que têm a dizer. “É aqui que se põem os problemas, espero que não volte a suceder o que aconteceu ultimamente”, reforçou. Terminou com o desejo de que daqui a três anos se faça “uma transição mais ordeira” na substituição dos corpos dirigentes.
Provedor cessante e cabeça de lista para a nova Mesa Administrativa, José Manuel Flórido, ao usar também da palavra, referiu que os últimos três anos não foram nada fáceis e apresentou a ampliação das instalações da sede como uma das obras mais importantes que a Direcção cessante realizou. Descontente com o ambiente gerado à volta das últimas eleições, lamentou: “O que se passou nestas eleições não tem nada a ver com a Santa Casa, a Santa Casa rege-se por princípios que nada têm a ver com a política, e peço desculpa em dizer isto, mas aquilo que se passou teve mais a ver com política, além de que houve outros interesses por trás”. Falando depois do trabalho desenvolvido e a desenvolver, continuou: “Temos feito obra e este salão é prova disso, assim como o Centro de Dia que abrimos em Currelos, mas queremos concretizar ainda grandes planos, esperem para ver o que vamos fazer nestes três anos”. Sobre aquele Centro de Dia, afirmou: “Infelizmente, não está a correr bem, precisávamos de mais gente”. Lamentou ainda o facto do projecto de construção da Unidade de Cuidados Continuados não ter sido aprovado, adiantando: “Vamos contestar; caso não se consiga, iremos requerer outros projectos”.
Aos comentários na praça pública da “gestão apertada” nestes três últimos anos por parte da Direcção, contrapôs aquele dirigente: “O que se fala lá fora é dor de cotovelo, nada mais que isso; a Santa Casa não é uma fábrica e quem está cá para trabalhar merece um ordenado digno, temos pessoas dedicadas, bons funcionários, pagamos acima da lei, e todos os que para aqui vêm têm de ser assim; por vezes saem coisas lá para fora que não deviam e depois passam uma imagem que não é a realidade; o trabalhador tem que vir para aqui de cabeça limpa e deixar os problemas de casa lá fora, os idosos exigem um tratamento de qualidade”. José Manuel Flórido admitiu que nem tudo terá corrido bem. “Todos nós aprendemos todos os dias, afirmou a esse respeito, finalizando a sua intervenção.
Seguiu-se a eleição no novo provedor por parte dos dez membros da Mesa Administrativa. Por unanimidade, José Manuel Flórido foi reeleito nessas funções, o que foi saudado com uma salva de palmas. A seu convite e por oferta sua, “não da Santa Casa”, como acautelou, todos partilharam, no refeitório, de uma confraternização com bolo-rei e champanhe.
A atribuição dos restantes cargos em cada órgão dirigente será feita por eleição, entre os respectivos membros, numa próxima reunião com essa finalidade.

Farol da Nossa Terra

Santa Casa da Misericórdia de Santarém

Mário Rebelo eleito Provedor da Misericórdia de Santarém

Escrito por Administrator
Sexta, 20 Novembro 2009 03:21

Mário Augusto Henriques Rebelo foi eleito para o cargo de provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, na passada sexta-feira. Ao acto eleitoral concorreu uma lista única, cujos elementos irão tomar posse na primeira quinzena de Janeiro.

Garcia Correia, actual provedor, não quis recandidatar-se, depois de três mandatos consecutivos à frente da instituição.

"Já são nove anos. É tempo de passar a responsabilidade a outros", disse ao Correio do Ribatejo. "Foram anos de muita responsabilidade e, também, de algumas injustiças", adiantou.

Os últimos anos de mandato de Garcia Correia foram algo atribulados, não obstante os projectos concretizados ou em curso. Recorde-se, entre outros casos, que o provedor chegou mesmo a apresentar a sua demissão, em Março de 2007, reagindo às críticas de alguns irmãos da Santa Casa, que discordaram da sua proposta de venda de património devoluto da instituição. Porém, na sequência de uma vaga de apoio à sua pessoa, por um grupo de cidadãos do concelho, entre os quais o bispo de Santarém, D. Manuel Pelino Domingues, e o presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores, Garcia Correia acedeu a recandidatar-se, em Junho do mesmo ano, tendo sido reeleito com uma ampla votação.

Correio do Ribatejo

Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede

O provedor da Misericórdia que “sabe consertar” o tempo
Janeiro 22, 2010 in Gentes de Ouro

Rui Rato, 42 anos, é o mais novo provedor da Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede, facto que não o intimida e só lhe dá a vantagem do tempo para concretizar todas as obras que ambiciona para a instituição. O médico dentista gosta da minúcia das coisas e talvez por isso tenha aprendido, ainda antes da Faculdade de Medicina Dentária, a arte da relojoaria na Casa Pia, onde o famoso mestre Américo foi um dos professores.

Não deixa de ser surpreendente e pouco provável a revelação de Rui Rato ao AuriNegra enquanto conta o percurso de uma vida que, ainda jovem, já passou pelo associativismo, pela ligação a muitas instituições e artes e mais recentemente pela Santa Casa da Misericórdia.

O que a maior parte das pessoas não sabe é que o médico dentista, que trocou Medicina por Dentária ao fim de um ano de faculdade, desmonta despertadores como ninguém e chegou mesmo a fazer cursos de relojoaria na Casa Pia, com o conhecido Mestre Américo.

O mais novo de quatro irmãos e filho de mestre relojoeiro foi o único que se interessou, até determinada altura da vida, pela arte do pai. “Tenho uma característica muito minha, a de não conseguir estar parado, estou sempre a fazer alguma coisa, quer seja na área profissional quer seja na social”. Usa até a velha máxima de que “quem correr por gosto não cansa” e assume total responsabilidade “por todas as coisas que faço e as funções que assumo”, referindo-se concretamente ao recente cargo para que foi eleito, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede.

Assume que tem um espírito agitado, mas quem o conhece sabe que “nunca deixo uma função ou uma decisão para trás”.

Quanto aos relógios, com os quais conviveu desde muito novo, herdou o gosto do pai e admite que ainda hoje, se lhe derem um despertador para as mãos o desmonta em três tempos, isto apesar de considerar que é difícil “mexer” com memó-rias que trazem saudades do pai.

“O meu pai trabalhava muito, já faleceu há 13 anos mas recordo-o como um homem muito honesto e muito dado aos outros. Era um artista e ainda chegou a ter 14 ou 15 pessoas a trabalhar com ele na oficina em Cantanhede, numa altura em que a relojoaria tinha uma grande importância nesta região”.

Nas férias, e ao longo da adolescência, fez vários cursos de relojoaria na Casa Pia, onde também teve como professor o mestre Américo. Embora nunca tenha sido interno, gostou da experiência e tem a certeza que foi decisiva para seguir o curso de Medicina Dentária.

“Gosto de trabalhar com coisas pequenas, com minúcia e essa experiência na adolescência acho que foi fundamental para a decisão de ter mudado de curso para Dentária. Também tinha pensado em oftalmologia.Por isso, está a ver, há com certeza uma relação com essa experiência anterior, esse pormenor das coisas”, admite.

Mas a vida dá muitas voltas e nessa altura, o jovem Rui Rato teria, nos desejos do pai, outro caminho a percorrer. “O meu pai tinha outra intenção para mim, sempre gostou que eu fosse um dia engenheiro electrotécnico, porque nessa altura o ‘quartzo’ estava a entrar em Portugal e ele sempre achou que eu ia seguir essa linha. Quando eu lhe disse que ia para Medicina talvez tenha ficado um bocadinho desiludido mas, como qualquer pai, apoiou a minha decisão”, recorda.

Apesar dos anos que já passaram, Rui Rato fala do pai com um orgulho nítido, caracterizando-o como um homem “que sempre fez muito pela vida, nunca foi uma pessoa que criasse dependências e sempre nos transmitiu isso, a mim e aos meus irmãos”, adianta.

Apesar de dois dos irmãos terem ficado ligados ao comércio da relojoaria, nenhum aprendeu esta arte, o terceiro é economista e Rui Rato foi o único que aprendeu e que sempre manteve o gosto pela re-lojoaria.

O médico recorda-se exactamente como começou a mon-tar despertadores e como numa tarde “desmontou” também o marketing que o pai já fazia junto dos clientes. “Comecei com uns kits de plástico, lembro-me que tinha uns sete ou oito anos, e o meu pai tinha umas imitações que vinham da Suíça e que era suposto o ele dar de brinde aos clientes. Numa tarde montei aquilo tudo e por um lado o meu pai até ficou aborrecido, porque tinha trazido aqueles kits para fazer uma espécie de marketing e eu derreti-lhe essa intenção”, conta.

Já mais tarde, por volta dos 12 anos, começou a desmontar despertadores verdadeiros e a limpar as peças, um trabalho que exigia a tal minúcia que guardou ao longo da vida e que, garante, ainda hoje mantém. “O meu pai, de certa forma, formou-me na parte profissional e também na social, já que, apesar de não ser conhecido, era bastante bondoso, fez parte das Conferências de S. Vicente de Paulo e da Misericórdia e gostava de ajudar os outros. Recordo-me que tínhamos domingos em que não conseguíamos almoçar em família porque havia constantemente pessoas a solicitar o meu pai para um sem número de coisas e essas coisas também foram assimiladas por nós. A nossa casa estava sempre aberta para a solidariedade”, conta ao AuriNegra o médico dentista, que não esquece a mãe ao acrescentar que “também ela, naturalmente, tinha esse espírito e acompanhava o meu pai nesse sentimento”.

Sem ambições políticas

A recente eleição para provedor da Misericórdia, como faz questão de referir, é um reflexo dessa educação virada para os outros, para o lado social da vida. Na instituição está já há sete anos, sendo que a eleição pelos irmãos para provedor, “foi uma sequência normal do trabalho desenvolvido”.

“O trajecto normal da Misericórdia, diz a tradição, é feito com fins políticos ou outros. Mas eu não tenho essas ambições, a minha preocupação é gerir bem a Misericórdia, mantê-la bem financeiramente, o que é muito difícil. Temos 400 utentes, entre crianças e idosos, e temos que ter uma preocupação também com as pessoas que lá trabalham, que têm uma determina, expectativa em relação à instituição”.

Com uma vida profissional muito ocupada, Rui Rato acha que o cargo de provedor chegou cedo, mas ainda assim não o negou e assume com orgulho o trabalho que tem pela frente.

“Trabalho em três sítios diferentes, sempre como médico dentista, e esse aspecto profissional deixa-me sem tempo, mas essa falta de tempo não implica que eu não possa estar presente nas outras coisas da minha vida. Há uma característica minha que considero muito importante, a lealdade para com as pessoas e as pessoas que fazem parte da Misericórdia fazem parte desse círculo em quem confio e neste momento a Misericórdia está a ser gerida por um profissional no qual confio, o que me traz a confiança necessária para poder fazer outras coisas e ter tempo para fazer algumas coisas”.

Considera o lugar de provedor de exigente “porque estamos a falar de uma grande instituição, mas há um grupo de trabalho que já sabe como as coisas funcionam e está bem coordenado para que tudo seja facilitado”, admite.

Nascido em Coimbra “por acaso”, mas sempre ligado a Cantanhede, Rui Rato tem raí-zes na região da Gândara que não nega, muito pelo contrário, gosta da terra e da ligação às pessoas.

“A minha vida foi sempre em Cantanhede, apesar de ter nascido em Coimbra, mas isso foi só um pormenor. O meu pai é de S. Caetano, a minha mãe de Vilamar e as minhas raízes estão aqui à volta e todo o meu percurso de vida se centra aqui”, conta.

Quanto à ligação à acção social e ao associativismo, é algo que lhe está “na massa do sangue” e diz já não conseguir viver sem essa componente.

“Estive sempre, desde a faculdade, ligado a diversos movimentos associativos, fiz parte da associação de estudantes e sempre tive o espírito associativo. Agora esta parte mais social, na Santa Casa, surge de um convite do provedor anterior, Dr. Diamantino Miguéis, até porque o meu pai tinha feito parte das direcções dele ainda antes do 25 de Abril e fez parte das várias direcções. E foi nessa lógica que surgiu a oportunidade de fazer parte das várias mesas, isto há sete anos. E garanto-lhe que entrei exclusivamente com esse propósito, fazer parte da direcção, tomar conhecimento da casa, que como sabe é muito grande”.

Na altura fez um mandato como vice-provedor e no final do mandato de Jorge Pereira foi a sucessão natural, até “porque havia que dar continuidade ao trabalho feito, às candidaturas que estávamos a elaborar para os cuidados continuados, para a creche e para a central fotovoltaica, entre outros”. Como havia que avançar com os projectos, “uma mudança radical iria com toda a certeza criar alguns problemas e a minha decisão de aceitar foi nesse sentido”, admite.

O Aurinegra

Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas

Victor Biscaia eleito Provedor da Misericórdia
11 de Dezembro de 2009

Na sexta-feira, dia 4, decorreu o acto eleitoral que ditou a eleição de Victor Manuel Cravo Biscaia para Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas. Tem 47 anos, é economista e administrador da “Districentro”, empresa sediada em Torres Novas.

Victor Biscaia já era Irmão da Misericórdia e foi com surpresa que recebeu o convite endereçado pelo Pe. Carlos Ramos e pelo Presidente do Definitório da Misericórdia, o Sr. Josué Patornilho. O Provedor cessante, Carlos Faria, não se recandidatou ao cargo por razões de saúde, obrigando a Misericórdia a encontrar outra pessoa que assumisse o cargo de Provedor.

O recém-eleito Provedor, em declarações a “O Almonda”, deu conta de sentir que herdou «uma grande responsabilidade», dizendo que tem noção do peso da instituição em Torres Novas, ainda mais, sublinhou, numa altura em que a crise económica e financeira que vivemos, na sua opinião, a maior desde os anos 30, tem por força dos reflexos sociais da mesma, repercussões directas sobre Instituições com o cariz da Santa Casa da Misericórdia.

Victor Biscaia disse a “O Almonda” que assume o cargo com o «espírito de missão». Em termos de Actividade Estratégica, escusou-se a entrar em pormenor, por pretender fazê-lo em primeira mão com os seus pares da Mesa Administrativa, referindo todavia, que existe um Plano de Actividades e uma Conta de Exploração Previsional para 2010 herdados da anterior gestão e aprovados em Assembleia do Definitório a 27 de Novembro passado, que deverão, tanto quanto possível, serem cumpridos. Em simultâneo, deverá ser necessário tomar conhecimento dos dossiers existentes e inteirar-se de toda a organização . Assim, para este primeiro ano, “a Gestão por Prioridades” ao mesmo tempo que promete «o maior rigor possível» poderá ser uma alternativa necessária à “Gestão por Objectivos” que defende, enquanto método de trabalho.

O Almonda

Santa Casa da Misericórdia de Ovar

04 de Março de 2010

100 anos da Santa Casa Misericórdia - 100 anos de êxitos ao serviço dos vareiros

Bárbara Silva

Continuando o seu ‘rol’ de celebrações do centenário da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, decorreu, no passado sábado à tarde, nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, a apresentação da publicação da síntese histórica da Misericórdia, elaborada por José Evaristo da Silva Pinto, bem como o lançamento do livro, de Alberto Sousa Lamy, "História da Misericórdia".
Numa tarde onde São Pedro não interferiu, o ambiente vivido, na Santa Casa da Misericórdia de Ovar, era de alegria e companheirismo. Iniciada as cerimónias com um momento musical, a cargo do Orfeão de Ovar, os festejos da Santa Casa da Misericórdia de Ovar principiaram com um momento onde a inovação e a tecnologia estiveram de mãos dadas, com lançamento do site da Misericórdia de Ovar.
Apresentado por Eduardo Pereira, administrador da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, este site representa "um sinal de actualidade", como refere o administrador da instituição aniversariante, e "uma nova forma de comunicação".
Para Eduardo Pereira, "é chegada a hora de estabelecermos esta forma de comunicação", caracterizando-o como "um processo evolutivo".
"Esta página espelha o que a Misericórdia faz", afirmou o administrador da instituição.
O site da Santa Casa da Misericórdia de Ovar está ao dispor de todos através do endereço www.misericordia-deovar.pt e lá poderá conhecer todas as valências da Santa Casa, bem como aceder a uma galeria de fotos e algumas curiosidades acerca desta instituição centenária.


"MEMBROS E CORPOS SOCIAIS DA MISERICÓRDIA"
Após o lançamento do site oficial da Santa Casa da Misericórdia, foi a vez de Manuel Oliveira Dias, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, apresentar o obra de síntese histórica "Membros e Corpos Sociais da Misericórdia" (1910-2010), da autoria de José Evaristo da Silva Pinto.
O provedor iniciou a sua intervenção fazendo uma breve alusão ao autor da obra. Segundo Manuel Oliveira Dias, José Evaristo da Silva Pinto, reuniu "um elenco de todos aqueles que, ao longo destes 100 anos, pertenceram aos corpos sociais e diversos órgãos" da Santa Casa da Misericórdia. Assim sendo, através da obra deste membro da instituição aniversariante, "fica o registo não só como base de estudo, mas até como base para percebermos a dinâmica própria da Santa Casa", como refere o provedor da Misericórdia de Ovar. Registo esse, "rigoroso e pormenorizado", como atesta.
Para terminar a sua intervenção e dar voz ao autor, Manuel Oliveira Dias concluiu dizendo que esta publicação "é um contributo interessante para estes 100 anos e para a história da Misericórdia".
Por sua vez, o autor da obra "Membros e Corpos Sociais da Misericórdia", na sua intervenção relatou como tudo começou: "tudo começou quando, em 1984, a Santa Casa da Misericórdia edita o livro de Alberto Sousa Lamy ‘História da Santa Casa da Misericórdia de Ovar’", recorda acrescentando que "daí surgiu a ideia de saber mais sobre a vida da instituição".
Neste sentido, o autor decidiu, como afirmou, "elaborar um trabalho/estudo dos Corpos Sociais que geriram a instituição", finalizou.
Uma intervenção curta, mas esclarecedora.

PraçaPública on line

quarta-feira, 3 de março de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Idanha-a-Nova

Estruturas pretendem dar resposta a toda a região

Santa Casa de Idanha investe forte na saúde
A Santa Casa da Misericórdia de Idanha-a-Nova vai investir três milhões de euros, na construção de uma nova unidade para cuidados continuados de média duração, e em residências seniores.

Reconquista- João Carrega
17:51 Segunda-feira, 1 de Mar de 2010

A construção de uma nova unidade de saúde para cuidados continuados de média duração e de 20 residências seniores é a próxima aposta da Santa Casa da Misericórdia de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, a qual já possui na área da saúde um hospital de referência.

Segundo apurámos junto daquele organismo as novas estruturas pretendem dar "resposta a toda a região".

O investimento é de três milhões de euros, tendo o Ministério da Saúde garantido uma comparticipação de 750 mil euros.

De acordo com o projecto, a unidade de cuidados continuados terá capacidade para 30 camas, distribuídas por oito quartos individuais e 11 quartos duplos.

Já as residências seniores estão assentes em apartamentos T0, dos quais 7 são duplos, e seis são individuais.

De acordo com o projecto, os quartos ficam agrupados em banda, o que faz com estejam virados para poente ou para nascente, "com excelentes condições de iluminação e ventilação naturais".

O complexo apresenta quatro blocos, todos interligados.

De um lado será implantado o serviço de cuidados continuados, do outro as residência seniores.

Ao meio surge um pátio exterior central.

Estes dois blocos surgem ligados, numa das extremidades por um outro, onde ficam instalados os serviços de direcção, secretariado, saúde e áreas sociais e de serviços.

É ainda no bloco destinado aos serviços, que fica instalada a cozinha, a copa, lavandaria, balneários e a casa mortuária, entre outros equipamentos.

Junto ao bloco dos serviços continuados surge também um espaço amplo designado por zona técnica, onde ficam alojados, entre outros equipamentos, os depósitos de água, a central térmica e um gerador.

O novo complexo assegurará serviços de cuidados médicos diários, cuidados de enfermagem permanentes, cuidados de fisioterapia e terapia ocupacional, prescrição e administração de fármacos.

Além disso terá também uma vertente de apoio social, convívio e lazer, garantindo ainda a alimentação aos utentes dos espaços.

Segundo apurámos, "a todos estes serviços correspondem áreas e espaços devidamente dimensionados, caracterizados e equipados para que articulem uns com os outros, garantindo eficácia e o seu funcionamento com critérios de excelência".

Refere a Santa Casa que "assim serão prestados serviços de qualidade a todos os utentes do complexo".

Reconquista

Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde

Vila do Conde: Misericórdia investe mais de três milhões de euros em áreas sociais e de saúde

Vale do Ave
2010-03-02
Lusa

A Misericórdia de Vila do Conde anunciou hoje que pretende investir 3,5 milhões de euros em áreas sociais e na saúde.

Os investimentos, que vão ser divulgados quinta feira, em conferência de imprensa, visam assinalar o arranque das comemorações dos 500 anos da Igreja da Misericórdia, um edifício que foi alvo de abras de recuperação estimadas em cerca de 600 mil euros.

A intervenção foi acompanhada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) e envolveu ainda o restauro de cerca de 15 mil azulejos que revestem o interior do imóvel, datado do século XVII.

Arlindo Maia, provedor da Santa Casa, disse à Agência Lusa que esta “obra de fundo era uma necessidade, porque a igreja, a primeira da Misericórdia construída em Portugal, apresentava graves sinais de degradação”.

Mandado construir pela rainha D. Leonor, este templo, além de estar revestido no interior a azulejo, tem tetos pintados em granito, grades de pau-preto e uma imagem de Nossa Senhora em pedra.

No altar-mor pode ainda ver-se o Nosso Senhor dos Passos, uma imagem da autoria do escultor João d’Afonseca Lapa.

A intervenção vai permitir “retomar os concertos de música na igreja que tem condições acústicas de excelência”, frisou aArlindo Maia, que lidera a Misericórdia desde 1984.

As obras de restauro começaram em junho de 2009 e, desde essa altura, cerca de duas dezenas de técnicos e especialistas trabalharam na recuperação e intervenção da igreja que vai ficar visitável a partir do dia 14.

Nesse dia, será celebrada uma missa, presidida por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Além da inauguração das obras de restauro da igreja da Misericórdia, a Santa Casa vai realizar um conjunto de atividades, ao longo deste ano, que pretendem assinalar os 500 anos da instituição, nomeadamente um congresso subordinado ao tema “As Misericórdias e a Saúde” e a apresentação de um livro e um filme que relatam os cinco séculos de actividade da Santa Casa de Vila do Conde.

Correio do Minho