quinta-feira, 4 de março de 2010

Santa Casa da Misericórdia de Carregal do Sal

José Manuel Flórido foi reeleito provedor da Santa Casa da Misericórdia de Carregal do Sal
5 Janeiro 2010
Em acto ocorrido nas instalações do Lar de Idosos e sede da instituição, tomaram posse ontem, 4 de Janeiro, os novos corpos dirigentes da Santa Casa da Misericórdia de Carregal do Sal, eleitos no passado dia 31 de Dezembro.
Foi a primeira cerimónia oficial com lugar no melhorado salão de convívio do lar e sede da própria instituição, agora um amplo, bonito e funcional espaço, com área de 107m2, graças às obras de ampliação recentemente levadas a efeito, que também beneficiaram o piso superior de residencial com a dotação de mais quatro quartos.
Contrastando nitidamente com a presença de grande número de irmãos (associados) por ocasião de igual acto de há três anos atrás, desta vez apenas marcaram presença o presidente cessante da Mesa da Assembleia, os vinte e dois novos eleitos e algumas funcionárias da instituição.
Sem qualquer formalismo introdutório, o presidente cessante da Mesa da Assembleia, José Alberto Craveiro, procedeu de imediato ao acto de posse, fazendo primeiro a chamada dos membros da Mesa da Assembleia (Assembleia Geral) e depois dos membros da Mesa Administrativa (Direcção) e do Definitório (Conselho Fiscal). Concluída a tomada de posse, desejou felicidades à Santa Casa e retirou-se imediatamente do salão.
Único eleito com cargo directamente designado, o novo presidente da Mesa da Assembleia, António Manuel Freitas, usou da palavra para mencionar as três condições que impunha, à partida, para desempenhar o cargo. Na primeira, exigiu da Mesa Administrativa a maior transparência; na segunda, impôs que as reuniões da Assembleia englobem todos os irmãos e a Mesa Administrativa “lhes diga o que se faz e o que se vai fazer”; e, na terceira, recomendou que os irmãos apresentem nas reuniões da Assembleia o que têm a dizer. “É aqui que se põem os problemas, espero que não volte a suceder o que aconteceu ultimamente”, reforçou. Terminou com o desejo de que daqui a três anos se faça “uma transição mais ordeira” na substituição dos corpos dirigentes.
Provedor cessante e cabeça de lista para a nova Mesa Administrativa, José Manuel Flórido, ao usar também da palavra, referiu que os últimos três anos não foram nada fáceis e apresentou a ampliação das instalações da sede como uma das obras mais importantes que a Direcção cessante realizou. Descontente com o ambiente gerado à volta das últimas eleições, lamentou: “O que se passou nestas eleições não tem nada a ver com a Santa Casa, a Santa Casa rege-se por princípios que nada têm a ver com a política, e peço desculpa em dizer isto, mas aquilo que se passou teve mais a ver com política, além de que houve outros interesses por trás”. Falando depois do trabalho desenvolvido e a desenvolver, continuou: “Temos feito obra e este salão é prova disso, assim como o Centro de Dia que abrimos em Currelos, mas queremos concretizar ainda grandes planos, esperem para ver o que vamos fazer nestes três anos”. Sobre aquele Centro de Dia, afirmou: “Infelizmente, não está a correr bem, precisávamos de mais gente”. Lamentou ainda o facto do projecto de construção da Unidade de Cuidados Continuados não ter sido aprovado, adiantando: “Vamos contestar; caso não se consiga, iremos requerer outros projectos”.
Aos comentários na praça pública da “gestão apertada” nestes três últimos anos por parte da Direcção, contrapôs aquele dirigente: “O que se fala lá fora é dor de cotovelo, nada mais que isso; a Santa Casa não é uma fábrica e quem está cá para trabalhar merece um ordenado digno, temos pessoas dedicadas, bons funcionários, pagamos acima da lei, e todos os que para aqui vêm têm de ser assim; por vezes saem coisas lá para fora que não deviam e depois passam uma imagem que não é a realidade; o trabalhador tem que vir para aqui de cabeça limpa e deixar os problemas de casa lá fora, os idosos exigem um tratamento de qualidade”. José Manuel Flórido admitiu que nem tudo terá corrido bem. “Todos nós aprendemos todos os dias, afirmou a esse respeito, finalizando a sua intervenção.
Seguiu-se a eleição no novo provedor por parte dos dez membros da Mesa Administrativa. Por unanimidade, José Manuel Flórido foi reeleito nessas funções, o que foi saudado com uma salva de palmas. A seu convite e por oferta sua, “não da Santa Casa”, como acautelou, todos partilharam, no refeitório, de uma confraternização com bolo-rei e champanhe.
A atribuição dos restantes cargos em cada órgão dirigente será feita por eleição, entre os respectivos membros, numa próxima reunião com essa finalidade.

Farol da Nossa Terra

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